O acaso vai…

Era mais uma noite comum. 23h. A noite fria ventava tanto que por uns momentos jurei que uma tempestade iria passar pela cidade. E passou. Teoricamente. Tive que controlar a tempestade que se formava em minha barriga todas as vezes que minha boca encostava na tua. Em meados do campeonato, nunca imaginei que me afetaria demasiadamente por algo que não estava pré-agendado dentro de mim. Foi sem querer. Literalmente sem querer. Ainda escuto tua voz rouca em meu ouvido toda vez que um vento forte bate em meus cabelos. Questiono-me sempre o motivo de tudo isso ter acontecido. Lembro bem dessa noite que citei acima. A forma como teu olhar se perdia no meu, uma mistura de castanho intenso que brilhavam em perfeita sintonia com a lua. Teus cachos tão bem definidos bagunçados, uma parte pelo vento e outra parte por mim. E eu borrando minha maquiagem e te falando muitas coisas no ouvido, que nem acho que prefiro nem dizer aqui. Achava linda a forma como tu recitavas meu nome. Firme e lento. O gosto de seu beijo. Te beijar era como acender uma vela dentro de mim. Quente. Era como atravessar oceanos intensos em busca de uma terra firme. Como foi bom. Acaso do destino esbarrar em ti. Ou pelo menos, prefiro acreditar que nada em nossas vidas acontece por acaso. Sem dúvidas, até agora, você foi meu acaso preferido.