Ontem (17/10/18) saí do #ILARio18, maior evento de UX da América Latina, às 18h, para voltar a São Paulo, porque hoje, domingo, tinha que fazer o trabalho de etnografia da pós, da professora Carol Zatorre, com o contexto Paulista e como tema Artistas/Músicos que o grupo escolheu.

Ok, tudo combinado com o grupo, iríamos nos encontrar no vão do MASP às 10h. Cheguei antes, um pouco cansado dos 4 dias no Rio de Janeiro, e com uma leve preguiça de entrevistar e conversar com as pessoas. Mas, quando cheguei no lugar combinado, deparei-me com este senhor: seu Francisco!

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Seu Francisco

Seus olhos retratavam uma tristeza, uma desolação, parecia ser invisível. Pessoas iam e vinham, mas ninguém o dava atenção ou sequer olhava para ele nos 5 minutos em que fiquei ali observando. Tanta gente passeando — casais, crianças, famílias com seus cachorros –, que certamente tem mais conforto do que ele. Mais uma vez, isso perturbou-me, incomodou-me muito. Ocorreu-me um flashback sobre o que eu acabara de ver no ILA, sobre o que estudei em UX e Design e sobre o que me fez trocar de área. Mudei porque cansei de trabalhar só com suposições, de criar coisas superficiais na publicidade e depois fazer com que as pessoas gostassem daquilo. Estava incomodado, pois não ouvíamos, ou porque não queríamos, ou porque o cliente não queria gastar com isso. …

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Thiago Barreto

Creative Strategy and Service Designer at @ConcreteS