Anti-soneto da destruição
Nov 5 · 1 min read
Janeiramos pasmos, relutantes de angústia
Fevereiramos laranjas de vergonha alheia
Marçamos com homenagens à um período nefasto
Abrilamos vendo a educação como vilã
Maiamos com protesto e luta, nossa semente
Junhamos boiando em agrotóxico, doentes
Julhamos chorando e tossindo fumaça Amazônica
Agostamos pedindo desculpas ao mundo
Setembramos com mar negro de óleo e olhos marejados
Outubramos autoritarismo e desordem geral
Novembramos crime, crise e hipocrisia
Ainda falta Dezembrarmos, mas por favor
De golden shower à AI-5, não sei como sobrevivemos
Urge acabar algo, seja o ano ou o pesadelo