Sinuca da vida

A vida numa caçapa

Perdida no espaço a bola

Imperfeita para a caçapa

Sem rumo se estendia parada.

Não se encontrava rumo

Nem mistério ou sedução

Pobre bola, imperfeita bola

Injusta vida, maldita dita.

Escrita, ar revista

medita na ingrata lida

estranha, ingênua vista

boca, talvez minha.

Não sei se queria

Invista, desista

Apenas me diga

Querida, ingrata vida.

Sorte, não diria

Azar já tinha, rotina

Bad trip, talvez seria

Mente, delira minha.

Naice, a vida queria

Detesta, bendita dita

Decida, não invista

Vulgo, regras da sinuca da vida.

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