A coragem de andar de mãos dadas

Foto: Amanda Arakymandy

Segure a minha mão. Vamos transformar o amor que pulsa o nosso corpo em poesia ambulante. As nossas mãos entrelaçadas serão símbolo de uma revolução silenciosa. Vamos despertar o brilho do olhar de cada pessoa que anda de cabeça baixa.

Muitos dirão que a nossa coragem é loucura. Para eles eu digo: nós não devemos nada. O mundo é que nos deve. E como pagamento dessa dívida histórica nós só aceitamos respeito. E que todo mundo tenha esse direito. A cada passo dado, levamos conosco pessoas que tiveram o direito de existir negado e não puderam ter alguém ao seu lado.

Vamos andar de mãos dadas. Por um instante quero que você esqueça o risco de levar lâmpada na cara. Vamos dobrar a esquina e deixar que a vida nos surpreenda. E se alguém se aproximar e o medo apertar o seu peito, vou segurar firme a sua mão e soprar baixinho no seu ouvido:

“Se for pra morrer, quero morrer ao seu lado. De mãos dadas.”

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