Medium e a geração de cérebros constipados que precisam de inspiração

Eu ando ruminando um texto desses desde Dezembro, fatídico mês que os neurônios se rebelam, acusando excesso de informação armazenada. Acredito que justamente por esse motivo, escrevo esse texto 2 meses depois, com as ideias mais sedimentadas – mesmo assim, em parcelas.

No final do ano meu chefe me disse que eu estava com o cérebro constipado e aquilo me preocupou mais do que deveria. A gente precisa mesmo absorver essa bigorna diária de informação, referências, conteúdo e transformar isso numa vitamina de conhecimento e expertise?

Acredito que quem trabalha, se interessa e/ou é entusiasta de Internet precisa sim, mas é o típico vício que, se tornar maior que a gente, já não é saudável. E pra se tornar saudável, é preciso balancear o fluxo. Meu jeito de desanuviar é escrevendo.

Mesmo absorvendo uma quantidade massiva de tudo o que me chama atenção todos os dias, a impressão final que eu tenho é que, no final das contas, eu não absorvi porra nenhuma.

Foi aí que eu vi que, além de desanuviar, a gente precisa de modelos na vida pra não se constipar. Role models. Herois mesmo. Aquela pessoa-entidade que você olha, absorve o que ela fala e tem vontade de pegar aquela linha de raciocínio e colocar num quadro, de tão linda. Acredito que é um sparkle pra gente evoluir.

Sempre achei lindo quem ama o que faz, sabe o que faz e defende o que faz, de jeito simples, coerente e evolutivo. Eu sei que no meio dos processos da vida, a gente acaba se perdendo e pecando em algum desses itens.

http://the-inspiration-factory.tumblr.com/

Nessa busca non-stop pra ser multitasking e ter referências múltiplas, encontrei inspirações fantásticas. Mas percebi que uma figura, em específico, vem me despertando, ao longo do tempo, umas sinapses muito gostosinhas e de forma despretensiosa. Já te agradeço de antemão, Julia Petit.

Meu primeiro contato com foi em 2009, quando eu era um mero estagiário, que aprendia sobre Internet, e descobri que era possível divulgar conteúdo esperto e anunciar mídias em diferentes formatos e lugares.

O tempo foi passando e eu fui observando cada vez mais a diversidade de conteúdos atuais e frescos sobre pautas que mais pareciam um espelho de tudo o que me interessa. É aquele sentimento de identificação ao ver um hobby que eu, você e todo heavy user de Internet tem, ser explorado como uma cultura de negócio e ser levado tão a sério por cada profissional que trabalha no Petiscos.

Como se não bastasse ter um canal no YouTube de 6 anos de idade sobre tutoriais de maquiagem e cabelo, o Petiscos TV, Julia Petit resolveu traduzir mais conteúdos em vídeo, com o Petit Comitê. Seja ela sozinha respondendo perguntas randômicas ou com convidados discorrendo sobre diversos temas, o canal é um varal multidisciplinar e orgânico. Ciência, tecnologia, cultura pop, filmes, música, política e uma extensão de opiniões que me fez sentir um emoji de corações nos olhos. Em um dos vídeos ela cita meu nome e eu tive um mini derrame imaginário, mas está tudo bem.

Pra mim, Thiago Loreto, 26 anos, Sagitariano, produtor de conteúdo-planejamento-social media, ter acesso ao trampo da Julia Petit e ver o desdobramento de um canal em tantos conteúdos e opiniões incríveis durante o tempo, é uma experiência completamente Leonardo-Di-Caprio-ganhando-Oscar. É celebrativo, inspirador, tem aquela sensação de novidade, de manhã de Natal, de comprar tênis novo, de descoberta.

Eu acredito que com modelos e inspirações, a gente consegue fazer as engrenagens da evolução rodarem. A gente consegue vislumbrar o famoso é-assim-que-eu-quero-ser-quando-crescer (e por que não agora?). E que a gente consegue transbordar e ser mais a cada dia, todo dia.

Obrigado referências, inspirações, role models. E obrigado Medium, por me dar uma folha em branco pra desanuviar.

http://the-inspiration-factory.tumblr.com/