As Crônicas dos Quatro Cantos

Capítulo Sete: Ireth Ringëril

De dentro da grande fenda entre as paredes do Penhasco Rauthar, um cavalo branco surgiu, galopando a todo vapor em direção ao campo de gramíneas verdejante. Um vulto montava o animal, sua capa esvoaçando à medida que o vento nórdico cortava seu rosto nu. O capuz protegia apenas seus cabelos.

Seus olhos verde-claros fitaram a construção de pedra que se elevava no horizonte: um imenso castelo, construído nas planícies que convergiam a partir das Montanhas Alassë. Uma bandeira vermelha com detalhes em preto estava içada em um longo poste de calcário turquesa. Os portões de madeira se prostravam à entrada.

O cavalo bufou e reduziu a velocidade — Estamos quase lá, rapaz! Aguente mais um pouco! — a mulher disse, batendo no corpo do animal. Ela segurou as rédeas com mais firmeza e as estalou, gritando.

No topo de uma das torres de vigília, um dos guardas armados notou a presença de um ponto pequeno se movendo nos arredores do Castelo Turelië, na província de Deheon. — Ela chegou — ele murmurou, abobado. Correu em direção ao sino anunciador e o tocou — Abram os portões! Ela está aqui!

Um outro guarda, acordando de sua sesta, cambaleou em direção ao portão e girou as correias rapidamente. Com um estrondo, as portas se abriram e o cavalo branco passou zunindo por eles e aterrissou no meio do Paço Central. — Finalmente. Pode descansar agora, campeão — o animal bufou e se aproximou de uma das tinas d’água, sorvendo o líquido avidamente. — Olá, senhores — ela exclamou, retirando o capuz.

Os belos olhos claros fitaram os guardas. Belos cabelos loiros caíam como uma cascata pelos ombros largos, até a altura da cintura. A mulher trajava vestes verde-escuras, escondidas por um colete marrom-claro e botas de couro. Um traje de batalha. Presos em suas costas, uma aljava carregada com flechas douradas jazia imóvel. Seus lábios perfeitamente desenhados se contraíram enquanto ela passava as mãos pelas orelhas pontudas. Seu nome era Ireth Ringëril, a elfa guerreira da cidade de Taruwen, a noroeste da província de Montgomery.

- O Comandante a receberá em poucos momentos, senhorita — um dos guardas se curvou. Os outros o imitaram. Ireth riu, tocando o elmo de ferro fundido de um deles.

- Levantem-se. Não há necessidade disso. — sua voz era forte e, ao mesmo tempo, serena e meiga.

- Ireth Ringëril — uma voz ecoou atrás da elfa. Ela sorriu novamente e se virou. — Du er endelig her![1]

- Deres Majestet, er det en ære ä fä være her.[2]- ela se ajoelhou — Tilgi meg for forsinkelsen.[3]

O Comandante Astaroth a segurou pelas mãos e a levantou. Ireth era razoavelmente mais alta do que aquele homem, levando em conta o fato de que era uma elfa da floresta. A Princesa de Daeron[4]. Enviada a pedido do Barão à província de Deheon. — Não precisa se desculpar de nada, minha querida. — ele a beijou nas mãos. As bochechas brancas da princesa ficaram levemente ruborizadas. — Por favor, me acompanhe.

Astaroth virou-se e começou a subir as escadas de mármore branco, uma íngreme subida, a qual levaria em direção ao Pátio do Castelo. Ambos passaram por diversas casas branco-pérola rentes umas às outras e por seus moradores, os quais observavam Ireth com pura incredulidade. Talvez nunca tinham visto uma elfa antes.

Após um tempo, passaram por uma fileira de colunas, as quais separavam a Cidadela do Castelo. Um extenso portão de ferro, o qual estava guardado por homens armados até os dentes, erguia-se à frente deles. Ao aceno da mão direita do Comandante, os homens se afastaram e reverenciaram em direção à dupla, à medida que entravam num longo recinto circular a céu aberto.

Árvores das mais diversas rodeavam os degraus das escadas as quais levavam a diversos lugares diferenciados. Em seu centro, uma fonte marmórea — também branca — com reluzentes rubis incrustados em cada um dos anjos que a enfeitavam jorrava águas cristalinas. Ireth sentiu a brisa de frutos silvestres invadir-lhe as narinas e seus músculos relaxaram por um momento.

Eles atravessaram o Pátio e subiram a escadaria do meio, passando por mais um lance de portas de ferro e aço e chegando em um longo corredor escurecido. As chamas das tochas morriam gradativamente, mas a luz do sol escaldante entrava pelas excêntricas janelas-mestras do lado esquerdo. A cada três metros, uma pilastra cor de diamante, com pequenas fendas quadriculadas, sustentava o teto em forma de abóbada, em ambos os lados. Bandeiras vermelhas e douradas — as cores de Deheon — preenchiam as paredes frias atrás do grandioso trono, forrado com camurça vermelha.

Astaroth, segurando sua manta malhada, desfilou no tapete vermelho que se estendia em direção ao trono e então se sentou, alisando a proeminente barba — Creio que o Barão lhe contou o motivo de sua vinda.

- Sim. Os Warlogs estão invadindo cada província de Jamieshaven — ela cruzou os braços à frente dos seios — E como seus homens não podem deter uma horda vinda de Raven, pediram pela ajuda dos elfos, certo?

Astaroth sorriu, pegando uma taça dourada de vinho colocada gentilmente sobre um balaústre de mogno — Precisamos de toda a ajuda possível. E como parte da Trindade que rege Jamieshaven, é meu dever reunir o máximo de forças possível para derrotar mais uma vez Sire.

Ireth permaneceu inexpressiva — Veja bem, Comandante. Eu realmente gosto do senhor. Mas o meu povo teve que se esconder por mais de seis séculos numa cidadela por causa de vocês. Os humanos nos baniram para muito longe de qualquer civilização. Quase fomos extintos. — ela enfatizou a última palavra.

- Mas você deve se lembrar de que foi o Barão que os trouxe de volta e jurou ao seu povo fidelidade e proteção eternas — Astaroth disse, ao engolir rapidamente a bebida. O líquido desceu queimando por sua garganta ressecada.

- Sim, sabemos muito bem disso — ela sibilou — Mas porque deveríamos arriscar nossas peles por algo que nem nos concerne.

- Ireth — Astaroth cruzou os dedos das mãos, fitando a elfa — Além de uma forma de agradecimento à Sua Majestade Suprema, pense em ajudar como uma forma de autopreservação. Acha mesmo que as Forças das Trevas não atacarão Daeron após dizimarem todas as províncias de Jamieshaven?

Ela se calou, pensando na possibilidade. Apesar de muito bem escondida, Daeron não estava totalmente à prova de inimigos. E uma abordagem cautelosa dos Warlogs poderiam colocar tudo o que construíram nesses últimos séculos a perder. — E o que devemos fazer? Proteger as fronteiras? Impedir que os Warlogs atravessem Montgomery? — Ireth perguntou.

- Você — Astaroth apontou o dedo para a elfa — Tem uma missão especial — ele sorriu. — Primeiro quero que avise seu povo para preparar o maior número de combatentes para se instalar nas fronteiras do Sul com o Centro.

Os elfos eram excelentes em batalhas, por contarem com a maestria do arco-e-flecha, além de serem os melhores estrategistas dos Quatro Cantos e grandes conhecedores de venenos e poções. — Muito bem. Vou avisá-los.

- E preciso que encontre alguém para mim. Alguém de extrema importância para que vençamos essa nova batalha contra Sire.

Ireth se calou. Imaginou por um milésimo de segundo quem seria, mas quis não acreditar. — Quem? — ela se atreveu a perguntar.

Astaroth gargalhou — Uma pessoa que se exilou em Brunshwick. A maior arma que temos até agora. — ele hesitou por um momento — Morgana.

A elfa arregalou os olhos e deixou que os braços pendessem ao lado do corpo — Morgana? A Feiticeira? Quer que uma elfa da floresta viaje até Brunshwick para encontrar uma feiticeira? Por acaso, se esqueceu de…

- Sim, eu sei que o relacionamento entre feiticeiros e elfos não é um dos melhores, mas…

- Não é um dos melhores? Vossa Majestade, do momento em que aqueles desgraçados pisaram no solo de nosso Reino, não trouxeram nada além de destruição e caos. Nosso Rei declarou uma guerra eterna com os Feiticeiros, Magos, Bruxos… Odiamos qualquer coisa que venha daquele povo! — ela exclamou, perdendo um pouco da calma.

- Tenho um bom motivo para que você — ele apontou novamente a Ireth — Vá até lá.

- E qual seria? — Ireth perguntou, com desdém.

- Morgana foi uma das poucas Feiticeiras que não se juntou ao grupo que acabou com o seu povo. — ele começou, examinando com súbito interesse as unhas dos dedos — Seu lema de vida era a paz entre todas as raças, todos os povos que existissem nos Quatro Cantos.

- E…?

- E ela é a única que pode recuperar um alguém muito especial em sua vida, minha doce Ireth — ele murmurou.

Ela ficou estática.

Há muitos anos, Ireth Ringëril estava noiva de seu amado, Feanor Lossëhlein. No dia de seu casamento, as Feiticeiras impiedosamente invadiram a clareira na qual todos de sua família se encontravam e então… Mataram todos eles. Feanor foi o último a ser tirado de sua vida. Elas fizeram com que Ireth assistisse a tudo.

Elas arrancaram… Seu… Coração.

Uma lágrima furtiva escorreu pelas bochechas da elfa, desaparecendo tão rapidamente quanto surgiu. Ela sentiu a gota quente entrar em contato com a pele de sua mão desprotegida. — Por que eu deveria acreditar em você?

- Eu garanto a você, Ireth, que Morgana pode trazer Feanor de volta. — Astaroth disse, inexpressivo. Seus olhos percorriam o corpo tenso da elfa. Ele conseguia até ver a marca da lágrima que escorrera de seu olho. — Ahn… Há mais um detalhe.

- Qual? — Ireth fuzilou um olhar em direção ao Comandante.

- Antes de encontrar Morgana, preciso que você encontre um grupo de pessoas que está a caminho de Keegan. E preciso que os tire de seu caminho e os leve a Morgana. Eles não podem chegar lá antes de encontrarem-na! — a voz de Astaroth cresceu e se tornou um pouco agressiva.

- Posso saber o motivo?

Astaroth respirou profundamente e juntou as mãos. Virou-se, então, para Ireth — Bem… Digamos que dois de seus componentes sejam… Parentes de Morgana.

- Parentes distantes? Ela os reconheceria? — a elfa perguntou, arrumando a aljava que machucava brevemente seu ombro.

- Ah, reconheceria sim. Pode ter certeza. E eles são os únicos que podem convencê-la a nos ajudar.

- Talvez alguém que se passasse por seu parente também conseguiria fazê-la mudar de ideia.

- Creio que isso seria impossível — Astaroth disse, meneando a cabeça. — Você estaria enganando a maior Feiticeira de todos os tempos, Ireth. — ele desceu as escadas e se aproximou da elfa, sussurrando em élfico em sua orelha direita. — De er dine barn[5].


- Muito bem! — o Barão bradou, irrompendo o salão do trono — Eles já entraram em Ictinus, Severo — ele se virou para o Comandante que segurava pelo colarinho um Warlog com dentes amarelados. — Graças ao Criador ele nos avisou dessa pequena invasão.

Severo sacudiu a criatura, a qual rosnou em direção ao Barão — Você sabe que não acabou, certo, Vossa Majestade? — ele perguntou, cínico. O corpulento homem, em contrapartida, enfiou a mão no rosto úmido e pegajoso do ser. Ele cuspiu uma substância preta e tentou se desvencilhar do homem que o segurava com tanta força.

- Eu sei disso, Fastolph — ele disse — E pode ter certeza de que vou arrancar cada informação que você estiver guardando dentro de sua mente. — ele tocou a cabeça do Warlog, o qual tentou arrancar a mão do Barão. — Talvez poupemos sua vida se colaborar. — ele começou a andar de um lado para o outro.

- Não vai conseguir nenhuma informação de mim, e mesmo que consiga isso não impedirá nosso clã de achar os seus preciosos, ou de Sire se levantar como manda a profecia.

O Barão gargalhou gostosamente — Parece que seu Mestre não prestou muita atenção à profecia. Ela também diz que haverá alguém para derrotá-lo.

- Apenas a primeira parte nos interessa, Vossa Majestade — ele retrucou — Sabemos que ela irá se realizar e pode ter certeza de que ele exterminará qualquer um que esteja no caminho. — ele sorriu macabramente — Começando por seu precioso grupinho de heróis — Fastolph riu e, logo depois, recebeu uma bofetada de ambos os Comandantes.

- Severo, mande reforços para todas as províncias. E faça questão de que cada Warlog seja decapitado antes de poder pisar em qualquer uma das fronteiras. — ele disse, cruzando as mãos atrás das costas — E peça para que seus anões reforcem a barreira. Eu tentarei fazer o possível para que o Manto não se desestabilize.

- Sim, Vossa Majestade. — Severo disse. Com uma reverência, ele desapareceu no ar, deixando Fastolph solto. Após alguns momentos, ele correu em direção ao Barão.

- Vincula — ele murmurou. Correntes de ferro surgiram das paredes e se entrelaçaram no corpo do Warlog, levantando-o alguns centímetros do chão.

- SOLTE-ME! — ele gritou, sua voz ecoando no saguão vazio.

- Podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil, Fastolph — ele murmurou, sentando-se no trono e olhando fixamente ao Warlog. Depois de um tempo, ele começou a rir. — O que foi?

- Você realmente acha que eles conseguirão a Pedra?

Os olhos do Barão se estreitaram. — Do que está falando?

- Já havíamos previsto que o próprio Barão não iria às Montanhas Lacrimosas. Mandaria alguém em seu lugar. Mas nunca pensamos que mandaria iscas tão fáceis de serem pegas — ele grunhiu. — Filhos de Morgana… Como se sua magia fosse tão poderosa quanto a da mãe…

- Eu confio neles. E tenho certeza de que eles são suficientemente capazes de recuperar a Pedra.

- Capazes? — ele sibilou.

- Sim.

- Eles não sabem onde se encontra a Pedra. E não podem contar com a ajuda do tão louvado Comandante deles porque ele tem medo

- Cale a boca, Warlog! Tenho motivos muito racionais para não ir com eles, e além disso não lhe devo nenhuma satisfação.

Um líquido escapou do machucado de Fastolph e banhou os elos das correntes, corroendo seu metal e quebrando-as lentamente, longe dos olhos do Barão. — Eles estão presos agora, Vossa Majestade. E não sairão de lá vivos.

O Barão se virou a ele. Andou até ele e segurou seu pescoço, sufocando-o — Onde eles estão?

Ele engasgou — Odem… Etrom… — ele murmurou, mal conseguindo falar. O Barão o soltou, arregalando os olhos.

- Preciso avisá-los.

- Acho que isso está fora de cogitação… Vossa Majestade — ele disse ironicamente. Em uma fração de segundo, Fastolph, arrebentou as correntes com a força dos braços e retirou uma vela verde-escura de um compartimento. Ele estalou os dedos e uma labareda vermelha se apoderou do pavio. — Videbis nihil in mente aeterna. Baro. — ao pronunciar a última palavra, assoprou a vela.

Logo depois, uma tontura tomou conta do corpo do Barão. Ele se segurou numa pilastra e colocou a mão na cabeça, tentando afastar a dor. Cambaleante, os joelhos cederam e ele caiu com um estrondo no chão, imóvel. Seus olhos ficaram embaçados, e a última coisa que diferenciou foram os passos do Warlog vindo em sua direção.

- Agora não vai poder avisar a eles, Barão — ele arrancou uma adaga do corpo e a colocou rente ao pescoço do homem caído. — Não vai poder avisar ninguém.

Ele arreganhou os dentes e então levantou a arma. Antes que pudesse desferir o golpe, a lâmina prateada de uma espada atravessou seu corpo. Sem um gemido de dor, Fastolph caiu para o lado, jazendo imóvel, a adaga voando de sua mão para bem longe dos dois. — Exiguo — uma voz ecoou.

Imediatamente, as feições do Barão voltaram ao normal e ele se sentou, ofegante — Severo? — ele perguntou.

- Sim, sou eu. Graças ao Criador voltei a tempo. Ele… Estava prestes a matar o senhor, Vossa Majestade — o Comandante ajudou o Barão a se levantar. Ele ainda estava cambaleante, mas nada que não passaria em algumas horas.

- Oh, não — ele murmurou, vendo a vela caída ao chão. Ele fechou os olhos e os abriu duas vezes.

- Vossa Majestade? O que aconteceu?

- Chama Escassa — ele murmurou, apontando ao objeto. Severo caminhou até lá e o pegou não mãos.

- Como ele conseguiu usá-la?

- Um plano. Um outro plano. — ele sibilou, preocupado — Só espero que isso não aconteça com os outros Comandantes.

- O quê? O que aconteceu?

Ele inspirou e expirou antes de continuar a falar — Ele tirou os meus poderes de telepatia, Severo. Não há como eu conversar com Will ou com qualquer um dos outros, a não ser que eles aprendam a falar com a mente. — o Barão se sentou — Se isso acontecer aos outros Comandantes, não teremos como nos comunicar e então…

- Será uma vantagem para Sire — Severo completou. — Não existe um jeito de desfazer o feitiço.

- Sim, existe. — ele olhou de relance ao Comandante — Apenas um jeito.

- Morgana. — ambos disseram.

- Eles estão com Odem e Etrom, Severo. Eles não sabem como enfrentá-los — o Barão disse, depois de um tempo, colocando a mão sobre o rosto — E a culpa é toda minha! Eu deveria ter avisado a eles sobre isso! Provavelmente pararam para descansar.

- A culpa não é sua, Vossa Majestade. Não tínhamos como saber os exatos passos deles. Devem ter saído do caminho, provavelmente. — Severo se sentou ao lado do Barão, o qual já havia se reconfortado no trono. — Astaroth me informou de que a elfa está em a caminho de encontrá-los. Em Ictinus.

Ele olhou para o lado, fitando o Comandante — Em quanto tempo ela estará lá?

- Talvez em uma semana. Um pouco mais, um pouco menos.

- São boas notícias, pelo menos. A Srta. Ringëril será de muita valia para eles. Ainda mais com seus conhecimentos sobre…

- Sim. Morgana. Mas acho que ela não tem a mínima ideia de que…

- Ah, se ela não tem, vai descobrir, Severo — ele olhou em direção ao vitral. Ao centro do mosaico, estava Morgana e um outro mago, chamado Merlin. Ambos estavam rodeados por outras pessoas — seus aprendizes. Os olhos do Barão pararam sobre um dos aprendizes e percorreram suas pontudas orelhas. Ele sorriu — Pode apostar.

[1]“Finalmente está aqui!”, em élfico.

[2]“Vossa Majestade, é uma honra estar aqui.”, em élfico.

[3]“Perdoe-me pelo atraso.”, em élfico.

[4]Reino Élfico, em élfico.

[5]“Eles são seus filhos.”