Oi Thiago, costumo gostar pra caramba do que você escreve, mas não consigo concordar de jeito…
Ligia Leite
1

Oie!

Então, em primeiro lugar, pratiquei aqui uma coisa que não costumo seguir tanto: defender algo que nem sequer concordo totalmente. Eu queria ver se teria alguma reação, seja de alguém mais à direita dizendo que aquilo era muito pouco e que prisões perpétuas seriam necessárias ou textos bem fundamentados como o seu.

Tenho sentido falta no Medium de interação com o público, e queria ver se um rexto que falasse sobre um tema mais midiático ganharia mais atenção. Para ser honesto, fora você, não adiantou muita coisa. É um dos meus textos menos lidos daqui (perdendo só para um sobre política externa brasileira, que foi vizualizado por 3 pessoas, recomendado por 4 e lido por ninguém).

Sobre o que você criticou especificamenre do texto, a questão do trabalho é que, em regimes fechados, pelo menos até onde o meu conhecimento vai, o trabalho muito mais frequente é o no interior do presídio. Como a própria Anna Carolina faz, trabalhando com costura na penitenciária. Ela quer, no quer regime semi-aberto, trabalhar com moda em si, com um empregador se verdade etc.

E sobre as prisões brasileiras, o primeiro texto que postei aqui no Medium foi, justamente, sobre o tema. É sobre crise prisonal; inicialmente tinha colocado no Facebook, mas quando fiz a migração para o Medium, postei aqui também com uma ou outra alteração. Tenho consciência do estado deplorável destas, o que é uma pena. Aliás, se quiser dar uma lida, será um prazer.

A questão do descanso em paz foi relacionar com a Justiça. Por eu não fazer parte da corrente que defende a tese de que qualquer prisão é condenável, ela fazia mais sentido como argumento sentimental que atraísse mais gente para cá. Se ficou muito ruim, aqui me retrato.

Acerca do Cembranelli, é um cara cuja atuação eu acompanhei com olhar muito atento em 2010. Na ocasião, minha mãe dizia a mim que achava que os pais eram inocentes. Hoje, ela sustenta que queria acreditar nessa tese, e por isso tinha essa posição há sete anos. Mas o posicionamento dela foi totalmente alterado com a atuação do cara como promotor no julgamento. A linha do tempo que ele construiu – e que eu aqui reproduzi –, para mim, deixa pouquíssima margem para interpretação. É muito evidente que ambos os pais estavam no interior da residência. É válido lembrar aqui que o Cembranelli já atuou em mais de 1000 julgamentos e ganhou 98% destes. Ele é impresionante.

Por fim, sobre a minha vida pessoal. Eu só completei o Ensino Médio no ano passado. Passei no vestibular para a UERJ e, inclusive, farei a inscrição de disciplinas por agora. Ou seja, não fui capaz de ouvir boatos. Meu conhecimento jurídico, portanto, é restrito a coisas que estudei por conta própria. O que, modéstia à parte, é um número considerável e faz eu ter PhD em Direito o mo seguidor (apesar de, é claro, não se comparar a experiência de uma universidade ou de uma aula). Vou tentar ir no próprio dia 21 na UERJ, o primeiro para a feitura das matrículas, justamente porque me contaram que haverá uma ida ao bar. Só não sei se vou comseguir, mas me parece um local propício para uma discussão mais legal e no tom certo.

Se a minha explicação aqui ficou muito confusa, deve-se ao fato de eu estar escrevendo pelo celular e em plena madrugada, depois de ter acabado um trabalho de publicidade. É, estou no primeiro período de Jornalismo também. Não, não sei como vai funcionar semestre que vem.

Peço perdão por desapontar uma leitora e agradeço os elogios feitos ao “meu desempenho geral” no início da sua resposta.

Com toda a sinceridade,

Thiago Süssekind

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Thiago Süssekind’s story.