Prédios.

Nós somos prédios que durante a vida vamos sendo construídos, tijolo por tijolo, por todos os tipos de pessoas, e nunca ficamos do jeito que queremos, mas sim do jeito que elas acham certo.

Na maioria das vezes fica aquele prédio lindo, não temos do que reclamar, é de causar inveja nos outros, que, aliás, me parece ser o principal objetivo ao construir um. Mostrar que você pode mais, que o teu é melhor, é o mais alto…

Alguns quase tocam as nuvens. Quase alcançam Deus.

Mas o tempo passa e alcançamos algumas primaveras vividas, e começamos a retirar as cortinas que foram colocadas nas janelas para nos impedir de enxergarmos o mundo, talvez por proteção ou apenas pelo fato de poder nos privar disso. Nunca saberemos a real intenção das pessoas com seus prédios. Eu sempre penso no pior.

Ao enxergarmos com clareza o que somos, e que fazemos parte de algo maior, a nossa mente dá um estalo e nós começamos a questionar tudo aquilo que nos foi ensinado. Ou melhor, tudo aquilo que nos foi enfiado goela abaixo. E quando começamos a ter nossos próprios pensamentos, nossa própria visão do que é a vida, do que é o mundo e de tudo que se encontra nele, sem a intromissão de terceiros, é nesse momento que começa a nossa fase de desconstrução.

Nós somos os responsáveis pela nossa reconstrução, e temos o direito e o dever de fazermos do jeito que acharmos melhor. Escolher a cor que quisermos, o tamanho que quisermos, o formato que quisermos…

A vida é basicamente isso: desconstrução. Desconstruir tudo aquilo que durante a vida sem percebermos construíram sobre nós. Não somos um monumento e cabe a nós percebermos isso. Retirem as cortinas das janelas e olhem para fora, vejam como é lindo e como é feio o mundo que vivemos. Desconstrua-se para construir-se novamente.

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