Sobre o dia que conheci o mar

Em meio às árvores estendia-se a fachada esbranquiçada dos edifícios Entrecortada por imponentes formações rochosas revestidas de trepadeiras e musgo 
Cobria a nesga de horizonte ínfima ao final da avenida que declinava e fazia uma curva rumo ao mar 
Detrás da maresia um resfolegante farfalhar de espumas quebrava na costa de quando em quando

Desequilibrando marota os banhistas que ali se aventuravam 
Logo eu também iria me aventurar! 
Ora admiração, ora pavor era o que eu sentia 
Enquanto caminhava com os pés descalços sobre a areia cheia de rastros 
Embasbacado frente a tamanho esplendor 
Diante daquele horizonte em movimento impossível de ser dominado Reflexo liquefeito daquele céu nublado 
Cerceando as considerações presunçosas de quem ousava ali navegar 
Tolhendo e limitando minha capacidade em prontamente negar
A imanente substância divina na beleza das formas 
Evocando dúvidas prazerosas 
Provenientes do encanto natural que somente a contemplação verdadeira seria capaz de despertar.

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