Desenvolva seu produto/serviço.

Através da metodologia JOBS TO BE DONE.

O primeiro passo que precisamos entender na hora de desenvolver qualquer oferta para o mercado é: "o que as pessoas compram?". E só há uma única coisa que elas compram: tarefas. Produto nada mais é do que uma espécie de recipiente que armazena algum tipo de serviço que realizará alguma tarefa para os consumidores. Por exemplo: O carro não é um produto. Ninguém compra carro. As pessoas compram a tarefa que o carro realiza para elas, ou seja, compram o transporte do ponto A ao ponto B.

O Jobs To Be Done é o núcleo do Design Thinking. E consiste em focar na essência do produto/serviço que a empresa busca entregar no mercado. Ao aplicar esse metodologia, conseguimos compreender as motivações que incentivam as pessoas consumirem os produtos ofertados.

Nos dias de hoje, é muito comum vermos, principalmente as novas startups, com foco total no produto final dos concorrentes. Entram numa briga burra: quem faz a mesma coisa melhor. Hoje, se diferencia aquele que faz a "mesma coisa diferente". Parece contraditório "mesma coisa diferente", mas é a realidade. Um exemplo é o UBER.

"Temos que olhar para a concorrência e pensar em sermos diferentes e não os melhores". Steve Jobs.

A inovação surge quando focamos nas tarefas. Imaginemos o mercado de sapatos. A partir do momento que o objeto principal são os sapatos, perdemos nossa capacidade de inovar e entregar novas soluções. A abordagem correta é entender a tarefa do sapato: proteger os pés.

Hoje, o indivíduo vê o do lado vendendo sapato e então começa dar um jeito de produzir sapatos diferentes para competir. Mas se ele entendesse a dinâmica do desenvolvimento de novos produtos, conseguiria enxergar além.
O que o sapato faz? Protege os pés. Então o sapato é um serviço que os consumidores compram para proteger seus pés — essência da utilidade do serviço. Hoje, com a competitividade do mercado, os sapatos tem sua função básica preenchida e compramos baseados em atributos como design, preço, moda, etc. Mas se o empreendedor ficar olhando apenas o que o mercado faz, tornarar-se apenas mais um disputando o mesmo espaço que os outros.
Se eu compreendi que a função do sapato é proteger os pés, porque não desenvolvo novas soluções? Assim nasceu o chinelo, pantufa, meia.
Para oferecer algo para o mercado, temos que entender a essência daquilo que estamos entregando.

Quando nós deixamos de olhar o sapato e passamos a analisar a tarefa de proteger os pés, novas soluções são desenvolvidas: chinelos, tênis esportivo, tênis casual, sandálias, botas ….

O pai da metodologia, Clayton Christensen, explica nesse vídeo abaixo, o conceito fundamental do JTBD aplicado num case do milkshake.

Clayton Christensen explicando sobre JTBD.

Assim como o UBER, o Easy Taxi é um excelente case. O fundador, Tallis Gomes, mostrou ser um ponto fora da curva no empreendedorismo brasileiro, um exemplo a ser seguido. Ele entendeu as tarefas que as pessoas demandavam, e isso foi crucial para o sucesso da plataforma. Diversas ações estratégicas foram desenvolvidas minuciosamente, atendendo necessidades do mercado, proporcionando uma excelente experiência de consumo. Como por exemplo, a parceria com a AMBEV ou com eventos de festas, que são momentos em que as pessoas querem se divertirem e necessitam, posteriormente, de transporte para chegar até sua casa.

Gerenciar um negócio sob a perspectiva do JTBD significa abrir novas possibilidades, inventar ou reinventar novos mercados, e principalmente, criar chances reais de navegar em "oceanos azuis", conforme cita o livro "A estratégia do oceano azul".

Não importa o tamanho da empresa em que estejamos trabalhando ou então o tipo de coisa que estamos vendendo, precisamos sempre estar focado na essência do que realmente as pessoas compram. As pessoas não compram a furadeira, mas sim o furo.

Na próxima postagem, falarei sobre a etapa posterior:

criação da experiência e valor.

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