Obrigada, meu bem

Mariana Rios e Di Ferrero estão de parabéns

Está mais do que na hora de aprendermos a superar a dor persistente de um amor que findou. Do contrário, a vida não anda. Ainda não perceberam? Empaca. Superar que não deu certo e partir pra outra. Superar que era uma bosta aquele relacionamento, buscar um novo sonho de padaria e dar uma chance pra maturidade emocional subir uns degraus aí. Ela precisa, tadinha. Precisamos.

Chega de postar legenda com a indireta bem direita no Facebook, no Instagram, no diabo a quatro. Vamos dar volta por cima. Crescer. Amadurecer. Que coisa! Toda uma vida e gente linda por aí pra conhecer pela frente e essa insistência de que o amor e os fins dele são sofrimentos, desbravar mares e vencer tempestades pra que dê certo um dia. Leia bem isso: quase 7 bilhões de pessoas no mundo e é um bom motivo pra começar a pensar em parar um pouco de colocar o foco onde não dá mais e esgotou. Talvez você não encontre o que quer por não olhar pra o que precisa e por guardar o que não lhe serve. Supera. Passa por cima dessa mágoa, desse rancor, dessa birra e vai ser feliz. Você é incrível, ok, só que pode ser a pessoa errada no momento certo de alguém que não fecha com você. Tente outra vez. Vai tentar viver ou vai continuar tentando achar meios de voltar pra o que se desgastou?

Supera aí ou vai lá e fala na cara. Para com essa história de toma lá da cá. De briga de cão e gato. Um posta e outro retruca. Chega e fala tudo o que faz travar o corpo, engasgar na garganta, enjoar o estômago. Vai, vai esclarecer. Colocar os pingos nos is. Colocar um ponto final. É o melhor a se fazer. A não ser que goste de sofrer. O que acho bem improvável. Se é preciso ouvir com palavras claras que não vai dar mais, nunca deu ou não tem mais volta, busca disso, mas não paga de trouxa na internet não. Acabou? Sim. Então, fim. Supera.

Superar nem sempre é facil, mas é possível se desejável, e foi lindo ver o que a maturidade emocional faz com as pessoas. Mariana Rios e Di Ferrero estão de parabéns, deram essa aula no programa Popstar em que ele jurado avaliou a apresentação da mineira e ela tranquilamente respondeu “Obrigada, meu bem”. Ela estava vivendo. Sentindo-se confiante. Amada em si mesmo. Nessa aula percebemos o respeito das duas partes onde talvez não exista mais aquele amor que um dia tiveram. Um dia coração partido, no outro, hoje, possivelmente, reconstruído. Foi isso. Hoje, respeito. Nesse jogo dos tronos do coração é cada vez mais raro encontrar términos amorosos saudáveis nos quais as pessoas envolvidas, que não se gostam mais, respeitam-se como seres humanos ao desejarem o que há de melhor um ao outro. Respeito não deixa de ser amor também. Pela vida, pela evolução pessoal.