Confusão

Expectativas.
Interrogações.
Dúvidas.
Muitas dúvidas.

Sonhos que, perfeitamente roteirizados, são projetados na retina quase que como um filme particular.
A realidade, projetada dos olhos para fora, é a versão comercial do seu filme. Com cortes do diretor e exigências dos patrocinadores.

A ansiedade se alimenta das expectativas, nada mais tóxico que isso. Você cria seus próprios demônios, seus próprios montros. Você sofre dos seus próprios devaneios. Sua própria imaginação é seu algoz.

E aí, você se questiona com base nas suas próprias paranóias. Uma sessão de automutilação, onde cada ‘será’ é uma chibatada mais profunda. Será uma chibatada que abre feridas de onde escorrem realidades alternativas. Hipotéses sangram do tórax para o chão.

O mar de hipóteses disponíveis pesa o ar. A respiração fica difícil e rasa. A maré enche e você está ancorado.

Agora, são tantos questionamentos que a realidade não faz mais sentido. O real, o vivido, é posto em julgamento. Todo o sonho que você viveu está no banco dos réus. Culpado ou inocente? Livre para seguir, ou condenado a morte?

Você é o juiz, o carrasco, o advogado e o promotor. Pior, você também é o júri.

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