No fim do dia
Acorda, traga um cigarro enquanto passa o café e essa é a primeira luta do dia. Se der tempo, e a ressaca permitir, come alguma coisa. Sair de casa, coletivo lotado e essa é mais uma luta. Enquanto o aperto e os braços alheios cercam sua manhã, tenta distrair o juízo com fones de ouvido.
No trabalho, quase um gladiador. Um leão de auto controle por dia. Com sorte chega ao final do expediente são. E empregado. E fora da prisão. Ainda tem a aula. Mais coletivo. Mais aperto. Mais sono. Mais cansaço. A tentativa de mudar de vida é a guerra.
Faça valer o final do seu dia, não importa quão escrota tenha sido a batalha. Estamos todos a um passo de perder o (pouco) controle que temos da situação. Se no último piscar de olhos não estivermos sorrindo, seja de felicidade, seja no planejamento ou mesmo de esperança, fodeu.
Uma cerveja e um cigarro. Eu só quero chegar no fim do dia meio bêbado, meio alto. Deitar na cama, mandar uma mensagem carinhosa de boa noite para alguém que seja especial com um ou outro erro de digitação, daqueles que fazem a gente repensar nosso intelecto. Deixar o gato se aconchegar no travesseiro e dormir. Amanhã a luta continua. A guerra não para.