Alcance orgânico
morreu e você precisa parar de chorar!

Virou rotina reclamar da constante queda no alcance
orgânico do Facebook, mas será que é mesmo válido?


É um tal de “mídias sociais estão mortas” para todo lado, um tom de revolta e velório toma conta do ˜social media˜ que não consegue entregar relatórios brilhantes recheado de números fantásticos, ao menos para ele, que não agregam em nada ao órgão mais vital do negócio: o caixa! Se você faz parte deste time, é bom parar de ler por aqui.

Deixando todo esse discurso adolescente de lado e voltando para o mundo real, vamos ser realistas: o alcance orgânico em breve será zero, se já não é para uma boa parte da rede, e para ser bem sincero:

O alcance orgânico precisa morrer o quanto antes.

“Não existe almoço de graça” é um jargão conhecido por todos e que pode resumir toda essa situação. O Facebook é uma plataforma de mídia onde quem deseja aparecer deve investir. Nada de novo, nada de injusto ou revoltante, apenas o dinheiro trocando de mãos em uma linda transação comercial.

Também deve-se considerar que o número de empresas (fanpage) cresce absurdamente diariamente e o inventário da rede se mantém praticamente o mesmo, ou seja: concorrência aumenta! Em paralelo correm os próprios esforços da rede para manter a experiência dos usuários cada vez mais focada no conteúdo de sua rede de amigos e não das marcas ˜descoladas˜ que ele segue/curte.

Você está concorrendo com as fotos do churrasco no final de semana, com os chekins de happy hour, com a atualização de status daquela pessoa sensacional que acabou de ficar solteira e não com outras marcas que geram conteúdo cada vez mais chatos, distantes e frios, como o seu.

Não vejo a hora que o alcance orgânico morra de uma vez. Talvez assim acabe-se logo com mitos na comunicação digital como: “internet é barata”, “internet é de graça”, “campanhas online precisam de pouca verba”, pois tudo é alcançado de forma orgânica. Além disso também serão colocados “os pingos nos is”, pois os resultados terão, definitivamente e imutavelmente, que cobrir o investimento e nesse cenário não haverá espaço para barganha de ˜social media˜ descolado. Somente resultados concretos, números, faturamento, dinheiro!

Olhando por este angulo podemos encontrar um bom motivo para o surgimento do ˜fenomeno˜da comunicação capivara que tenta aumentar o alcance a qualquer custo, ou melhor a custo zero, como já foi muito bem abordado nesta postagem muito bacana.

“Os anunciantes devem pensar de fãs como um meio
para um fim , não como fim em si”

Esse fim chama-se vendas, faturamento, lucro, dinheiro, bufunfa! Tolice é pensar que qualquer movimento de uma empresa tem finalidade diferente disso, inclusive na internet.

Todo mundo sabe que é impossível conseguir algo sem dar nada em troca. Nesse caso falamos de dinheiro onde para ganhar é preciso gastar.

Tudo que foi dito acima pode até parecer chover no molhado e sabendo que existe muita gente no mercado ˜profissional˜ que não consegue entender algumas coisinhas que só o Facebook consegue entregar com profunda qualidade e exatidão, aqui vão quatro itens básicos:

Alcance

1.49 bilhões de usuários ativos. Por Deus, isso é muita gente e você vai conseguir fatiar e encontrar qualquer que seja o público ou perfil que procure.

Segmentação

Demográfica, interesse e comportamento. É possível encontrar o nicho, do nicho, do nicho e falar somente e diretamente para ele. Com pouquíssima dispersão.

Frequência

70% dos usuários ativos visitam a rede ao menos 1 vez por dia. Você tem ideia o que isso significa e do quanto é fantástico?

Mensuração

Quantas visualizações, quantos cliques, tempo médio, curtidas, comentários, compartilhamentos, alcance total, taxa de engajamento, CPC, CPM, CPL, CPTUDONESSEMUNDO.

Resumo da opera: os caras oferecem um ecossistema com um alto poder de alcance, com uma segmentação única, uma frequência sensacional e um poder de mensuração sem igual e você espera que isso seja de graça? Sério?

“Paid for earned!”

E não estou falando, apenas, de montanhas de dinheiro investidas em FacebookAds, estou falando de PME que já correspondem a quase 50% do faturamento do Facebook. É o salão de beleza da esquina que impulsiona o post pagando U$ 5,00 para divulgar uma promoção no corte de cabelo e vê seu faturamento subir 200% graças a isso.

Saiba você que tem muita dona de casa e microempreendedor que gera muito mais dinheiro através do Facebook que você. Movimentando a microeconomia patrocinando postagens a baixo custo que envolve sua rede de amigos e redondeza. E eles estão fazendo dinheiro enquanto você reclama do alcance orgânico e espera o próximo meme para postar em sua página.

Se você não tem, ou não quer, investir em FacebookAds vai panfletar na rua, vai pro boca a boca, bater de porta em porta, ou qualquer outra coisa que possa oferecer alcance, segmentação, frequência e mensuração. Mas pare de reclamar que é caro ou injusto cobrar por isso, você está errado.

Portanto lembre-se: “não existe almoço de graça”. O dinheiro precisa trocar de mão, a economia precisa girar, e para você faturar é preciso de investimento. Pare de chorar as pitangas e vai trabalhar.

Move on