“Maturidade é estar na posse de si para depois se dispor ao outro” 
 Padre Fabio de Melo”

Há um tempo li essa frase em um livro e fiquei pensando sobre a mesma. Acredito que um dos grandes desafios da igreja contemporânea é o amor e a tolerância. Mas o que é o amor de fato? Segundo nosso grande amigo Google é uma forte afeição por outra pessoa. Quando Jesus disse lá em Mateus 22 “Ame ao teu próximo como a ti mesmo” eu entendo que Jesus disse para aquelas pessoas: Tenham maturidade em se amar, se perdoar pelos erros que você mesmo comete todos os dias, só assim você poderá colocar em prática o amor ao próximo.

Pregamos o “venha como estas”, porém quando surge alguém diferente dos padrões eclesiásticos pré-estabelecidos temos dificuldade em aceitar o que para nós é muito diferente. O mais interessante de Jesus é que, em todo o seu ministério aqui na terra, ele esteve perto das pessoas mais rejeitadas da sociedade. Ele não tinha vergonha de se juntar com esses, pois ele sabia que essas pessoas eram mais sensíveis as suas palavras, aos seus atos e a todo o amor que ele era capaz de transmitir.

A sociedade cristã de hoje tem um grande desafio de não perder a sensibilidade e a humanidade ensinada por Jesus. Ele se desfez da sua glória e veio a terra nos ensinar com todo amor do mundo que é possível sim cumprir todos os mandamentos ensinados por ele. Sendo o Deus onisciente que é, ele sabe que para nós é difícil em algumas situações. Porém, nos deixou ferramentas como a sua palavra viva e eficaz, o seu Espírito Santo consolador, além da sua presença diária nas nossas vidas.

Não tem muito tempo que fui a uma igreja que se compara com a Mesa do Cristo. A pessoa explicou que na Mesa do Cristo todos somos irmãos vivendo em comunhão, partilhando do banquete preparado por nosso Pai que nos amou primeiro. Nesta mesa não existem diferenças de gêneros, cor, classe social. Na Mesa do Cristo não existe ninguém perfeito, mas todos são bem vindos como estão e as transformações necessárias serão feitas através do Espírito Santo que trabalha em nós todos os dias. Na Mesa do Cristo somos ensinados a não criticar, julgar, mas amar, pois o amor nos constrange.

O meu desejo é que a cada dia nós, pequenos membros da Mesa do Cristo, possamos ser agentes diretos desse amor às pessoas que necessitam. É nosso dever “quebrar” com amor todo tipo de preconceito estabelecido, nos tornando cada vez mais humanos, filhos de um Deus cheio de amor e misericórdia que está disposto em nos salvar e cuidar de cada um de nós. Um Deus que está preocupado com cada um dos que estão sentados a sua mesa individualmente, mas que também deseja ver a comunhão e interação de seus filhos. Um Deus que criou a igreja com pessoas diferentes para assim aprendermos que não somos nada sem o próximo, que uma andorinha não faz verão sozinha. Um Deus que criou cada ser humano único com diferentes dons para que o seu reino fosse expandido da melhor maneira possível. Não se esqueça, a Mesa do Cristo é para você e para mim, é lugar de aconchego, carinho, comunhão e felicidade.

Com amor,

Olívia Maria Martins

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