“Es ist weil ich die Musik von Sharon Van Etten Nachts höre”

Acordar de sonhos intranquilos e perceber que aquela promessa era um poço vazio e sem fundo, ecoando de volta as expectativas que pareciam tão suficientes para obter alguma satisfação. Se eu enfileirar as mesmas palavras que soam vagamente poéticas alguém vai olhar para mim. Eu espero encontrar um brilho prismático no vidro que corrige a sua visão defeituosa do mundo.

Por exemplo, talvez se eu tivesse uma pele branca que fica rosada no Carnaval e uma barba castanha onde esconder a timidez das bochechas rubras as coisas seriam diferentes. Não falo de algo literal; essas são nada senão metáforas pensadas com cuidado para adornar um texto vazio, acostumado a revirar o lixo em busca do mais banal que tenha algum potencial de reciclagem. Com um cabresto bem costurado, o cheiro novo do couro impedindo a visão periférica e o destino sempre a frente, confinado, e uma promessa distante de luz que irradia em 360 graus.

O copo escorregou da beirada do fogão e foi de encontro com o chão, estilhaços planando poucos centímetros em todas as direções. Eu já desperdicei todo o meu talento e agora fico a bramir, frustrado, desalentos que possam justificar a mediocridade. O familiar som do overachiever que nunca amontoou nada em sua vida. Acorrentado como um cachorro no quintal, latindo raivoso pro mundo que permanece girando por detrás dos muros, com um bolso cheio de justificativas. Elas sempre serão necessárias.

Quando dei por mim, eram sete da manhã. Queria que as cores fossem sete pelo resto do dia.

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