CHEGOU A HORA DE VOLTARMOS A SER SOCIEDADE

Uma competição absurda moldada em um modelo econômico com crescimento infinito onde a insustentabilidade é a única certeza neste jogo. Talvez isto defina o que vivemos enquanto sociedade de um mundo dito moderno.

Não é necessário ser um extraterrestre para pensar no planeta terra de forma macro e enxergar que algo não está certo. Indicadores sociais e principalmente de saúde demonstram a insanidade que constitui a cabeça das pessoas atualmente e o consumo exponencial de medicamentos apresenta o colapso que encontraremos em breve. Ou não.

sociedade
(substantivo feminino) agrupamento de seres que convivem em estado gregário e em colaboração mútua. “s. humana”

Dentre os últimos 24 meses tive a oportunidade de conviver e conhecer metodologias que fizeram com que eu parasse completamente com minha vida, reposicionasse meu propósito e redefinisse meus parâmetros de convivência com a sociedade (e minha relação com o planeta).

Estas novas metodologias, que as chamo carinhosamente de as novas metodologias mais velhas do mundo, me trouxeram de volta a humanidade para o (re)conhecimento do que nascemos para fazer. Colaborar.

Art of Hosting, Dragon Dreaming, Comunicação Não Violenta, Thinking Environment e Biomimética.

De fato estas metodologias foram o primeiro rio onde me atirei e me senti andando a favor da corrente. Gosto do termo novas metodologias mais velhas do mundo uma vez que todos de alguma forma estão ancoradas em nossos ancestrais, pautadas nos bilhões de anos de evolução do nosso planeta e principalmente, denotando que nos encontramos em um mundo onde somos (deveríamos ser) apenas mais uma espécie colaborando com o meio ambiente e gerando condições para mais vida.

Não gosto de ser generalista, mas nossa sociedade deixou de ser sociedade já há algum tempo. Creio que isto ocorreu por meados dos anos 80, reconheço hoje em minha geração (anos 80) um comportamento completamente diferente do que meus avós tinham, por exemplo. Não estamos falando aqui sobre o crescimento tecnológico do período ou dos novos moldes de interação, mas quero analisar o básico, o que deveria ser tão simples. A vida em sociedade. Perdemos o feeling do grupo.

com·pe·tir (latim competo, -ere, visar o mesmo fim que outro, encontrar-se, coincidir) verbo transitivo e intransitivo. Pertencer por direito.

Neste rumo, acredito que um dos motivos que levam a humanidade ao colapso é a competição. Desenfreada como é proposta desde pequenos, ouvi um cidadão questionando aos ventos certo dia: — O que faríamos no mundo se não competir uns com os outros?

Para mim é evidente. A competição é amiga do ego, a colaboração amiga da alma.

Evidente que não serei hipócrita, cresci moldado para competir, foram 30 anos em treinamento para competir. Não serão dois anos de vivências que desprogramarão meu cérebro para uma conexão com a colaboração. Mas estes dois anos sem dúvida já causaram um reboot. Como visto, por mais que vivi quase 30 anos sendo programado para competir, meu inconsciente possui milhões de anos de colaboração, ou seja, qualquer contato com esta água, logo sou remetido a vertente, me fazendo repensar todo o modelo social a qual estamos inseridos hoje.

E é nesta água que enxergo o fim de um mundo de escassez para a conexão em um mundo de abundância, onde enxergo o “ou não” citado na premonição no início deste texto. Tudo tem sido exponencial no mundo ultimamente, acredito veementemente que a água das metologias colaborativas se tornarão exponenciais em breve, inundando o mundo com uma sociedade imersa em colaboração mútua.

(em construção)…