Top 5 Discos — Meus álbuns favoritos (versão 2015)

Inspirado por esse post do excelente Plano Crítico (sério você deveria salvar esse site nos favoritos), resolvi fazer a minha lista não definitiva de discos até aqui.

Sim, a lista não é absolutamente definitiva, afinal nós somos uma metamorfose ambulante, não? Imaginar que meus cinco discos preferidos hoje serão os mesmos no futuro não faz nenhum sentido, sobretudo considerando que os discos que mais gosto hoje não são os mesmos de alguns anos atrás.

Mas, para essa lista eu preciso de algum critério. Esses discos são os que eu mais gosto hoje ou os mais importantes para a minha formação musical (Aqueles discos que, sem os quais eu não seria quem sou hoje). Provavelmente a segunda opção é a mais acertada, já que o que é realmente bom perdura com o tempo. Provavelmente esses cinco discos foram ouvidos de forma constante durante os anos ainda que atualmente eu esteja ouvindo incessantemente os discos de alguma banda (que talvez não entre nessa lista).

Muito bem, sem mais enrolação, vamos às minhas pérolas musicais (Também vou incluir o link de cada disco pra você ouvir no Spotfy).


Guns N’ Roses — Appetite For Destruction

Welcome To The Jungle

Emblemático é o mínimo que posso dizer sobre esse disco que ouvi pela primeira vez quando tinha uns 06 anos de idade. Nunca mais até meus 14 anos, quando acabei reencontrando esse clássico. O mais incrível, na época, foi a maravilhosa sensação de déjà vu. Além de estar gostando do que ouvia, de alguma forma eu já conhecia!

Eu não preciso aqui dizer em detalhes os motivos desse disco ser excepcional, mas é fácil perceber que, ainda que com uma carreira muito pouco produtiva, o Guns N’ Roses tem um lugar especial na história da música mundial devido a uma única pessoa cabeluda: Slash.

Amigos, pra começo de conversa Slash não é um guitarrista qualquer. Talento e criatividade dão mais resultados do que a simples técnica no instrumento. É por isso que o Guns N’ Roses obteve destaque entre as inúmeras bandas de hard rock que surgiram no final dos anos 1980, e é justamente por causa de sua assinatura musical ímpar é que o guitarista ainda continua a lançar discos bons, mesmo após 30 anos de carreira. Já o atual Guns N’ Roses…

Voltando ao disco, à exceção de “Anything Goes”, todas as outras músicas são fodas, culminando com o clássico “Sweet Child O’Mine”. O que? Não gosta dessa? Prefere “Paradise City”? Tudo bem, já que é outro clássico. No fim das contas, Appetite For Destruction é um disco obrigatório para os amantes do rock n’ roll.


Led Zeppelin — Led Zeppelin II

And if I say to you tomorrow…

Quero desde já deixar bem claro: Led Zeppelin II é pra mim o melhor disco da banda.

O segundo trabalho do Zeppelin, lançado do no mesmo ano do primeiro disco (1969), é de uma maturidade sonora incrível. Não tem as loucuras do Led Zeppelin III ou IV, e não flerta com outros estilos como o Houses Of The Holy, tampouco sendo progressivo como Presence. Led Zeppelin II tem um objetivo muito claro: explodir a cabeça de quem ouve.

Tudo no disco é perfeito: as guitarras alucinadas de Page; as linhas de baixo gordurosas de Jones; os grooves impossíveis de Bonham e a fúria indomável de Plant nos vocais!

Só nesse disco, você vai encontrar dois hinos absolutos do Rock N’ Roll: “Wholle Lotta Love” e “Heartbreaker”, diluídas ali no meio de outras canções não menos memoráveis como “What Is And What Should Never Be”, “Thank You” e “Living Loving Maid” (aliás, deveria ser proibido a qualquer banda separar a dupla “Heartbreker” e “Living Loving Maid” sem um set list).

Cabe ainda acrescentar que esse disco foi fundamental no meu “aprendizado” como guitarrista. Basicamente o que eu tenho feito na guitarra é só repetir o que Page fez em 1969 nesse disco.

Maldição! 1969!

Seguidas, como deve ser.

Dream Theater — Images And Words

Through nature’s inflexible grace, I’m learning to live.

Quando o Rock N’ Roll e Heavy Metal estavam encurralados em um canto, sem esperanças de produzir algo interessante depois de 30 anos e com a cena alternativa crescendo cada vez mais, parecia que definitivamente a frase “O rock morreu” poderia ser dita com propriedade. Eis que em 1992 o Dream Theater lança o disco responsável por apresentar o Prog Metal para as massas. E que disco, amigos!

Images And Words tem todos os elementos responsáveis por um grande disco: boas letras, músicas empolgantes e muito bem tocadas. E quando eu digo bem tocadas, não é retórica: John Petrucci, John Myung, Mike Portnoy e Kevin Moore simplesmente tiram o máximo de seus instrumentos, elevando o virtuosismo a outro patamar, pois agora não era mais só a guitarra ou o baixo que davam show, mas todos os instrumentos e ao mesmo tempo!

Ouvir esse disco do Dream Theater é uma experiência quase sensorial, pois a banda estava inspiradíssima e trouxe composições animais como “Take The Time”, “Under A Glass Moon” e “Pull Me Under”, todas de alta complexidade, mas ao mesmo tempo com um alto fator radiofônico: uma vez ouvidas, as músicas não saíram da minha cabeça.

Mas o destaque fica mesmo para “Metropolis — Part 1” (que também pode ser chamada de loucura musical) e para a música mais sensacional já composta pelo Dream Theater, “Learning To Live”, o desfecho perfeito para o disco, finalizando-o de maneira épica.

Separe 12 minutinhos da sua vida.

Images And Words é uma obra-prima e depois desse disco, nunca mais ouvi música da mesma forma.


Deep Purple — Machine Head

Nobody’s gonna take my head, I got speed inside my brain.

Deep Purple. A banda mais subestimada do Rock N’ Roll.

Nesse disco está concentrada toda a essência do rock pesado. Não é o heavy doom do Black Sabbath, tampouco é o blues envenenado do Led Zeppelin. O Deep Purple, foi tão vanguardista que deu origem simultaneamente ao Speed Metal e ao Metal Neo Clássico, inclusive influenciando um dos maiores nomes da NWOBHM, ninguém menos que o Iron Maiden (o que é o disco Killers, senão um Deep Purple acelerado?).

Não há muito pra onde correr aqui: todas as músicas são clássicos! O que dizer de “Highway Star”, “Lazy” e “Space Truckin’”?

O Deep Purple alcançou a excelência nesse disco. Conseguiu unir peso, grooves, blues e melodias, resultando em um disco irretocável. Basta ver que o clássico absoluto “Smoke On The Water” é a música mais simplória do disco. Daí você pode imaginar qual o poder das outras músicas!

E posso dizer que o Deep Purple hoje é a minha maior influência em tudo que eu ouço e toco. O peso, a pegada, os solos impecáveis de Richie Blackmore, a cozinha cheia de peso e grooves de Ian Paice e Roger Glover, e o vocal cheio de soul do Ian Gillian, são hoje a minha referência de Rock N’ Roll bem tocado. Nada abaixo disso presta. Sorry, U2.


Siena Root — Far From The Sun

When you find that every day is always the same, don’t you look for someone else to blame.

Ah, a Suécia…

O Rock N’ Roll pode ser um pouco desanimador. Muito sucesso, muitos rockstars, ídolos milionários e showbizz. Tudo isso parece um pouco distante de você quando se está no interior do Brasil, em uma cidade onde sequer tem uma rádio decente pra ser ouvida.

Assim, não é fácil ter aspirações de querer ser o novo Kiss, ou a mais recente encarnação do Led Zeppelin. Todavia, se nos EUA/UK/Australia isso não é comum, em um lindo país do norte da europa, afirmar isso não é necessariamente justo.

Vou fazer aqui uma afirmação e, sinto muito, você não pode questioná-la: a Suécia é o maior celeiro de boa música do mundo.

É impressionante o número de bandas que fazem um som acima da média e com forte influência do rock clássico da década de 1970 e 1980, mas sem resultar em uma mera cópia das bandas dessa época. As bandas suecas sempre acrescentam sua própria personalidade às músicas e por mais que a lembrança das bandas clássicas sejam inenvitáveis, a gente sempre fica com a sensação de ter ouvido algo novo e fresco.

É aí que entra em cena o Siena Root.

Calcados no retro-rock, a banda traz uma mistura de influências que inclui provavelmente tudo que eu gosto e o resultado não fica escondido atrás de camadas e camadas de pós produção: tudo o que você quer ouvir está ali.

O mais impressionante (pra mim) é que a banda lançou seu primeiro disco em 2004 e Far From The Sun é de 2008! O disco não só me apresentou toda uma cena de retro-rock existente na Suécia, mas também me mostrou que mesmo distante 40 anos do boom criativo da época de ouro do Rock N’ Roll, ainda podemos fazer música do jeito que era feito naqueles tempos! Ou seja, chega de covers! :-D

Você (eu) pode fazer o som que mais ama, sem precisar ficar tocando a música dos outros! É exatamente isso que o Siena Root e outras bandas da cena (Witchcraft e Horisont, minhas preferidas), demonstram com seus discos cada vez mais bem gravados que tem como consequência carreiras sólidas e cada vez mais criativas.

Siena Root é minha inspiração do dia-a-dia.


Bom, a minha intenção foi não só enumerar discos que considero bons, mas o porquê que cada um deles ocupar um lugar especial no meu coração maldito.

E você? Quais são seus discos preferidos? :-D