Imigrar, Jogar e Socializar

Mehmet Scholl, Ilkay Gündoğan, Mesut Özil, Emre Can, Serdar Tasci, Samed Yesil, Koray Kacinoglu, Robin Yalcin, Kaan Ayhan, Levent Aycicek, Ömer Toprak, Gökham Töre, Nuri Sahin, Hamit Altintop, Mehmet Ekici, Hakan Balta, Tunay Torun, Serdar Kesimal, Hasan Ali Kaldirim, Ceyhun Gülselam, Cenk Tosun, Halil Altintop, Engin Baytar, Özer Hurmaci. Após ler todos os nomes desses jogadores profissionais, você conseguiria afirmar onde eles nasceram? Provavelmente o primeiro palpite que viria na sua cabeça seria Turquia, mas são todos alemães.

A questão da imigração no futebol é mais comum do que se imagina, e é apenas reflexo da situação que os países enfrentam e recebem essa população migratória. Citado acima, a Alemanha, país que historicamente recebe milhões de imigrantes anualmente e já teve problemas e tragédias inesquecíveis com a causa, acolheu cerca de 6 milhões de imigrantes no período entre 2010–2011. Além disso a própria Seleção Alemã atual reflete esse processo migratório: Özil, Gundogan, Khedira, Mário Gomez e Emre Can, são peças importantes, que jogam em grandes equipes e que usufruem da dupla nacionalidade.

Na Copa do Mundo de 2014 a seleção que mais possuía imigrantes na sua equipe era a Suiça. Novamente protagonistas como Xhaka, Ricardo Rodriguez e Shaquiri encabeçam os 15 jogadores imigrantes que faziam parte do plantel suíço na competição. Toda essa recepção para os imigrantes no país faz parte de um futebol, e principalmente, uma sociedade menos elitista. A associação de futebol suíça considera que o esporte é uma maneira de socializar e inserir de maneira suave na sociedade os imigrantes, partindo do ponto que obviamente existem correntes na Europa que são contra a recepção deles nos países de origem. A Suiça também é um país que recebe muitos imigrantes: segundo o Dapp cerca de 1,8 milhão de estrangeiros chegaram ao país e sua grande maioria já com o ensino superior.

Na década de 90, a seleção que chamou atenção por sua multiculturalidade foi, sem dúvida, a francesa, campeã em 1998 com jogadores como Patrick Vieira (descendente de senegaleses), Marcel Desailly (nascido em Gana), Lilian Thuram (nascido em Guadalupe), Christian Karembeu (nascido na Nova Caledônia) e o mais conhecido de todos, Zinedine Zidane (descendente de argelinos).

Como foi citado, o futebol é uma grande ferramenta para socializar essas pessoas que chegam, muitas vezes, sem falar o idioma, fugidos de situações de risco e principalmente vulneráveis socialmente.

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