Assessoria de comunicação: Causos e contos

Trataremos hoje sobre assunto não menos oblíquo. Pauta constante nas mesas de chefes e empregado. Tema complexo, digno de ser título de prosopopéias.

O que diacho faz o meu assessor de comunicação?

Bicho estranho, com olheiras, que costuma dar opinião onde não é chamado, constantemente é visto chafurdando nas entranhas da instituição em busca de uma pauta ou abjetivando as determinações da gestão, inferindo no nosso entendimento da mídia, ora bolas.

Alvíssaras meu bom leitor. Embora acredite que esse nosso texto não seja algo deveras profícuo, servirá como um pequeno momento de descontração e desforra.

Desforra. Sim! Afinal, que ousadia. Amarfanhar a importância de momentos únicos da nossa ficciosa corporação. Reduzir a importância dos momentos únicos e especiais. Ter a ousadia, empáfia, soberba de afirmar, como se, cheio de razão estivesse, que o aniversário de 3 anos da coleguinha da filha do presidente da instituição não é pauta legítima para uma entrevista na Rede Gogo. Que sorrelfa.

Absurdo. Que absurdo. Ousar chegar atrasado no evento beneficente que a vizinha da esposa do chefe promove em prol dos cactos sagrados no Tibet. Cactos estes submetidos as intempéries do tempo nos pináculos dos montes em Lhasa. Evento este previamente informado, devidamente pautado na agenda do assessor que protesta. Ora bolas, trinta minutos de antecedência é tempo mais do que suficiente.

Socapa. Nem uma notinha sobre meu carro novo.

O improfícuo é valorado, esse assessor é um ser cambiante, insensível às minhas venturas. Busca, rotineiramente, ações de ditoso outrem. Ludríco. Despeja lágrimas. Rios de lágrimas. Oceanos de lagrimas por um lugar na segunda página. Mas na segunda página?

Denomina-se excelso por explorar um espaço na TV, cedido, de forma gratuita. Sem custo nenhum. Ok. Ok. Já entendi! Mas acho uma perda de tempo. Se fosse as 20:30h, valeria o custo da minha gasolina.

Cheguei à conclusão socrática que “Só sei que nada sei”. Quando sair aquela entrevista, vou rescindir o contrato.

*Inspirado nos contos e causos de colegas.

* Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não?

Tiago Nunes de Oliveira

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