Não adianta lutar pelo resultado das urnas. ESSE É O RESULTADO DAS URNAS.

O que está em curso no Brasil não é um golpe coxinha, nem uma ditadura petralha. É o resultado inerente a um sistema político que já nasceu podre, criado por e para especialistas no seu funcionamento se perpetuarem no poder.

Não há disputa ideológica, mas uma luta diária pela teta mais farta. Não existe bem e mal. Existe o bandido em exercício e o postulante ao cargo. Em 2014, foi a vez de Dilma “fazer o diabo” pra se eleger. Ironicamente, hoje o próprio diabo faz o diabo pra destituí-la. Uns comemoraram lá. Outros, aqui. Mas todos saímos derrotados.

É flagrante que a nossa democracia foi tomada faz tempo por um bando de aloprados e incapazes. Se restava dúvida, a sessão escabrosa transmitida na íntegra e ao vivo em TV aberta foi esclarecedora (e nauseante). Tudo seguindo rigorosamente os ritos “democráticos” que os próprios bandidos inventaram há décadas — pra quê? — pra perpetuá-los no poder. Regras que permitem que um réu presida a Câmara dos Deputados, que um investigado pela PF (e barrado pelo STF) despache como presidente da República de um quarto de hotel, que um senador construa um aeroporto — UM AEROPORTO — na propriedade da sua família e jamais seja sequer questionado. Tudo às claras, na mais pura normalidade.

Não adianta lutar pelo resultado das urnas. ESSE É O RESULTADO DAS URNAS. Precisamos nos unir contra esse sistema viciado e nefasto, em que a ilegitimidade é legitimada por uma democracia às avessas.

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