Porque o Software Livre pode facilitar a adoção de TI na Escola!

Esta é uma adaptação de um texto que foi originalmente publicado no meu blogue sobre TICs e Educação.
O que todo mundo fala da Educação
11 em cada 10 especialistas/curiosos/acadêmicos/gestores/vendedores de soluções/alunos/professores/(coloque aqui seu palpiteiro preferido) concordam que a Escola precisa mudar e que, essa mudança passa, também, por uma maior adoção dos recursos de TI nas nossas “práticas escolares”. Sem entrarmos na discussão dos aspectos éticos, políticos e filosóficos envolvidos em qualquer escolha de paradigma tecnológico, veremos que o modo mais prático de inserir a TI na Escola é adotar softwares/aplicativos que permitam:
- Adoção independente do hardware da Escola/Aluno/Professor;
- Adoção menos dependente do conhecimento prévio de tecnologia dos usuários (o suporte das comunidades de software livre é incomensuravelmente melhor e mais rápido do que o de muitos softwares proprietários!);
- Maior potencial de reprodutibilidade/remixagem/evolução do uso em contextos educacionais;
- Melhor custo/efetividade;
- Melhor Robustez Técnica (TM @aracnus) — Robustez contra falhas e segurança aprimorada, inclusive contra vírus.
- etc…
Que paradigmas tecnológicos podem fazer a diferença?
A diferença entre um software que será instalado e usado e um que apenas será instalado e (logo) abandonado dependem, em qualquer lugar e também na Escola, do modo como ele é implementado, usado e compartilhado.
Se existem restrições legais de instalação, sua adoção na Escola (ou pelo Professor) pode ser dificultada. Se existem poucos canais de suporte, o professor real (com sua carga de trabalho hecúrlea) vai deixá-lo de lado. Se não existe uma comunidade ativa e vibrante de usuários para animá-lo diante das dificuldades iniciais (no mundo real elas existem!) sua adoção falhará miseravelmente…
As políticas públicas de adoção de softwares livres em educação tem uma componente importante de indução de práticas mais éticas, empoderadoras e disruptivas na Escola. A escolha de paradigmas tecnológicos adequados (minimalismo tecnológico e tecnologias livres ou abertas) facilitarão, no dia-a-dia real da sala de aula, que as mudanças pelas quais a Escola urge passar, possam ocorrer de modo mais efetivo e sistêmico.
Diante dos pontos abordados acima eu estou convencido de que só há três motivos pelos quais gestores de TI em sistemas escolares, Escolas ou ambientes educacionais não optem por softwares livres como paradigma tecnológico:
- Ou são “apertador de botões” de aplicativos “mainstream”;
- Ou são meros seguidores/repetidores de “hypes” tecnológicos;
- Ou estão na folha de pagamento de quem vendeu a solução proprietária adotada… se é que vocês me entendem!
Minha mini-lista de Softwares-Livres utilizados no dia-a-dia de minhas atividades docentes:
- Pmwiki — (software-livre de wiki) — Implementado aqui.
- B2evolution — Plataforma de Gerenciamento de Conteúdo. Implementado aqui;
- Wordpress — Motor de Blogue — Implementado aqui.
- Hubzilla — Plataforma de Identidade (com privacidade) e comunicação descentralizada. Implementada aqui
- Ubuntu — Sistema Operacional Padrão nas minhas máquinas. Se você é partidiário do “mimimi”: Ubuntu não é livre, leia isto aqui!
- LibreOffice — Pacote de escritório Padrão.
- Softwares Livres p/ Ensino de Física — Uma listinha um pouco desatualizada :-(
- SlEducacional — Comunidade de Educadores e Entusiastas do uso de Softwares Livres em Educação.
De onde eu falo?
Sou um Professor de física no ensino médio, trabalho numa Escola real brasileira (não aquela de artigos acadêmicos ou de “mundos idealizados” de “especialistas” em Tecnologias Educacionais que não estão em sala de aula…). Uso, experimento e reflito criticamente sobre tecnologia e Educação, entre outros espaços, no meu Edublogue. Se preferir a efemeridade dos 14o caracteres, você pode me seguir em @ticseducacao :-)