Melhores álbuns de 2016 — segundo eu mesmo

Quando eu acho que 2016 não vai superar o pisão que foi o ano de 2015 musicalmente falando, eis que me deparo com uma surra de álbuns tão incríveis que marcaram meu ano em diversos sentidos. Desde aquele momento triste até os picos de euforia, cada um dos álbuns que listo abaixo tem um significado especial. Portanto, deixo com vocês os álbuns que mais (me) marcaram neste ano icônico.

(Ah, e só lembrando, a lista é dos álbuns que mais ME agradaram. Estou ligando um total de 0% para opiniões contrárias, listas de BillBoard, Rolling Stone, Metacritic, whatever.)

20°: NAO — For All We Know

Eu já havia me encantado pela NAO em 2015, ouvindo a Bad Blood que realmente importa (inclusive o clipe é MARA). Desde então, esperei ansiosamente pelo icônico álbum de estreia da britânica que conquista não apenas pelos vocais fortemente únicos, mas por composições bem elaboradas e tocantes. For All We Know é um sopro de novidade no mundo da música e NAO mostrou a que veio. Impecável.

PONTO PARA: as voice memo durante a narrativa de FAWK. É como se estivéssemos fazendo parte da construção da obra! Amei demais. Além delas, destaco Bad Blood, In The Morning e Blue Wine.

19°: Solange — A Seat At The Table

Ah, Solange. O mundo que te colocava como uma Knowles hoje finalmente te conhece pelo nome. Que álbum MARAVILHOSO. É de uma calma tão arrebatadora que parece que são canções de ninar ao invés de hinos empoderadíssimos. A cantora enaltece a força da negritude em músicas potentes, que nos desperta para uma realidade que está bem na frente dos nossos olhos, mas que dificilmente enxergamos de nossos lugares comuns. Solange se impôs no mundo da música com este álbum, que nos convida para sentar à mesa, mas sem jamais esquecer que é pelo diálogo e pelo discurso que se transformam vidas.

PONTO PARA: Tina Taught Me e Dad Was Mad, interlúdios sobre os pais de Solange. Tocantes demais. Além dessas, Don’t Touch My Hair (QUE HINO) e Cranes In The Sky.

18°: Mahmundi — Mahmundi

Ainda nas vibes débuts destruidores, Mahmundi nos deu de presente essa verdadeira obra-prima que foi o seu álbum de estreia. Mah, proprietária, flerta do reggae ao synthpop sem perder, em nenhum momento, a sua identidade. Engraçado que ela mesma resume seu álbum em um verso, eternizado na melodia de ‘Eterno Verão’: “E é tão fácil, é tão mágico, se perder numa canção…”. E foi mesmo, Marcela. A mágica nesse álbum hipnotiza — e encanta, sem pedir licença.

PONTO PARA: Hit, Eterno Verão e Sentimento (música daquelas que a gente escuta uma vez e se apaixona pra sempre).

17°: Young The Giant — Home of the Strange

Novidade pra ninguém que o Young The Giant é uma das minhas bandas favoritas, né. E quando essa banda maravilhosa cria um álbum que reflete uma aspecto que tem estado fortemente em discussão? Home of the Strange é uma crítica velada às questões de imigração nos Estados Unidos e um afronte ao que Donald Trump, o novo presidente dos EUA, quer promover em seu governo. E levando em consideração que todos os integrantes da banda ou são imigrantes ou descendem deles… Temos um retrato fiel de uma realidade que precisa ser discutida. É hino atrás de hino nesse álbum que pode parecer despretensioso, mas que faz muito mais sentido do que se pode imaginar.

PONTO PARA: Amerika, Titus Was Born, Silvertongue e a masterpiece Home of the Strange.

16°: Tom Odell — Wrong Crowd

É aqui a fusão do indie, pop, rock e folk? Eu acho que é sim! Tom Odell tem uma voz tão marcante que já é difícil esquecer por si só. Somada a arranjos e composições impecáveis, Odell mostra que cresceu de três anos atrás para cá. Numa mistura dos gêneros citados anteriormente, o cantor promove um mix de canções que se completam entre si, entregando um resultado convincente e emocionante. “Cause it’s not right, I’m magnetised”, verso de Magnetised, reflete bem como a gente fica ao terminar de ouvir esse álbum. E querer ouvir de novo, e de novo…

PONTO PARA: Wrong Crowd (que hino.com.br), Constellations, Magnetised, Silhouette e I Thought I Knew What Love Was.

15°: Michael Kiwanuka — Love & Hate

Com um disco de poderoso apelo social, Michael Kiwanuka também discute a grande desigualdade no mundo a partir de suas próprias vivências, narrando o amor e o ódio que dão título ao álbum. As faixas mais longas do álbum são um verdadeiro deleite para quem viaja em notas de guitarra e arranjos orquestrais. Esse álbum em especial chegou num momento em que eu estava fragilizado pela perda de um ente querido e me deu forças para superar aquele momento e ir em frente. Amém, Michael Kiwanuka. Eu escolhi te amar.

PONTO PARA: Black Man in a White World, Cold Little Heart, Love & Hate e The Final Frame.

14°: BANKS — The Altar

Um hinário sobre se amar. E se autoexaltar. É mais ou menos assim que se pode definir esse pisão da BANKS, que entrega um álbum bastante orgânico e próprio. The Altar faz uma ode às nossas identidades, que são NOSSAS e que não devem se moldar aos pensamentos de outrem. Pode parecer piegas, mas ser você mesmo, num meio no qual normalmente se criam personagens para que se possa “hitar”, é um desafio. E BANKS não teve receio de ser ela mesma, deixando a lição nos versos de Fuck With Myself: “Cause my love so good/So I fuck with myself more than anybody else”.

PONTO PARA: Fuck With Myself, Gemini Feed, To The Hilt, Judas e Poltergeist.

13°: Petite Meller — Lil’ Empire

ACHEI QUE TIVESSE VIRADO LENDA. Mas felizmente Petite Meller não é uma entidade folclórica e em 2016 lançou seu pequeno império, ou Lil’ Empire para os que não são íntimos, revelando um pop… diferente, por assim definir. Com uma voz por vezes infantil e que pode até soar irritante, em faixas como Geez, Petite apenas parece pequena. Ao cantar os absurdos da vida em seu álbum de estreia, a Petite se torna grande o suficiente para mostrar a que veio, com composições de próprio punho e com uma autoafirmação sensacional. A pequena grande Meller foi uma feliz novidade neste ano e esse álbum embalou tantos momentos felizes em minha vida que tenho certeza que vai continuar no repeat do meu player por muito tempo.

PONTO PARA: The Flute (SOCORRO, EU AMO O BARULHO DE FLAUTA DA INTRO DESSA MÚSICA), Baby Love, Lil’ Love (feat. PNAU) e Barbaric.

12°: Daughter — Not To Disappear

A singularidade é uma das características mais fortes do Daughter, trio londrino que chega ao segundo álbum em 2016. Eu não me lembro de ter escutado nada parecido com o que esse grupo faz. A música do Daughter encontra um equilíbrio tão perfeito entre suave e agressivo que é difícil encontrar falhas nessa obra — na qual até a capa revela a dualidade entre o claro e o escuro. Entre o cinzento e o céu estrelado. Entre querer aparecer e (não) desaparecer. Entre uma fase e outra da vida. Esse álbum é simplesmente sensacional!

PONTO PARA: Numbers, Doing The Right Thing, To Belong e “Alone/With You”.

11°: JoJo — Mad Love

Quem é vivo sempre aparece, né gente? Depois de DEZ ANOS (quem não lembra de Too Little, Too Late?), alguns singles soltos e brigas com produtoras, JoJo voltou e voltou com tudo. Uma década inteira separa duas JoJos completamente distintas. Esta, de Mad Love, é madura e tão potente em seus vocais polidos e bem arranjados que nos surpreende logo com a primeira canção da obra, “Music”, feita em homenagem ao pai da cantora que faleceu no ano passado. JoJo mostra que hits por hits tem diversos artistas por aí que são verdadeiras fábricas. Mas uma música de qualidade, aliada a composição e produção incríveis, ainda está em falta no cenário musical atual. É um álbum sincero e cheio de verdades. Obrigado, Jo, por ter feito valer a pena a espera.

PONTO PARA: Music, Mad Love, Like This, High Heels e I Am.

10°: Frank Ocean — Blonde

Frank Ocean causou, sumiu, entrou em reclusão. Era difícil esperar que um próximo álbum pudesse superar o aclamado Channel Orange. Porém, parece que desaparecer da mídia não só fez bem para a saúde de Ocean como para suas habilidades musicais. Blonde traz à tona um Frank cheio de sentimentos e que não tem medo de expor o que há de mais íntimo em seu consciente, arriscando inclusive em canções de cunho político, como é o caso de Nikes, quando mostra a preocupação com o futuro dos jovens de hoje. Em um conjunto de canções extremamente bem imbricado, Blonde mostra outra faceta de Ocean, que supera tudo já feito anteriormente, autoafirma-se enquanto artista e se revela incomum na indústria musical nos dias de hoje. Ah, e assim como a BANKS, Ocean traz um hino a si próprio: “don’t try to be like someone else, don’t try to act like someone else, be yourself!”.

PONTO PARA: Nikes, Pink + White, Self Control, Facebook Story, Nights e Futura Free.

9°: How To Dress Well — Care

Desde 2012, How To Dress Well é um dos meus queridinhos. Até hoje, o Total Loss é um dos meus álbuns favoritos. E é claro que a expectativa pelo Care estava altíssima. E é lógico que Tom Krell atingiu em cheio todas as expectativas. Num álbum muito sensual e menos dramático do que o antecessor, a sonoridade de Care abraça o ouvinte numa melodia mágica, da primeira até a última faixa. As letras são cheias de significado, cheias de conteúdo e de um lirismo invejável. Tom Krell se firmou no pop/R&B de tal forma que certamente já é uma referência num cenário que necessita de artistas inspiradores assim. Amo demais!

PONTO PARA: Can’t You Tell, Salt Song, Anxious (HINO) e Made a Lifetime.

8°: Two Door Cinema Club — Gameshow

Outra lenda urbana que eu achei que não fosse sair nunca mais e acabou dando o ar da graça em 2016 — AINDA BEM, porque o mundo precisa demais do vigor e energia que o show do Two Door Cinema Club trouxe para o mundo da música. Mesclando uma sonoridade de décadas passadas com o frescor do indie rock/pop mais recente, a banda se renova ao abordar a autocrítica como ponto central da obra, que oscila entre momentos mais intensos e momentos mais calmos (o que, diga-se de passagem, já é especialidade do grupo). Num som alternativo deliciosamente agradável e apaixonante, Two Door entrega um álbum coeso, coerente e, acima de tudo, impactante.

PONTO PARA: Gameshow, Bad Decisions, Good Morning e Je Viens De La.

7°: Foxes — All I Need

Nada como uma bela dose de pop de qualidade pra revigorar, hein? Esse álbum da Foxes consegue superar o anterior com melodias e arranjos maravilhosos para composições igualmente boas. Minha única reclamação é a falta de reconhecimento pra essa maravilhosa, que é tão competente quanto várias outras artistas que estão aí bombando (por motivos que desconheço, inclusive). Versátil quando precisa ser, Foxes traz aqui tudo o que ela precisa para mostrar ao mundo o que ela é de verdade. Era tudo o que eu precisava pra começar bem o ano (e ter doses de felicidade durante o mesmo). Amém, Foxes.

PONTO PARA: Better Love, Body Talk, Cruel, Wicked Love e All I Need.

6°: Aurora — All My Demons Greeting Me As A Friend

HABEMUS MINHA MAIOR REVELAÇÃO DE 2016.

Eu não conhecia a Aurora e nosso encontro foi por um estranho acaso do destino: no descobertas da semana do Spotify (inclusive sigam minhas playlist que vou amar. Meu user é tiegoalencar). Ouvi Running With The Wolves sem pretensão, com a curiosidade de quem abre um presente. Já nos primeiros vocais, fui arrebatado pela potência dessa norueguesa de apenas 19 anos de idade, cuja competência musical põe muita veterana no chinelo. Aurora tem sua identidade revelada nos acordes suaves das canções, aliadas à voz doce, porém potente. Num álbum sobre experiências, os tais demônios do título, a cantora traz um repertório cativante, que explora as dores e os amores não somente de quem canta, mas de quem ouve. É impossível não se identificar com All My Demons Greeting Me As A Friend. É uma verdadeira pérola no mundo da música.

PONTO PARA: Running With The Wolves, Winter Bird, I Went Too Far, Through The Eyes of a Child, Murder Song (5, 4, 3, 2, 1) e Black Water Lilies (AMO O FALSETE).

5°: Broods — Conscious

Consciente. É assim que se encerra a narrativa de uma história de amor que passa por altos e baixos, assim como revela a própria capa do álbum (que pode ser vista pelos dois vieses, que se complementam). Os irmãos Georgia e Caleb (AMÉM CALEB) Nott construíram um álbum que faz tanto sentido que várias vezes me peguei pensando se não passei por algo parecido antes. As faixas do álbum parecem até um quebracabeças, que se completa quando se ouve do início ao fim. A ligação entre todas as partes do Conscious é perfeita. Claro que existem faixas mais e menos poderosas, mas, considerando o todo, sem sombra de dúvidas foi um dos álbuns que mais se destacam no quesito coesão e coerência. A história de amor invertida do casal fictício cantado pelo Broods convence e traz verdades pouquíssimo vistas no gênero no qual se encaixa. Wake me up and keep me conscious, Broods!

PONTO PARA: Free, Heartlines, Freak of Nature (feat. Tove Lo), Recovery e Conscious.

4°: Tove Lo — Lady Wood

I.C.O.N.I.C. É assim que a gente pode definir o Lady Wood. Por um instante, ouvindo pela primeira vez, achei que não chegaria nem perto do que foi o Queen of the Clouds, debut da Tove Lo. Porém, assim como contou com maestria a história da Rainha das Nuvens, Tove conta as desventuras e sentimentos mais íntimos da sua Lady Wood. Empoderada, fragilizada, amada, desejada, rejeitada… Nós enxergamos um perfil da Tove Lo muito mais vulnerável do que a Queen of the Clouds do álbum anterior — e que se assemelha ainda mais com nossas próprias experiências. Seja em uma noite de bebedeira, seja em se permitir viver experiências amorosas. A Lady Wood, segundo afirmou Tove em uma entrevista, é apenas uma parte de uma longa história que ela pretende contar. E tenho certeza que, se continuar assim, vai continuar criando obras-primas — o que é sua especialidade, pelo visto. Manda mais loucura, embriaguez, amor e sexo que tá pouco, Tove!

PONTO PARA: Lady Wood, Vibes, Imaginary Friend e Don’t Talk About It.

3°: Beyoncé — Lemonade

Aclamação universal. É assim que meio mundo define, de maneira bem básica, um dos álbuns mais icônicos de 2016 e, quem sabe, da década (e por que não dos últimos tempos?). Beyoncé canta a negritude com tanta verdade, com tanta força e acidez que fica difícil não entender a forte mensagem que ela tenta passar com o Lemonade. Em mais um álbum visual, marcante e ousado, Queen B. aborda questões de empoderamento negro, superação, dor, romantismo e sensualidade, sem perder o fio da meada. Flertando com o rock, o reggae, o country e o já consagrado R&B, Bey entrega o álbum mais representativo de 2016 e que projetou a artista a outro nível ainda mais elevado. A rainha do mundo fez dos limões uma bela limonada. Ou como diz uma passagem do final de “Freedom”: I was served lemons, but I made lemonade.

PONTO PARA: Don’t Hurt Yourself (feat. Jack White), Sorry, 6 Inch, Freedom, All Night e Formation.

2°: Bastille — Wild World

O segundo melhor álbum do ano atende pelo nome de Wild World, da banda londrina Bastille e que também atende por proprietária do meu coração. Divulgo e enalteço o trabalho de Danzinho e companhia faz mais de quatro anos e, desde o lançamento do (All This) Bad Blood, esperei por um álbum que pudesse ir além do que os meninos já haviam feito. E assim aconteceu. Eu fui hipnotizado pelo Wild World inteiro, ainda que o álbum seja bastante extenso. São 19 faixas que exploram o melhor e o pior do ser humano vivente no dito mundo selvagem, carregado de dores e amores. Esse álbum, particularmente, foca em aspectos sociais que eu ainda não tinha visto antes na carreira do Bastille — e muito me agradou perceber que minha banda favorita também está engajada em criticar o que não está bom e ressaltar aquilo que precisa ser enfocado. Desigualdades sociais, questões de política, vivência em comunidade, tudo está presente em Wild World. E tudo tem sentido, por mais que clipes como o de Fake It pareçam o mais nonsense possível. Wild World traz, com uma competência única, a vida na nossa sociedade de hoje: selvagem, numa eterna disputa pela sobrevivência.

PONTO PARA: An Act of Kindness, Two Evils, Send Them Off!, Four Walls (The Ballad of Perry Smith), Blame, Fake It e Oil On Water.

1°: Rihanna — Anti

Por várias vezes, refleti sobre o álbum que mais me marcou em 2016. Seja pela sonoridade, seja pela boa produção, seja pela voz. Ao somar todos esses fatores, eu só pude chegar a um álbum, que esteve presente em todos os momentos do meu ano, do início até agora. E que eu tenho certeza que vai continuar presente em minha vida por ter me tocado tanto. Foram mais de quatro anos de espera pelo álbum novo, que foi aguardado ansiosamente por mim e por uma legião de fãs da Rihanna, que se mostrou uma artista totalmente diferente da que vimos pela última vez. Nem seus últimos lançamentos antes do Anti se assemelham ao que nos é apresentado nesse hinário. Não temos mais aquela surra de hits prontos que podem ser vistos nos registros anteriores. O que marca o Anti é a diversidade em sua essência. O R&B e o hip hop tomam uma dimensão mais profunda, que revelam uma Rihanna ainda não conhecida — e que tem um potencial criativo digno de uma rainha. Pisou demais. Só de ouvir as primeiras batidas de Consideration lembro dos melhores momentos do meu ano. Ouvir o álbum inteiro é uma experiência de outro mundo. Obrigado, Rihanna, por ter me transportado a outras dimensões quando eu mais precisei em 2016. Dona de mim!

PONTO PARA: Consideration (feat. SZA), Kiss It Better, Desperado, Needed Me, Same Ol’ Mistakes (SOCORRO, QUE TIRO), Love On The Brain e Close To You. Porém reitero que o álbum inteiro é MARAVILHOSO.

Post scriptum: de presente, playlist no Spotify com todas as músicas que eu recomendei (menos as do Lemonade porque a Beyoncé tá de onda com a nossa cara e ainda não disponibilizou na plataforma). ME SIGAM!! https://play.spotify.com/user/tiegoalencar/playlist/7kK9XfgKiCTx1NZ77GplOS

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MENÇÕES HONROSAS

David Bowie — Blackstar
Bon Iver — 22, A Million
Laura Mvula — The Dreaming Room
M.I.A — AIM
Lady Gaga — Joanne
The Weeknd — Starboy
Alicia Keys — Here
Garbage — Strange Little Birds
DNCE — DNCE
Corinne Bailey Rae — The Heart Speaks in Whispers
Emeli Sandé — Long Live The Angels
Britney Spears — Glory 
i remember — AlunaGeorge
ZAYN — Mind of Mine
Kings of Leon — Walls
Birdy — Beautiful Lies
Gallant — Ology
James Blake — The Colour In Anything