Testemunhas

_Como é que pode, né…

_O quê?

_A gente se amar assim. Eu te amar tanto…

_Eu me pergunto a mesma coisa. E quero continuar buscando e encontrando respostas infinitas!

_Fofa!

_Te amo!

_Te amo.

_Com ponto final, pra ter certeza absoluta!

_Por falar nisso… Você acha que já sabem?

_A essa altura do campeonato… talvez.

_Você acha?

_Já parou pra pensar a quantidade de satélites e cabos e aparelhos que são testemunhas de cada “Eu te amo” que a gente diz um pro outro? Que nosso amor vai além da estratosfera e volta se esparramando em cada byte de palavra trocada, cada pixel das nossas imagens… Lançamos a todo instante nosso amor aos céus… Há de ter quem saiba! Nem que seja uns santos, uns anjos, alguém ou alguma coisa pra quem eu conto todos os dias o quanto eu te quero e peço, te peço, te quero… te quero…

_Nossa… Assim eu fico emocionado!

_Então abraça o travesseiro eu aí, que eu abraço o travesseiro você aqui, e se a física quântica estiver certa, isso há de se transformar num abraço de nós dois!

_Mas eu não quero a física quântica… Eu quero você!

_Por enquanto…

_Enquanto o resto das nossas vidas não chega…

_Enquanto preparam o letreiro e o narrador aquece a voz para o “Felizes para Sempre!”

_Você acha que nossa história é um conto de fadas?

_Bom… como era mesmo? 7 livros, 8 filmes…?

_Sua autobiografia?

_É!

_Isso mesmo.

_Pois então. Uma hora sempre tem o final feliz. Pode ser história de gente, mesmo. Não precisa ter tabuleiros de Jumanji, armários de Narnia ou bruxos e trouxas. Pode ser assim… jogando as histórias pro céu. É um conto de coisa bonita. De meant to be. Destino.

_Te amo tanto!

_Te amo. Com ponto final, pra ter certeza absoluta.

_Contou aí os satélites e os cabos?

_Oxe… eles que se encarreguem de contar qualquer coisa! Eu vou é contar cada pintinha do seu corpo que eu vou beijar…

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