Por que criei um novo perfil no Facebook

Muitos me perguntaram. Resolvi escrever para explicar e até alertar outras pessoas.

Confesso que não foi fácil decidir por isso. Afinal, eram 7 anos cultivando uma boa popularidade no Facebook. Já estava bem engajado, entre os amigos. O algorítimo de relevância do Facebook já sabia bem sobre o que eu escrevia e quem gostava do que eu escrevia. Mas sempre soube que, mais cedo ou mais tarde, eu teria de voltar a estaca zero.

Tudo isso pelo fato de um descuido meu la atrás, em 2009, quando criei meu perfil. Bom, e quem poderia imaginar que o Facebook ia ser quem é hoje, não é mesmo? Quando aderi [e confesso que foi amor-a-primeira-vista] ao “Face no livro”, a vibe do momento ainda era o Orkut (que Deus o tenha!). E nem preciso dizer que por lá, as coisas eram bem diferentes do que são hoje por aqui.

Cometi o erro que a maioria dos facebookers cometem: misturar vida privada com vida pública. E isso não é um mau uso exclusivo dos usuários do Facebook não, isso é geral, em todas as mídias sociais do momento. Considero isso um erro muito grave! Primeiro pela questão de privacidade, onde nem todos precisam saber tudo sobre mim. E segundo (que é o fator que de fato mais me preocupa), pela questão de segurança.

Até então, meu perfil era 100% público por conta de um trabalho que faço com temática religiosa. Aceitava qualquer pessoa que me adicionava. Normal, afinal, não conheço todas as pessoas, mas todas elas “me conhecem”. Porém, essas pessoas conhecem minha vida pública e se relacionam comigo do mesmo modo. Então qualquer intimidade publicada a essas pessoas seria um excesso. Mas o mais grave é, que com perfil integralmente público e postando nesse ambiente minha vida privada, qualquer pessoa conseguiria saber onde eu moro, minha rotina, a cara da minha esposa, das minhas filhas, onde trabalho, mais ou menos o que eu tenho, entre tantas outras coisas que interessam há um grupo pequeno de pessoas.

Foi onde decidi separar de vez as coisas. Refiz um novo perfil no Facebook (isso mesmo: do zero) e vou adicionar como “Amigos” somente as pessoas que de fato conheço. Tenho que olhar pro seu avatar e dizer “ah, é fulano!”. E nesse “Perfil Pessoal” publicarei, então, minha vida privada.


Para meu trabalho no segmento religioso, criei uma FanPage exclusiva pra ele: Curta!


É isso. Espero que, além de uma justificativa, esse texto te ajude a administrar também suas mídias sociais de maneira saudável e segura.

Grande abraço! 
Do seu amigo (ou não), Tihh Gonçalves.

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