Equipe Análise — Menos planejamento e mais interação com os usuários

O grande problema do planejamento é que em excesso ele deixa de criar uma visão com objetivos e metas para se tornar um processo de criação de expectativas. Não, eu não sou contra planejamento. Um bom planejamento sempre é uma excelente opção para mitigar riscos de que a execução e de resultados durante o desenvolvimento de um novo produto. No entanto, é preciso estar atento para não cair na armadilha de acreditar que mitigar é eliminar, pois sempre haverão imprevistos e desvios no caminho. O caso da Equipe Análise demonstra essa situação.

Durante 8 meses a Equipe Trader trabalhou o planejamento e (até mesmo) desenvolvimento de uma nova Spinoff chamada Equipe Análise. A equipe da TILIT foi contactada para avaliar o status do projeto e auxiliar na aceleração do processo de lançamento do novo serviço. No diagnóstico do projeto foi possível perceber que o projeto estava muito bem estruturado, com planejamento bem definido e utilização de ferramentas como o Canvas de geração de modelo de negócios, além disso já havia um sistema desenvolvido por outro fornecedor, mas a equipe achava que não era o suficiente para lançá-lo comercialmente.

O problema na situação foi justamente o excesso de planejamento e a falta de envolvimento de um stakeholder: os usuários. O sistema existente tinha de fato uma deficiência: seguiu todos os padrões de interface do material design, mas não foi validado com o usuário interno e com isso havia dificuldade e resistência de uso.

O primeiro passo foi entender a rotina desses usuários para propor uma mudança para envolver esse usuário no processo do novo serviço. Após uma imersão na rotina da empresa foi possível identificar que devido a velocidade e volatilidade de informações do mercado financeiro, a maior dificuldade do uso do sistema era o tempo para acessar o sistema via web, autenticar o usuário e o modo de preenchimento dos campos. A solução proposta pela TILIT foi um novo canal de acesso ao sistema voltado especificamente para esse usuário.

Resolvido o problema do usuário interno, o segundo passo foi focar na estratégia de lançamento do produto. A equipe acreditava que o produto ainda não estava maduro para ser comercializado e queria agregar mais valor ao usuário. No papel o planejamento indicava que existia a demanda, que parte da demanda estava sendo atendida, mas que ainda era preciso ter um diferencial maior. O problema na situação era que o usuário não conhecia o serviço e assim todo o planejamento era baseado em expectativas.

Nesse caso a saída foi esclarecer com a equipe o conceito de MVP (Mínimo Produto Viável), a definição das funcionalidades essenciais que o planejamento acreditava agregar valor aos usuários e a elaboração de levantamento de personas, estratégia para levantamento de grupo focal e validação de funcionalidades. Com esses pontos, foi possível deixar o planejamento enxuto, suficiente para mitigar riscos e incremental de acordo com as interações realizadas com o grupo de usuários escolhidos para avaliar o MVP.

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