Com as finanças na UTI? Está na hora de colocá-las para dar plantão para você!

Recentemente tem-se observado que os profissionais da área da saúde como os médicos e cirurgiões têm enfrentado alguns problemas com a gestão de suas finanças. A cultura de que estes profissionais são ricos tem os levado a enfrentar com dificuldade um cenário onde as despesas para o exercício da profissão se elevam, além das familiares e, em paralelo, há uma tendência de redução das receitas, absolutas ou relativas. Então, qual caminho para alcançar uma boa saúde financeira?

Por Diogo Carvalho


É quase paradoxal no Brasil falarmos em dificuldades financeiras entre profissionais da área da saúde, como médicos, dentistas, anestesistas e cirurgiões. A cultura preservada através das gerações por séculos sempre outorgou a esses profissionais um status de riqueza, em especial para os médicos. Este ideário levou muitos jovens a escolherem a carreira em nome da garantia de um ótimo retorno financeiro. Mas o que de tão importante mudou e nos levou a essa reflexão no mundo das finanças desses profissionais?

A mudança decorre das constantes evoluções (e revoluções) tecnológicas e transformações socioeconômicas que redesenharam a sociedade brasileira nas décadas recentes. Sob o aspecto socioeconômico o Plano Real foi o marco inicial porque controlou a inflação e deu início a uma trajetória de ganho real do salário mínimo. A década seguinte avançou nos programas de inserção social expandindo universidades, distribuindo renda e elevando o consumo das famílias.

Essa nova sociedade teve acesso a bens e serviços que anteriormente eram mais restritos. Em específico para a área de saúde a expansão da oferta de vagas no ensino superior resultou em mais profissionais no mercado. Quando a oferta aumenta, a tendência é que o preço diminua. Nesse caso o preço é a renda percebida pelo profissional pelos seus serviços.

Em paralelo a estas mudanças, as inovações tecnológicas foram mais intensas nas últimas décadas do que desde a Revolução Industrial! Em particular na área da saúde isso significou uma complexificação nos serviços médicos que encareceram os custos operacionais. A escolha de Sofia feita pelo profissional de medicina é: ou é empregado em um hospital ou clínica ou empreende investindo no seu consultório.

Bom, chegamos ao ponto! O profissional que dedicou anos para salvar vidas agora se torna um empreendedor e precisa gerir suas finanças.

De um lado a faculdade negligencia o fato de que irá formar médicos que serão donos de clínicas e que precisarão de conhecimento básico em finanças. Por outro lado, os médicos com uma rotina de pelo menos 60 horas semanais não delegam o cuidado de suas finanças a profissionais competentes no assunto. O resultado é automedicação financeira. O que é isso?

Em analogia a automedicação onde se toma medicamentos por indicação de um amigo, vizinho ou parente — ou por consulta no Google, a automedicação financeira é a tomada de decisão sobre os investimentos ouvindo pessoas que nada entendem do que realmente o profissional precisa. Essa ingerência é tanto na pessoa jurídica — a clínica, quanto na pessoa física. Aqui o foco são as tomadas de decisões em investimentos em pessoa física.

A automedicação financeira amarra as decisões a investimentos com pouca eficiência do ponto de vista dos retornos pretendidos. Um exemplo é uma aplicação feita hoje por um médico no valor de R$ 100 mil, rendendo 90% do CDI até 2040, retirando os impostos e supondo um CDI constante, terá na data prevista um montante de pouco mais de R$ 1.400.000,00. Dentro ainda de um perfil conservador é possível encontrar um produto com 115% do CDI, o que para o mesmo valor aplicado se obteria o montante de pouco mais de R$ 3 milhões! Não há perda em optar pela primeira opção, no entanto o custo de oportunidade fica evidente ao comparar com os ganhos da segunda.

Mas a busca por produtos é apenas uma parte do processo. Importante. Mas antes há algo ainda mais relevante para que haja êxito na composição da carteira de investimentos a ser construída. Um dos passos mais importantes é refletir sobre o alto padrão de consumo presente e fazer a seguinte pergunta:

Quanto de renda eu preciso na fase de aposentadoria para manter esse padrão de vida?

Negligenciar esse passo pode colocar suas finanças na UTI — em estado terminal! A primeira pergunta é ponto de partida para fazer seu dinheiro dar plantão para você. Na construção de plano de voo todas as variáveis envolvidas devem ser consideradas. As despesas familiares, escola dos filhos, viagens a lazer, casa, carro, etc. e as despesas profissionais como viagens para cursos, constantes aperfeiçoamentos.

Além é claro do entendimento do modelo de consultório mais adequado: sozinho? Sociedade com médicos de áreas afins? Essa decisão é importante devido aos altos custos que cada especialidade envolve. A escolha acertada pode significar custos menores e, logo, receitas maiores. Consequentemente uma capacidade de poupança que equilibre o bem-estar presente e o futuro.

Portanto, não seja omisso com suas finanças. Os tempos mudaram e não tem mais espaço para ficar preso em produtos ruins de bancos ou alocando em imóveis na expectativa de ser um bom investimento, quando na verdade se está perdendo liquidez e, muitas vezes, criando um enorme passivo. Além de terríveis dores de cabeça.

Assim como um paciente lhe procura por sua especialidade que pode curá-lo de uma enfermidade, procure um profissional especialista em investimentos. Ele vai cuidar da saúde do seu bolso. Vai te pegar pela mão e prevenir que suas finanças parem na UTI em algum momento de sua vida. Ele vai te ajudar a colocar seu dinheiro a dar plantão para você, gerando renda passiva e tranquilidade para realizar e viver seus sonhos.

Saúde financeira não tem preço. Tem valor! Invista com propósito!


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