O quebra-cabeça, as redes sociais, e a experiência

Waterfall — 1000 pcs — High Quality Collection | Clementoni

Sou natural de Foz do Iguaçu, morei lá até os 21 anos e talvez por isso nunca dei o devido valor às Cataratas do Iguaçu, mas a foto nesse #puzzle era demais, de verdade.

O quebra-cabeça

No último final de semana em que aconteceu um “encavalamento” de feriados (31/10 e 02/11) fazendo com que muita gente ficasse 5 dias sem trabalhar, comprei um quebra-cabeça de 1.000 peças das Cataratas do Iguaçu. Comprei em um dia e comecei a montar no outro, e tive bastante tempo pra pensar em muitas coisas enquanto procurava com os olhos o encaixe para as peças que tinha nas mãos.

O desafio pra mim não era simplesmente encaixar as peças, mas encaixá-las na primeira tentativa.
Encontrei o lugar da primeira peça.

Como a minha área profissional é a comunicação digital e as redes sociais são pra mim uma ferramenta de trabalho, sempre que posso faço alguns testes (na verdade analiso tudo que posto e o que vejo) e resolvi fazer isso enquanto “montava as Cataratas”. Comecei a fazer algumas fotos, e relatar a empreitada no Instagram e Facebook.


As redes sociais

Gosto de esportes radicais e já me peguei assistindo vídeos no Instagram (lá eles tem no máximo 1min) de atletas descendo montanhas com bicicletas; Skatistas pulando em “big rampas”; Grupos fazendo de caminhada no meio do mato. Eu gosto disso tudo, e se pudesse estaria fazendo isso ao invés de apenas assistir o que os outros fizeram. Mas é difícil.

Montar um quebra-cabeça não é a coisa mais difícil do mundo. Pode até demorar algum tempo, dependendo do número de peças e complexidade da imagem (quanto mais homogêneas as cores, mais difícil é). Você sabe que é capaz de fazer, tem certeza disso, mas a maioria ainda não fez… tem vontade de fazer e acha legal quando os outros fazem.

Depois de umas 16 horas de trabalho, com o auxílio da minha mulher (25% aproximadamente) e da minha filha (0,6% exatamente), faltava encontrar o lugar de umas 90 peças, lancei então um desafio no Facebook pedindo um determinado número de curtidas na última foto postada até determinado horário condicionando a isso a conclusão do puzzle. Não sei se a idéia era me ferrar, ou ver o trabalho logo concluído, mas o número de curtidas foi batido bem antes do horário determinado.

A experiência

Essa da foto é a Ana Sophia (8), ela estava super empolgada quando comecei a montar o quebra-cabeça, com muito vontade de fazer tudo… bem no começo… nos primeiros 10 minutos. Depois ela passava esporadicamente pelo balcão, dava uma olhada, tirava algumas peças do lugar e continuava a fazer outra coisa. No final, bem no final… foi ela quem colocou as 2 últimas peças. Ela terminou.

Meus contatos no Instagram e Facebook (talvez você seja um deles), passavam esporadicamente pelas publicações da montagem, deixavam algumas palavras de incentivo, “força, foco e fé”, e coisas do tipo… e depois continuavam com seus a fazeres, e isso é normal. O que me surpreendeu, foi a quantidade de pessoas que me abordou (na vida real) perguntando sobre o quebra-cabeça; se faltava muito pra terminar; que estava acompanhando; que tem um primo que montou um de 2mil peças em 2 meses; que o meu foi muito rápido…

Concluí que: coisas simples, reais e que exigem tempo e dedicação, ainda dão mais resultado que as coisas complicadas, virtuais que acontecem em um piscar de olhos.

Ah, no final ele ficou assim: