O problema sou eu ou você?

Temos um contrato social não verbalizado que indica que devemos ser gentis, mesmo que isso comprometa a verdade e a sinceridade. Isso faz com que acabemos por mentir àqueles que amamos e deixar de falar o que pensamos àqueles que não apreciamos tanto.

a vida é colorida?

Analisando, isso promove a falsidade e atrapalha a comunicação das relações. Mas quem quer a verdade nua e crua?

Se você já teve que terminar qualquer tipo de relacionamento com outra pessoa (ou deixar sem encerramento como a técnica “ghost” de apenas não responder ao outro até que a relação se dissolva em um fantasma), sabe do que estou falando.

Eu inventei “não é você, sou eu”

“O problema não é você, sou eu.”

“Apareceu um compromisso de última hora e não vai dar pra ir.”

“Eu gostaria de ir, mas eu não quero”

E assim não expressamos aos outros nossos reais sentimentos, por medo de não ser gentil e magoar a pessoa.

Já nos encontramos nos dois lados da equação e nunca deixa de ser complicado.

Não sabemos lidar com nossos sentimentos e lançamos mão desse contrato de gentileza para facilitar o processo e deixar as coisas não-ditas sem nunca revelar a situação real.

Mas ao mesmo tempo esperamos sinceridade e temos dificuldade de entender quando não nos explicam o que está acontecendo, numa sucessão de encontros desmarcados, conversas mornas e ilusão.

E se dizemos que preferimos a sinceridade, mudaremos de ideia assim que as pessoas começarem a nos dizer que somos irritantes ou entediantes, que elas simplesmente não conseguem ou não querem se relacionar conosco.

ou a vida é uma área cinza?

“O problema não sou eu, é você”. Somos nós.

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