A JORNADA DO HOMEM

“Visão de Si e do Mundo”

“Se o homem buscasse conhecer a si mesmo primeiramente, metade dos problemas do mundo estaria resolvido”

“Fico orgulhoso de ser o palhaço do ano neste mundo em que as pessoas ditas sérias estão matando e destruindo nas guerras como a do Vietnã”

“A nossa política é a bom humor. Todas as pessoas sérias foram assassinadas. Nós queremos ser os palhaços do mundo”

“Nós temos um Hitler dentro de nós, mas também temos paz e amor…”

“Creio que a maioria das escolas são prisões — a cabeça da criança é aberta,e fazê-la ficar estreita para que vá disputar na sala de aula, é irracional”

“Eu li sobre Van Gogh, Beethoven, todos eles, pois é, se eles tivessem psiquiatras nós não teríamos essas geniais pinturas de Gauguin.”

“Eu acredito em Wilhelm Reich, aquele cara que disse: Não se torne um líder”

“O que nós temos que fazer é manter viva a esperança, por que sem esperança todos nós vamos naufragar.”

“Eu nunca me proclamei uma divindade. Nunca clamei por pureza da alma”.

“Faça seu próprio sonho”

“O trabalho não justifica a existência. A gente trabalha para existir e vice-versa”

“Não tenho nada com o passado e não quero manter as aparências apenas porque um punhado de saudosistas insiste em viver nos anos 60.

Isso tudo já mudou.” “Eu tenho um grande medo desse negócio de ser normal” John Lennon

A SUA JORNADA COMEÇOU…

…há muito tempo atrás, mesmo antes de ver e sentir este mundo do jeito que todos sabemos, já estávamos mergulhados em sons e imagens que não tem descrição.

Mergulhados num mundo de sensibilidades e emoções não tínhamos o poder da consciência, mas era já um Ser Vivo.

Sentimentos e emoções iam e vinham como energia que construía interiormente um ser com potencialidades inúmeras, embora contando também com limitações.

Mas eis que chega o momento e uma porta indecifrável se abre, rompe e tudo muda. Abandonamos o cenário protegido para enfrentar um novo mundo, cheio de incertezas e diferenças.

Este é um dos princípios que irão prevalecer para o resto da vida, merecendo ser valorizado e respeitado: mudanças fazem parte do viver e negar tal princípio é perder a capacidade do exercício de superação.

Mergulhar é essencial para seguir em frente na busca de cenários desejáveis.

Porém cabe a cada um o entendimento além das palavras e muito mais além da chamada realidade, pois desde o início desta jornada do viver, as fantasias e sonhos é que alimentam mudanças, boas ou ruins.

Esta é a jornada do homem!

Há de seguir e abrir caminhos, não tem outro jeito! Seguir caminhos abertos por outros como meros coadjuvantes do viver, sem a coragem de ousar novos passos, novas trilhas. Esta é uma opção muitas vezes inconsciente que a grande maioria dos viventes cumpre, embora lamentando não ter outro jeito esta vida.

É a cegueira não-visível que toma conta do sentir, ver, cheirar, ouvir, tocar, desejar e assim também por outros jeitos de manifestar o humano sobre duas pernas. Mas tem aqueles que são inventores de histórias. Sim, inventam e criam realidades a partir de suas fantasias e sonhos.

Mas também tem a surdez silenciosa que congela o ser diante dos sons inaudíveis, das falas por detrás das palavras e pior ainda, é a surdez diante dos sentimentos: próprios e dos outros. Assim temos um ser ambulante, que faz de conta que vive ou sobrevive, mas na realidade simplesmente vegeta um conjunto de atitudes e passos previsíveis, muitas vezes arrotando falas e esbravejando gestos num faz-de-conta do anonimato social, levando-o na verdade e merecidamente para uma morte nada orgulhosa e sem histórias para se contar para futuras gerações.

É assim que este ser limitado pela cegueira e surdez será somente mais um entre tantos milhões esquecidos no rol dos acomodados. Pena!

Mas a jornada é digna para outros que conseguem ouvir e escutar sons e falas diferentes das línguas registradas. São os que se encantam ainda que diante das dores e crises. São os heróis de si mesmo, pois revelam a ousadia do enfrentar mares e marés, de superar montanhas, depressões e de caminhar sempre, mesmo que com o corpo parado para descansos, mas com as ferramentas mentais visualizando a frente do que se considera real.

São os inventores de realidades ! !

São os guerreiros silenciosos contra a mesmice e a mediocridade que nos atropela o tempo todo como vírus contaminadores de mentes.

São como que encantados e encantadores que conseguem, por exemplo, tocar uma melodia nas teias de uma aranha rainha. E tocar melodias em instrumentos inexistentes é habilidade somente para alguns.

É preciso sonhar sim, mas também visualizar cordas e inventar melodias, pois nada está pronto, os sons e imagens estão todos soltos por ai a espera de arranjos inovadores. É como ouvir uma música além do escutar convencional.

É como ouvir “Grácias a La vida”, de Violeta Parra e sentir como que fosse o real autor e cantor desta canção, como se fosse seu próprio canto e então se permitir encantar seus passos indo em frente.

Há de se criar cenários muito mais que reais e com tais criações sentir o prazer de ser um humano digo de ser assim chamado: Ser Humano.

Alguém neste momento pode achar tudo isto uma besteira. Se assim concluir, está certo. Mas somente para si mesmo e pode ser mais prudente não continuar esta jornada, pois de nada será produtivo e útil em termos de prática de vida plena.

Esta percepção não é aquela do Assum Preto, quando se é cego de um zóio, cantá mió, pois se tivesse os dois olhos seria tão cego quanto antes.

Esta é uma lei nordestina que verdadeiramente propalada com raro encantamento e precisão por Luiz Gonzaga.

Os saltos num circo

Interessante as lições que nos passam os trapezistas circenses de todos os circos. A mistura do artista e dos encantadores faz parte do espetáculo deixando todos como que hipnotizados, quase que num delírio coletivo, numa ambigüidade entre a descrença e a satisfação pelo sucesso obtido em loucos saltos.

Eles, os trapezistas, vêem o mundo de cabeça para baixo muitas vezes, arriscam fazer o que consideramos impossível, inventam vôos no alto do picadeiro e todos nós aplaudimos felizes por eles terem atingido suas metas.

Na grande maioria das vezes não se contabiliza as horas e horas, suores e quedas, tentativas errantes; até que tudo seja superado por eles: os trapezistas, convidando crianças de todas as idades para emoções profundas, entremeados pela fantasia do circo.

O circo como um todo é belo exemplo que através dos trapezistas, palhaços, equilibristas, contorcionistas e outros mais tocam um ser muitas vezes congelado pelo modo de vida séria, arrogante, egoísta, materialista, imediatista e outras ‘istas’ mais.

Faça de sua vida um circo invisível e monte o seu próprio espetáculo, mesmo que algumas vozes medíocres gritem para você que tal decisão ou busca de um sonho é absurdo, é impossível.

Perdas fazem parte da jornada.

É como diz Guilherme Arantes através da música “Vivendo e aprendendo jogar”, “nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.

Assim registra-se na jornada da vida, perde-se e ganha-se, mas o essencial é o aprender o jogo da vida com menos competição e mais cooperação, menos egocentrismo e mais empatia, menos realistas e mais sonhadores, menos poder e mais fazer, menos querer e mais sentir, e assim se vai mergulhando novamente a cada instante, sem se deixar contaminar por modismos, marcas, aparências rotuladas pela mídia e sociedade capital-material-consumista.

Seja a nível pessoal, profissional e social, ai estão as oportunidades de atuarmos como trapezistas nos diversos ambientes dos quais somos atores, queiramos ou não.

Superar obstáculos, avançar nos labirintos e montanhas que a vida nos impõe; são opções.

Podemos ser platéia em outros instantes e aplaudir o espetáculo que toma conta do momento. Podemos sair do confortável posto de espectador e virar ator, mesmo sem convite declarado.

Equilibristas, trapezistas, palhaços, mágicos, ilusionistas e tantos outros papéis são como lições circense para os humanos. E ainda tem alguns animais que nos circos são como referências para muitos incrédulos, pessimistas e negativistas vitais. É uma questão de ver além de.

O caminho

“Ei vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora…” disse Vandré em compassos para nos mostrar quais passos devem fazer parte do caminho.

A cada passo, como uma nota musical, não se nota a pisada para quem de peito aberto e coluna ereta vislumbra em seu olhar o futuro, o sonho buscado ou a meta na qual visualiza com fé, amor e determinação fazer o que era impossível tornar real.

Atores e Cenários

Todos nós queiramos ou não, somos responsáveis por personagens internos e ocultos que alimentam nossa mente nesta viagem que poderemos chamar de “VIDA”.

Alguns optam por papéis mais centrados em si mesmo, outros arriscam serem como que guerreiros ousados no alimentar cenários de alegria e entusiasmo, outros ainda perseguem metas da inovação e criatividade, não se contentando com posturas passivas.

Visualize este espetáculo do qual és também responsável, seja no cenário familiar, ou no profissional e também na sua comunidade. Não se prenda em avaliar os outros, isso é o mais comum e poucas lições nos traz.

Focalize os mais diversos personagens que tens neste vivenciar e busque realizá-los melhor, com mais impacto e é claro buscando a auto-satisfação, pois tal busca não é pecado algum, mas sim essencial para se libertar de papéis que muitas vezes assumimos sem saber o por que.

Agora é com você! Ouse mudanças com equilíbrio, sem querer fazer tudo sozinho, juntos o espetáculo fica melhor e assim descubra potenciais adormecidos.

Use este SOFA!

Sente-se junto a sua criança interior, deixe de lado crenças e paradigmas materiais, dourados e converse com ela projetando caminhos nos quais as setas indicativas brilhem com três luzes invisíveis:

Sim, três luzes que são essenciais: SOnhos, Fé e Amor: S O F A

Esta é a essência da receita e o tempero fica por sua conta.

Sucessos e Felicidades nesta Jornada chamada século 21

PRECE DOS ÍNDIOS SIOUX

Ó Grande Espírito, cuja voz eu escuto nos ventos, e cujo sopro dá vida a todo o mundo, escute-me. Eu venho diante de ti, uma de suas muitas crianças.

Eu sou pequeno e fraco. Eu preciso de sua força e sabedoria.

Permita-me caminhar na beleza e fazer com que meus olhos possam sempre contemplar o vermelho púrpura do pôr-do-sol.

Faça minhas mãos respeitosas das coisas que você criou, e faça meus ouvidos aguçados para escutar sua voz.

Faça-me sábio, para que eu possa saber as coisas que você ensinou ao meu povo, a lição que você escondeu em cada folha e pedra.

Eu busco força, não para ser superior a meus irmãos, mas para poder lutar contra o meu maior inimigo — eu mesmo.

Faça com que eu esteja sempre pronto para ir a seu encontro de mãos limpas e olhos focados, para que, quando a vida desvanecer como um pôr-do-sol, meu espírito possa ir até você sem sentir vergonha.

Tito, psicólogo email fhoo@uol.com.br

Autor do Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”, com mais de 2 milhões e 300 mil mensagens já distribuídas numa calçada de Amparo-SP.

Registro de Direitos Autorais Ministério da Cultura — 2013

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