Alô! Delações

Ok. Que bom que levantou estas questões, pois creio que poderemos ampliar as visões diante deste caos que vivenciamos nesta cidade. E uma forma de promover reflexões, entendo ser através de questionamentos e contraposições, pois a simples bajulação não alimenta a construção de cenários democráticos.
Vamos então para alguns esclarecimentos que me parecem serem baseados com serenidade, na lógica e o máximo de objetividade possível.
1. Meu comentário referindo-me ao convite para a iniciativa de uma denúncia ao MPF foi dirigido à Maria Beatris Moreira Andreatta, pois foi justamente a autora da fala a seguir:
- “O que tem q fazer é denunciar o q acontece aqui ao MPF !”
Então creio ser natural, lógico e coerente, você dirigir a ela esta sua proposta de denúncia ao MPF; pois não foi de minha iniciativa tal comentário inicial.
2. Creio ter falhado a sua lucidez, pois revela não ter considerado corretamente a totalidade de meu comentário dirigido à Maria Beatris Moreira Andreatta.
Veja que em nenhum momento do texto há citação de eventuais OMISSÕES, mas sim declarei, sustento e repito que ninguém revelou interesse ou iniciativa diante da publicação em discussão.
Eis aqui o parágrafo em questão para assim elucidar eventuais distorções.
Cópia do parágrafo: “NENHUM POLÍTICO, LIDER PARTIDÁRIO E NEM MESMO NENHUM JORNALISTA, ninguém revelou interesse ou iniciativa diante da minha ousadia ao publicar tais subsídios.”
Seria leviano de minha parte a rotulação da ‘omissão’ já que nem mesmo fiquei ciente de alguma ação ou interesse prático, consistente, real de qualquer político, liderança ou jornalista.
3. Outro momento que merece maior lucidez trata das declarações generalizadas sobre OMISSÃO, que declaradamente recai sobre você e todos os demais, de iniciativa e autoria da participante Vera Paulo Fantini Filho.
Não fui eu quem disse:
-“ Falar o que. ??? Somos todos omissos”
Diante de tal afirmação de Vera Paulo Fantini Filho, tomei a liberdade de expor meu posicionamento com um comentário objetivo e direto, repudiando tal rótulo, como segue:
- “Generalizações não contribuem em nada e muito menos condiz com a verdade. Não me incluo neste rol que você ‘rotulou’.”
E acrescentei a matéria relativa aos subsídios para convocação/cassação para que a mesma tomasse conhecimento de uma iniciativa pública, responsável, consciente e ponderada.
Então, sugiro-lhe se reportar à participante Vera Paulo Fantini Filho, que justamente é a autora da classificação de “SOMOS TODOS OMISSOS” ao referir-se sobre a sua matéria, pois ficou claro que ela classifica a todos (então você também está incluso), como também si própria como pela GENERALIZAÇÃO DA OMISSÃO.
4. Quanto ao conceito de credibilidade, agradeço tal consideração com sendo verdadeira; porém em nada tal rótulo ajuda no momento. Espero que entenda que temos lideranças que são decisivas e/ou que estão no poder, mas certamente não me ‘retratam’ com a mesma valorização.
Até entendo aqueles que assim não me consideram, alguns até eleitos e outros com cargos indicados, pois certamente temos perfis divergentes quanto á busca da transparência, responsividade e respeito pelo que é público.
Para se ter uma noção da suposta credibilidade que me é dirigida, em matéria publicada no Jornal A Tribuna, fiz uma denúncia sobre abuso de fotos de crianças em 2016.
Para minha surpresa, dias atrás tomei conhecimento através de um participante do Facebook, que a referida matéria havia sido encaminhada ao MP, pelo Conselho Tutelar e que a Promotoria da Infância e Juventude havia rejeitado a mesma.
Simplesmente, como autor da matéria, não fui convocado a prestar nenhuma declaração ou depoimento e nem mesmo recebi nenhuma comunicação oficial sobre eventuais encaminhamentos ao Ministério Público, como também não fui informado oficialmente da decisão da Promotoria.
Assim a tal credibilidade no mínimo colocada sob suspeição, ou falta de consideração para com a autoria e o profissional responsável.
Na mesma linha de racionalidade, questionei recentemente o Pastor Ezequiel, via Facebook sobre o uso das crianças na campanha eleitoral. Lamentavelmente, mais uma vez o silêncio foi a resposta mais competente que o citado vereador me dirigiu.
Tudo isto tem relações com credibilidade ou não, diante das resistências aqui citadas no sentido de debater e esclarecer posicionamentos, opiniões, idéias, sugestões, cobranças, etc.
E vamos então tratar da sugestão de encaminhamento ao MPF.
5. Quanto a ‘fazer’ as denúncias ao Ministério Público, a pergunta é desnecessária pois se tivesse tomado tal iniciativa não estaria aqui sugerindo a uma jornalista fazê-lo o mesmo.
Então releve que não tomei tal iniciativa já que entendo ser pertinente e lógica a abertura de um processo de cassação através da iniciativa legislativa.
É no âmbito da Câmara Municipal que se trata da fiscalização, da apreciação das contas públicas dos administradores e da APURAÇÃO DE INFRRAÇÕES POLITICO-ADMININSTRATIVAS por parte do Prefeito e dos Vereadores.
Isto é, a convocação para o processo de julgamento/cassação de prefeito, neste caso.
Assim, respaldado neste preceito, não optei pela omissão, tomando sim a iniciativa para tanto; porém também sem qualquer sucesso até o momento.
Prova deste registro está explicitado em detalhes na matéria “Discursos ou Discursos” que foi objeto de postagem aqui no Facebook, em especial dirigido ao vereador Gilberto Piassa, conforme incentivo á participação que o mesmo declarou em público.
Na época o vereador Gilberto Piassa somente respondeu que não ‘concordava com alguns aspectos’ de minha manifestação, mas não tomou nenhuma outra iniciativa de meu conhecimento e nem mesmo esclareceu quais itens de sua discordância ou concordância.
Assim a discussão neste aspecto ainda está em aberto.
Para seu conhecimento, a matéria completa pode e deve ser analisada, para tanto segue em link a ser postado.
Mas com referência ao mesmo texto lhe ofereço destaques em especiais quanto aos itens que tratam deste assunto.

Item 11.
“promover de imediato uma auditoria interna (já que defende a louvável promoção da transparência), para que denúncias, críticas e outras manifestações registradas….”
Item 12
“promover junto a população, de forma permanente e intensiva que as funções da vereança não inclui os tradicionais pedidos…”
“d. Função Julgadora: a Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.”
Entendo que ao registrar um documento composto de conteúdo composto de uma argumentação lógica, objetiva e contundente; sugerindo a abertura do processo de julgamento/cassação dos direitos políticos de um prefeito e/ou vereador; TODO E QUALQUER VEREADOR poderia/deveria tomar para si a responsabilidade de analisar, debater, esclarecer e se posicionar.
Mas o silêncio é o veneno que alimenta a memória curta de grande parte dos eleitores. E é justamente disto que muitos políticos se estruturam.
6. Cabe ainda um posicionamento quanto a sua questão, quando no texto original registra:
- “E cidadãos de Amparo reclamando do que acontece em todo lugar, menos de nossa cidade?”
Também neste questionamento, que mais parece uma rotulação generalizada, eu não me enquadro; pois tenho por medida em minhas manifestações priorizar o foco em nossa cidade.
Minhas manifestações vão além do simples aplauso ou vaia, do ‘assino em baixo’ ou encima ou de simples comentários que focalizam a pessoa e não as idéias, opiniões, criticas, etc
Assim, neste perfil exerço dentro de minhas limitações e o faço tanto quanto no aspecto do registro de solicitações de esclarecimentos, questionamentos e/ou críticas fundamentadas com maturidade; MAS TAMBÉM tenho como hábito no exercício da cidadania o registro de casos exemplares que merecem destaques nos mais diversos segmentos, aos quais tenho contatos, vivências ou informações.
Para elucidar este posicionamento diante da nossa comunidade, tomo como referência algumas iniciativas de minha autoria.
Inicio com a publicação recente denominada: “Magalu: A Terceira Margem do Rio”. Esta matéria enaltece a dedicação exemplar e voluntária de um cidadão que é pouco valorizado pelas autoridades e em muitos casos de pleno desconhecimento de grande parte da população. Ao compor esta matéria visualizei a oportunidade de referendar de forma proativa um modelo de cidadania exemplar em prática em nosso meio.
Outra manifestação que compartilho e que não se enquadra na simples rotulação de ‘ficar reclamando’, foi a edição e publicação do vídeo “Artistas Fotógrafos & Fotógrafo Autista”. Já este documento aborda uma proposta de conexão interessante entre o evento “AMPARO EM FOCO” e palestras sobre o Autismo que ocorreram em Amparo. Ambos merecem destaques pelos focos que foram cuidados, em especial á iniciativa do fotografo Reginaldo Leme á frente do “AMPARO EM FOCO”.
E já que citei o evento “AMPARO EM FOCO” me valho da lembrança de outra matéria também recente que propõe uma analogia sobre a imagem e a fotografia.
O texto com o título “A MÁGICA DO TERCEIRO OLHAR” percorre ligações entre a realização do magnífico evento sobre a Fotografia Amparense, a partir de um documentário da artista Annie Leibovitz, ousando vínculos com algumas de minhas vivências e a lamentável ‘atrofia institucional’ do Cine Foto Clube de Amparo.
Mas o mesmo documento revela um registro importante ao enaltecer, com valor uma obra de arte da Prof. Maria Antonieta Natariani na pintura do quadro que reflete o sorveteiro Mauro, para muitos um ser invisível na sociedade.
Estes são somente alguns exemplos de um olhar indiscreto, mas coerente e amplo, diante do cotidiano de um cidadão amparense, que não fica somente no nível das ‘reclamações’ mesquinhas ou triviais, ou por outro lado não é afeito a bajulações muito comuns em nosso meio; mas sim se posiciona tanto quanto possível de forma clara, direta e detalhada.
Também registro outra prova bem distante do simplesmente festival de reclamações que você questionou, com razão, em seu texto e é muito comum entre nossos ‘comentaristas’ na net.
Neste caso destaco o Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”, que tem o seu reconhecimento, sendo que há sete anos é uma marca de compartilhamento público, na distribuição de mensagens, com mais de 2 milhões e 300 mil mensagens já distribuídas gratuita e voluntariamente no centro de nossa cidade.
Claro que até este projeto é foco de alguns questionamentos inadequados, ‘olhares enviesados’, ataques covardes no anonimato e até de suspeitas de auto-promoção política (com já foi indevidamente colocado na net).
Mas o que prevalece é a iniciativa inédita em todo mundo, com reconhecimento do Ministério da Cultura, Direitos Autorais Reservados e principalmente o reconhecimento de milhares de ‘mensageiros’ que curtem cada momento reflexivo com gratidão.
Todos os links das matérias aqui citadas estarão disponíveis a seguir para degustação de todos os interessados em suas analises, comentários e compartilhamentos.
Assim sendo, estimo estar plenamente respondido o seu questionamento com coerência e o devido respeito. Mas o principal desta manifestação é o desejo que tal contribuição sirva para a construção de debates visualizando a transparência, a responsividade e maturidade no exercício da cidadania dos demais leitores e eleitores.
Tito, psicólogo email fhoo@uol.com.br
Autor do Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”, com mais de 2 milhões e 300 mil mensagens já distribuídas numa calçada de Amparo-SP.
Registro de Direitos Autorais Ministério da Cultura — 2013
