Estrelas, Coroas e os AtlanTEENS
As estrelas já estão prontas!

As coroas também já estão lá na espera de serem descobertas!
E os AtlanTEENS serão os convidados para uma nova aventura. A aventura de descobertas ou de ampliações de visões mentais.
Naturalmente já percebi que esta descrição não foi nada clara e também nada objetiva. Mas na realidade trata-se de um ‘quebra-cabeça’ em forma de estrela e que se manipulado com confiança, docilidade, harmonia e crença o mesmo torna-se uma simpática coroa.
Porém, muito mais que isto, a “Estrela-Coroa” é um registro memorial dos participantes de um espetáculo apresentado pela Escola de Dança do Conservatório Integrado denominado: “Atlântida em Movimentos“.
Esta apresentação, um show nos moldes de Hollywood, foi muito maior que o próprio programa ao qual estava inserida. Um espetáculo simplesmente digno do nome: “Atlântida em Movimentos”.
Ao resgatar 10.000 anos da lenda de Atlântida, a responsável, a professora e coreógrafa Lady GeniAL Tolloto trouxe ao palco outros resgates que se misturavam entre danças tradicionais do ballet e até o hip hop; como teve também a ousadia de misturar com extrema criatividade diferentes idades, todos sob alto nível de desempenho e uma inundação de emoções a cada cena.
Justamente por causa de tal evento, do qual fui uma vítima privilegiada da contaminação advinda das ‘chuvas’ dos céus e do palco, que ouso tentar transferir para um móbile de papel colorido um pouco das gratas lembranças que me marcaram: o quebra cabeça “Estrela-Coroa-AtlanTEENS”.
Alguns paradigmas do “Estrela-Coroa AtlanTEENS”
A Estrela
Este conceito está impregnado em nosso subconsciente, pois todos queremos ‘estrelar’ nos palcos da vida. Cada vez mais fica evidente esta busca pelo ‘brilho’ pessoal, e ás vezes torna-se até desumana quando se apropriando da tragédia do outro (exemplo típico nas audiências de jornais dramáticos e policialescos; ou de políticos que abusam do poder e da arrogância ao tratar usuários e eleitores como vassalos e refugiados).
Também ao longo da história humana as estrelas foram importantes para as civilizações, sendo até parte de práticas religiosas. Na astronomia e navegação são elementos essenciais.
Até nos poemas as estrelas são objetos de simbolismo na transferência de idéias, imagens e sentimentos humanos.
O sol é a nossa maior estrela no palco celestial.
Assim estamos rodeados de conceitos vinculados ás estrelas, algumas até nos ‘contando’ histórias ou lendas.
‘Ser uma estrela’ com brilho exponencial neste modo de vida moderno é uma busca até salutar, pois o contrário disto entendo ser doentio: ser alguém sem brilho, sem atratividade, sem encanto, sem significância.
Natural que há que considerar que ‘ser estrela’ a qualquer custo pode ter um custo muito alto e com brilho de curta duração.
Bem diferente é o caso do ato de redigir este texto, que pode ser percebido como uma busca do autor de uma forma de brilho através das palavras e idéias expostas. Claro que autores ao redigirem seus textos, matérias e poemas buscam o brilho da atenção e leitura dos leitores; pois escrever algo para ninguém ler é pretensão algo patológica.
Outra forma de buscar brilho é entrar num palco e dançar. Mas para ‘chamar a atenção’ então se inventa estilos e cenários inovadores que provoquem emoções na platéia. Assim é por exemplo a intensa criatividade do Integrado’s Crew, no qual seus integrantes viram nossas cabeças de ‘pernas pro ar’, provocando os “Uauuuuuu” de emoções.
E assim pode-se concluir para com cada um dos participantes do espetacular “Atlântida em Movimentos” que ousam ensaiar, ensaiar, ensaiar para subir ao palco de dar um show de brilho através dos movimentos corporais, sob luzes que simbolizam as bênçãos dos céus durante a apresentação.
Cara ator, atriz, dançarino/a é uma estrela em formação permanente.
Cada AtlanTEEN tem em seus olhos as luzes das estrelas que carregam dentro de suas mentes e almas.
Cada estrela pode e deve buscar seu brilho, sem que para isto tenha que negar ao outro o seu direito de brilhar também. Natural que haja competições e também que tenhamos os primeiros lugares.
Mas tenho notado que uma grande maioria de pessoas tem optado pelo marasmo, apatia, inutilidade, consumismo imediatista, egocentrismo, falta de competência para valorizar o outro que foi melhor; tudo isto independente de idade, de níveis sócio-econômico e no exercício profissional.
Outra grande massa de adolescentes, em sua maioria, estão buscando brilhos artificiais, materialistas, oportunistas e sem o mínimo interesse ou dedicação para o próprio desenvolvimento interior. Estes são, atualmente, as vítimas de uma droga viciante chamada: celular e internet. São analfabetos funcionais, com repertório verbal empobrecido e fácil massa de manobra de lideranças excusas ou do mercado consumidor.
Por tais cenários é que temos o sucesso dos ‘sertanejos universitários’; os bailes Funks onde a droga e sexo é ritual; as mensagens dos celulares que rondam em torno de cinco ou seis palavras em média no máximo.
“Falô, bicho! Beleza! Tamo jundo nessa!”
A Coroa
Este símbolo da história universal tem sido valorizado como triunfo ou detentor do poder. Assim na antiga Grécia os atletas vencedores eram premiados com as coroas de pequenos ramos de oliveira (mera coincidência com meu sobrenome, que naturalmente almejo destaque como um vencedor em minhas ações).
Ainda na mitologia grega a coroa era um dos símbolos de Apolo, deus da Luz, da Cura, da Poesia, da Música e da Profecia, protetor dos atletas e dos jovens guerreiros.
Outro aspecto interessante é a coroa fazer parte da simbologia da Academia Brasileira de Letras, o que pode nos indicar que devemos escrever e ler mais para tornarmos laureados com a coroa do sucesso como cidadão pleno.
Na apresentação do espetacular show dos integrantes da Escola de Dança do Conservatório Integrado, de Amparo-SP, denominado: “Atlântida em Movimentos“ a coroa pode ser notada na encenação circular em vários momentos da peça musical.
A coroa ou o círculo que também é parte da história de rituais indígenas nos oferece a oportunidade do congraçamento, do compartilhar, do ‘todos por um, em detrimento do egoísmo, da inveja, da desqualificação do poder da coletividade.
Entendo que a coroa é simbologia que vai além do simples ‘coroar’ um vencedor mas sim potencializa a oportunidade do surgimento de novos potenciais ao ter como referência a estrela campeã coroada em algum evento.
Embora estejamos tratando destas temáticas tendo como pano de fundo uma peça musical de intenso valor e expressão, creio que cabe a cada AtlanTEEN refletir sobre estes conceitos que certamente podem ser estendidos para tantos outros de extrema importância para o sucesso dentro dos paradigmas: pessoal-profissional-social.
Lamentavelmente a música, a dança, a leitura, a escrita, o desenho, a escultura, a pintura e tantas outras manifestações artístico-culturais sofrem declarada e pública rejeição por parte de quem detém o poder de realizar.
Lamentável exemplo, neste momento em nosso meio me lembro da morte lenta e gradual de um piano, doado por um grupo de alunos no século passado e agora alvo da saga de um idealista professor, na tentativa de resgatar a sua qualidade através de uma reforma.
Mas há meses a surdez é maior e os gritos do professor são somente ouvidos pelos cupins que corroem o citado piano.
Quantos outros pianos estão sendo corroídos pelos cupins em nosso país?
Assim, mesmo diante de tanto desprezo pela cultura e arte eis que uma utopia se faz representar através da dança, em seus mais diversos estilos: “Atlântida em Movimentos“ que vem a coroar uma lacuna de omissão ou apatia em nosso meio.
Eis que a “Atlântida em Movimentos“ provoca encantos e contamina com um novo vírus: o “AtlanTEENtico” que é símbolo de autêntico, de criatividade, de dedicação; pois chegou até a provocar uma nobre oração diante das inesperadas goteiras.
Esta oração dizia:
“Disse para Deus: Senhor, trabalhei tanto…FIZ UM ESPETÁCULO MAIOR QUE O PRÓPRIO FESTIVAL DE INVERNO”.
Tal qual num círculo vicioso ou de uma coroa invisível Deus atendeu esta prece e o espetáculo brilhou a ponto de enxugar as goteiras, e este brilho é tanto que continua ainda sendo coroado de encantos.
Eis a “Atlântida em Movimentos“ que agora tem uma “Estrela-Coroa AtlanTEENS”, ainda oculta, na espera de ser descoberta, manipulada, movimentada, refletida e entendida como um mantra para a construção de sonhos pessoais e coletivos.
Eis a “Estrela-Coroa AtlanTEENS”, que cada participante terá como posse, mais uma provocação gerada do espetáculo da Escola de Dança do Conservatório Integrado denominado: “Atlântida em Movimentos“.
“Atlântida em movimentos“, um espetáculo maior que o próprio festival, muito maior que o palco que o acolheu, muito maior do que já foi apresentado e escrito; tanto assim que deve e merece ser reapresentado o mais breve possível para que os aplausos lhe devolvam toda a sua grandiosidade.
“Viver é não esperar a tempestade passar…
É aprender como dançar na chuva.” Autoria desconhecida
Este é mais um passo da “Jornada de Um Homem”
22 set 2015
Tito-Francisco Henrique de Oliveira — psicólogo CRP 06.1631–3
fhoo@uol.com.br
PS. Autor do Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ” inédito em todo mundo, com a distribuição de mensagens proativas em uma calçada de Amparo-SP, há sete anos, registrando já 2 MILHÕES e QUATROCENTAS MIL mensagens disponibilizadas gratuita e voluntariamente.
Direitos Autorais registrados no Ministério da Cultura-2013
