“MUSEU VIRTUAL: Análise crítica para reflexões reais”

Diante de uma proposta de criação/formatação de um Museu Virtual parece desejável, para os não especialistas em Museologia como eu, que se deva cuidar de alguns passos ou premissas para que a caminhada, que naturalmente exigirá trabalho, dedicação e esforço das pessoas envolvidas diretamente no projeto resultem em satisfação dos autores, gestores, curadores e do público focado.

Inicialmente, sem dúvida alguma, creio que haverá concordância dos leitores quanto a estarmos, certa forma, ‘vacinados’ para algumas dificuldades já no plano da leitura desta matéria nestes momentos de ‘pré-criação’ da proposta.

Entre estas dificuldades enfrentamos a natural e já costumeira rejeição explícita diante do apontamento de eventuais fatores críticos; pois somos mais preparados e abertos aos elogios e distinções favoráveis ás nossas idéias e ações; e nada preparados para debater os ‘muros’ que são inerentes a um evento como o aqui tratado: a criação do MUSEU VIRTUAL.

Outra dificuldade, antes de ir em frente na tentativa e esboço desta análise crítica, que irá merecer as devidas críticas e apartes; trata-se da primeira dificuldade ou desprazer que temos a enfrentar: o ato da leitura em nosso meio em se tratando da ampliação de visões e pleno entendimento de um assunto ou temática.

Vivemos, todos nós, sob um intenso impacto do imediatismo, da informação ‘curta e direta’, se possível até abreviada em letras que estão passando a representar e substituir palavras ou frases (exemplo simples é o ‘você’ que tornou-se ‘vc’ até em muitos trabalhos universitários. Então a leitura sobre o assunto ‘Museologia Virtual’ tem um forte adversário que é o condicionamento comportamental da não leitura de textos e teses que envolve diretamente a profissão do museólogo.

“Dei uma lida por cima”

Só como ilustração e comprovação passo a descrever sumariamente um contato no qual há dias a trás tive a sensação de estar sendo ‘enganado’ por um conhecido, que ao me encontrar durante uma degustação de água de coco na praça, me disse todo seu entusiasmado:

-“Legal a sua matéria. Continue escrevendo, pois precisamos disto”

E eu questionei sobre qual matéria ele estaria se referindo e o ‘coitado’ ficou engasgado e citou somente o nome do jornal A Tribuna ‘que falava daquela matéria’, mas não tinha a mínima clareza quanto ao tema ou conteúdo. Até que falou algo assim:

- “Sabe eu li por cima, até deixei na minha mesa para ler com mais calma”.

Encerrei o questionamento agradecendo com um convite para tomar também uma água de coco e trocamos de assunto, pois o meu ‘coco’ não estava sintonizado com o ‘coco’ daquele senhorio que somente lê por cima as ‘coisas’ de um jornal. Provavelmente ele havia somente lido o título da publicação ou os parágrafos iniciais.

No passado, coisas de um ‘museu da palavra’, o termo ‘coco’ era muito usado com o significado de cabeça, moleira, crânio ou cuca.

Assim sob o declarado risco de julgamentos e comentários de leitores que têm como habito dar uma ‘lida por cima’ acho melhor voltar a minha ‘cuca’ para o centro do tema central creio ser pertinente mesmo durante este debate ou manifestações de opiniões.

E como preparação para avançar neste terreno árido convido para uma visita neste link que trata de um vídeo de 2011, mas ainda encantador.

The Museum of Me

Então sob tal influência e vivência virtual, nesta linha de pensamento passamos a apontar alguns pontos merecedores clareamento, atenção e cuidados que se referem aos conhecimentos, pesquisas e aprendizagem inerentes á construção, a manutenção e o desenvolvimento do MUSEU VIRTUAL.

Está patente que não é pretensão de ninguém ser o donatário ou os donatários do futuro MUSEU VIRTUAL, pois se assim fosse seria então uma iniciativa privativa e exclusiva de uma pessoa ou grupo, sem a abertura de convites públicos para a participação.

Concordando com tal assertiva então a criação do MUSEU VIRTUAL entendo que teria mais utilidade, abrangência, impacto social e benefícios quanto a fomentos ou futuras parcerias e até com seu próprio fortalecimento e autonomia; se o mesmo fosse gerado/formatado com a explicita vinculação junto a alguma instituição pública, como parte institucional da mesma.

Tomo a liberdade de levantar a hipótese, somente como exemplo e tão somente como ilustração, a hipotética criação de um futuro MUSEU VIRTUAL junto ao Conservatório Integrado, realçando que esta citação está sendo feita aqui sem qualquer consulta ou conhecimento da direção do mesmo; e muito menos tendo ciência da viabilidade para com aquela instituição.

Desta hipótese já se pode vislumbrar diferenças e implicações das mais diversas, seja no plano jurídico, financeiro, operacional e logístico como no caso de uma criação de um Museu Virtual oposta á circunscrita a um grupo de pessoas, mesmo que qualificadas com credibilidade como curadores ou gestores.

A vinculação a uma entidade jurídica parece que dada a sua inserção nos sistemas jurídicos e econômicos gera faces ao favorecer a uma série de buscas para patrocínios, colaboradores espontâneos, suporte financeiro oficial para projetos especiais, entre outras ações.

Outro registro como um ‘virtual’ exemplo, que poderá se tornar concreto é a criação de ‘janelas’ para a participação estudantil, seja do nível médio ou universitário, como estratégia justamente para o engajamento desta clientela nos cenários e ‘viagens’ do futuro Museu Virtual.

Aí já se pode vislumbrar outra vinculação institucional, por exemplo, junto a uma escola pública, sendo que o conselho gestor e de gerenciamento seria um misto de representantes da instituição escolar, representantes dos alunos e parceiros voluntários da comunidade. Esta abrangência já revela novas faces de integração e impacto da instituição MUSEU VIRTUAL junto a sua comunidade e uma possível platéia alvo.

Não se pode desprezar a possibilidade relacionada ás questões dos incentivos fiscais, em especial do Imposto de Renda, que passa a ser viável e possível quando destinados a uma instituição legalmente estabelecida, sem fins lucrativos e com projetos de interesse coletivo.

Então já temos um ponto para discussão, que não cabendo de imediato uma resposta pronta e absoluta dos gestores da ‘idéia’ da construção do MUSEU VIRTUAL, mas buscando tornar claro e concreto a realização do que é definido como museu, conforme declaração na 22ª Assembléia Geral do ICOM (Viena, Áustria, 24/ago/2007):

“Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, estuda, expõe e transmite o patrimônio material e imaterial da humanidade e do seu meio, com fins de estudo, educação e deleite”.

http://archives.icom.museum/hist_def_eng.htm

Assim adentrando em uma seara vasta, sem limites, ainda não devidamente reconhecida quanto aos seus objetos de exposição, nem temporalmente localizada se no passado, com ou sem restrições; se privada ou institucional; mas creio estar claro que deva ser resgatada ‘a memória’ para a valorização do estudo, educação e deleite da população em geral.

Tendo como respaldo a ‘valorização do estudo, a educação e o deleite da população em geral, então há que se definir também os objetivos gerais e específicos deste projeto de impacto sócio-cultural que não deve ter como determinante pontos tais como: cores político-partidárias, prescrições religiosas e delimitações preconceituosas.

O MUSEU VIRTUAL tem que revelar seu perfil quanto ao que se propõe a oferecer e para quem pretende disponibilizar os objetos de sua virtualização. Terá que concretizar a sua operacionalização e para isto há que se pensar antes nos ‘alicerces virtuais’ serem criados também.

O MUSEU VIRTUAL terá como dados e objetos somente os vinculados ao passado histórico da cidade e de seus cidadãos, sendo assim então um arquivo memorial da cidade?

Um cidadão comum poderá deixar sua história pessoal registrada nos arquivos do MUSEU VIRTUAL? E um estudante terá como postar um vídeo ‘contando’ algo relevante?

E as fotos que estão engavetadas nas casas de centenas de cidadãos, poderão fazer parte do arquivo virtual? Como estas e outras questões mais deverão ser respondidas na prática é de natural importância para uma proposta tão nobre e de relevância

Para o incentivo a causa e um aprofundamento sobre questões relativas á temática que aqui estamos refletindo tome-se como referência e valor o explicitado pelo site Invasioni Digitali quanto às práticas de Museus Virtuais:

“Nós acreditamos que a aplicação de novas formas de comunicação e compartilhamento multimídia do patrimônio cultural é uma oportunidade fundamental para impulsionar a transformação das instituições culturais em plataformas abertas para a circulação, troca e produção de valores, capazes de assegurar uma comunicação ativa com o público e a fruição do patrimônio cultural livre de barreiras geográficas onde o compartilhamento e o modelo de acesso aberto serão as melhores fórmulas.” (THE MANIFESTO).

E continua ainda…

“Acreditamos … que todos os atores do sistema de herança cultural devem cooperar para que suas idéias não permaneçam isoladas, mas circulando, porque as idéias podem inspirar outras para melhorá-las e torná-las operacionais. O conhecimento vem da troca de outros conhecimentos. Acreditamos que este intercâmbio não deve limitar-se às fronteiras de um país, mas pode ser, e deva ser internacional.”

fonte http://www.invasionidigitali.it/en/content/manifesto

E avançando agora para um item essencial: os recursos humanos quanto a operacionalização do MUSEU VIRTUAL.

Alguns questionamentos merecem reflexões e respostas objetivas, pois haverão tarefas a serem executadas, das mais diversas complexidades principalmente quanto ás atreladas a internet.

Então ao projetar e planejar a construção do Museu é oportuna e necessária a busca de respostas de quanto/quando/como/quem ficará com a responsabilidade das operações de manutenção, das filtragens do material coletado, da seleção, da formatação e demais operações que creio serem típicas de um evento deste porte?

Claro que não estou aqui exigindo respostas de cada um, que seria um ato de arrogância neste momento, mas sim propondo cada um dos leitores interessados na proposta que questione a si mesmo sobre estas e outras mais relativas á temática.

Também merece ponderamento quanto a responsabilidade e responsividade no que trata da operacionalização e gerenciamento das atividades do MUSEU VIRTUAL, já que terá que ser enfrentada no que refere-se aos desafios não somente operacionais, mas com custos financeiros a serem suportados, desde o pagamento de eventuais operador(es) de informática, despesas com material, equipamentos (pois creio que poderá ser incompatível a operacionalização da proposta a nível residencial ou ‘particular’).

Alguém neste momento poderá estar questionando:

“Mas só apontam problemas e obstáculos?”.

“A adversidade tem o efeito de despertar talentos que em circunstâncias prósperas teriam continuado adormecidos.” Horácio

Claro que ao sairmos da ‘zona de conforto’ na tentativa de se criar algo e de aglutinação pública é natural que desafios, obstáculos, barreiras e problemas devam ser considerados como reais e não somente verbais ou virtuais.

Similar analogia trago quanto a um jogo de futebol. Antes mesmo do time ‘entrar em campo’ todos os fatores de eventuais impedimentos da vitória devem ser elucidados pelo técnico, preparador físico, psicólogo, assistente de campo, operador de logística virtual e jogadores. Em alguns países até equipes de primeira linha as torcidas organizadas são ‘trabalhadas’ antes do jogo tomar conta da realidade.

Tudo começa no imaginário, no ‘virtual’ e com projeções dos mais diversos obstáculos. Entendo que são realidades diferentes e no caso o futebol o item ‘dinheiro’ é de relevância um agravante crucial.

Mas mesmo assim entre um jogo de futebol e a criação do Museu Virtual tem muitas similaridades que poderão ser apontadas.

Mas tem jogos e equipes que vão á falência institucional deixando de serem fortes, consistentes e em evolução. Regridem e até desaparecem, da mesma forma que algumas instituições que outrora eram presentes e de orgulho hoje são meras lembranças, que não revelam mais os esforços, os investimentos, a dedicação de muitos quando da construção delas.

Cito para simples elucidação e fundamentação deste parágrafo o exemplo entre nós que é digno de lamentos, muitas lembranças e também de reflexão sobre sua falência cultural. Refiro-me neste instante ao Cine Foto Club de Amparo, do qual fui sócio e participante, hoje sou mero e distante assistente de suas memórias, principalmente quando olho em suas paredes e me dou conta de uma porta nada convidativa para degustação artístico-cultural.

Em respeito a todos os que se envolveram na fundação e história do Cine Foto Club de Amparo cabe refletir quantos se dedicaram seus ideais, energias e sonhos para as mostras e eventos que tínhamos naqueles ‘tempos da brilhantina’ a partir da iniciativa do então Dr. Nobrega, seu idealizador.

Na história do Cine Foto Club de Amparo, fundado em 1952, tem vinculações de nomes como o fotógrafo de reconhecimento internacional, o Sr. Sérgio Vital Tafner Jorge; o Sr. Edmur Jorge, um dos idealistas fundadores; o Sr. Amilcar Pieroni que refletia em suas fotografias o entusiasmo de quem tratava a imagem como algo sagrado.

Hoje é somente um nome de rua, sim tal como se pode constatar no Parque Rodrigues, sendo que provavelmente a grande parcela dos moradores da rua Amilcar Pieroni nem saibam de suas marcas na história da fotografia, do Cine Foto e de Amparo.

E suas fotos onde estão? E as fotos e demais arquivos do Cine Foto? Quem tem acesso livre e público a todo aquele riquíssimo arquivo do Cine Foto Club?

Em 2014 vislumbrava-se a reativação do Cine Foto Clube no tocante às suas finalidades e no cumprimento de seu estatuto. Pelos registros que até o momento temos conhecimento algumas barreiras de fortes alicerces impediram tal proeza.

O que o Cine Foto Club tem a ver com um futuro MUSEU VIRTUAL?

Creio que tem muito a ver com sérias e profundas reflexões e posturas na busca natural do sucesso, da concretização e dos benefícios sócio-culturais de um empreendimento diante de futuros abnegados que venham a suportá-lo como gestores/curadores.

O jogo de futebol, o Cine Foto e o Museu Virtual entram em sintonia com o campo das adversidades, das dificuldades para alavancar pessoas da zona de conforto, das posturas de exclusão ou negação do contraditório (que é alimento para o debate e desenvolvimento), ao contrário da saudação elogiosa no plano verbal sem a necessária contrapartida da ação real.

O fato de ter tido como conhecimento que se tornou público quando da criação de uma associação que envolveu pessoas, tempo de algumas para análises e formatação tendo como finalidades nobres e meritórias. Mas em poucos meses a mesma foi dissolvida sem maiores explicações ficando como registro na memória de alguns somente.

Estas declarações estão sendo redigidas com objetividade, pois outras experiências entre nós levantam questões semelhantes e pertinentes á criação, funcionamento, gerenciamento e envolvimento de associações, grupos, eventos e envolvendo públicos diversos, direta ou indiretamente.

Tive recentemente um péssimo exemplo, nada gratificante no qual como psicólogo voluntário de uma ONG fui surpreendido pelo encerramento da mesma (de um dia para o outro), deixando sem atividades psico-pedagógicas e outras complementares as crianças que eram atendidas pela entidade. Tudo me pareceu feito ás pressas, sem maiores explicações que chegassem ao meu conhecimento e sem um mínimo de respeito ou registro de gratidão pelas horas e material que dediquei por livre e espontânea vontade.

Por parte das crianças atendidas naquela periferia, tive sim a gratidão e até hoje tenho a satisfação de ao cruzarmos caminhos ouvir com sorriso largos algo como:

- “Guten Tito!”, pois nas ‘entrelinhas’ das minhas atividades ensinava também um pouco da língua alemã justamente para gerar incentivos desafiadores e acalentadores do relacionamento interpessoal.

Então diante destes relatos não estamos tratando aqui de justificativas para deletar ou ‘enterrar’ a proposta da criação do MUSEU VIRTUAL, sendo exatamente o contrário de toda a colocação que ocupou de tempo, dedicação, atenção e até pesquisas sobre experiências similares.

Assim embora tenhamos registro de ‘falências institucionais’ ainda bem que temos em outra ponta um exemplo da persistência e da teimosia diante dos rótulos de loucura, perda de tempo, vagabundice e bobeira que lhe davam.

Não se trata de um exemplar virtual, mas sim real, de mais de 4 décadas de ousadia, de utopia, de romantismo prático de um homem só. Sim um homem só nos oferece com seu desempenho algumas lições para serem transferidas no sonho de tornar real o MUSEU VIRTUAL. Estou declarando como referencial para incentivo á proposta temática e exemplar o modelo real para aqui chamado de ‘virtual’ ao me referir àquele ‘iluminado’ cidadão chamado: Magalu.

Quem leu a matéria “Magalu: a Terceira Margem do Rio” certamente irá concordar com os parâmetros oferecidos por este mestre da ecologia que poderão ser de utilidade e compreensão holística na defesa da construção e gerenciamento do MUSEU VIRTUAL.

Vide link

Nesta mesma sintonia creio poder dar a devida relevância a este registro histórico-ecológico imaginando o MUSEU VIRTUAL com uma sala especial para as fotos, vídeos e os causos dos 40 anos do: “Magalu: a Terceira Margem do Rio”.

Vou mais além ainda, pois posso também visualizar que poderemos ter no mesmo MUSEU VIRTUAL salas ou janelas para o registro de eventos tal como o FESTIVAL DE FOTOGRAFIA DE AMPARO a ser realizado em Amparo de 28/mar a 09/abril.

Este evento de significado e importância para os liames artístico-culturais está sob a batuta do fotógrafo Reginaldo Leme, do qual não tenho conhecimento pessoal, mas é sem dúvida alguma de credibilidade e experiência a ponto de tomar a liberdade de intitulá-lo com valor e destaque como o: ANDARILHO DAS IMAGENS”.

Tal crédito, valor e mérito podem ser imediatamente comprovados e vislumbrados no Facebook em sua página pessoal

Em outra sala do futuro MUSEU VIRTUAL teremos a invasão da turma de Geni Tolloto com suas performances de dança nas mais variadas roupagens musicais. O Conservatório Integrado-Dança tem história e documentação plena de sucesso, de encantamento e digna de respeito. Outras escolas de dança também poderão ter seus espaços ou registros.

Citei a turma da professora Geni Tolloto devido a aproximação e encantamento do qual ainda não esmaeceu devido as gotas mágicas que ficaram como sequelas gratificantes do espetáculo “Atlântida em Movimento”, apresentado há anos atrás no Festival de Inverno de Amparo, sendo que seu impacto e esplendor foi; e ainda o é, muito maior que o próprio festival.

Assim temos modelos exemplares de transformação de sonhos em realidades mesmo convivendo com momentos de caos, preconceitos, ostentação material, personalismo do tipo ‘quero assim e pronto’ ou “eu penso assim o resto não me interessa”.

Diante deste sistema social no qual a competição individual ocupa mais espaço que a cooperação; onde o que é público não tem valor agregado, pois é ‘grátis’ em muitos casos; onde iniciativas individuais são catalogadas de imediato como oportunistas para ‘salivar o ego do autor’, é justamente neste cenário que a proposta do MUSEU VIRTUAL terá que desvencilhar da rede de obstáculos e desafios e quem sabe tornar modelo para novos museus virtuais ou memoriais e assim poderemos ter num futuro o “Memorial do AA Atlético Club”, onde momentos brilhantes e pessoas mesmo que anônimas pudessem reconstituir a história.

Ou teremos quem sabe o “Museu Virtual do Rio Branco EC” no qual eu, particularmente poderia ver ou ler sobre as histórias de meu avô, o “Bastião peludo” que ao atender um pedido de prefeito Raul Fagundes foi fazer num final de semana a terraplanagem do futuro estádio. E onde meu pai, Antenor de Oliveira foi fundador e ativo colaborador enquanto eu estava treinando com o time infantil do Zé Rodrigues.

Mas não posso deixar de estimar a mesma possibilidade do “Memorial Floresta AC” para também o resgate de fatos e cenários dignos de registro.

E a Pinacoteca Municipal poderá ter seu museu virtual?

Não posso nem avançar sobre tal questionamento, pois minha ignorância é declarada quanto até quanto a localização e funcionamento da mesma. Culpa minha? Creio que não!

Mas quem sabe em breve teremos a criação de museus virtuais que virando modismo chegará a invadir de forma entusiasta até o Coriolano e o Liceu para ‘emplacarem’ nesta proposta para vitalizar/digitalizar fotos e fatos com interatividade, criatividade, sensibilidade e até eventos promocionais que ‘derrubem’ muros invisíveis que nos impedem de ver fotos e fatos da história e de profissionais como o mestre entalhador, meu avô: João Batista Facca; ou do mestre no entalhe o Sr. Gumercindo Cunha, o “Boca” que também era mestre no futebol.

Para mera e sucinta ilustração relativa a uma experiência pessoal que vivencio na prática de quase sete anos, envolvendo ações reais expostas a público e ações virtuais compartilhadas na internet via blogs, sites, fóruns, Twitter e Facebook (ainda em processo de construção) descrevo alguns números do Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”.

A página deste projeto no Facebook somente nestes últimos 10 dias reflete um alcance que ainda merece análise.

Tenho registrado oficial do provedor de acessos em diversos países tais como: USA, México, Chile, Espanha, Filipinas, Tunísia, Turquia além, é claro, do Brasil. Renovo o lembrete do processo em construção mesmo ainda não tendo enriquecido com postagens de fotos, casos marcantes do projeto, vídeos e algumas matérias, de minha autoria, que aguardo a liberação da exclusividade que cedi para outras fontes da net.

Então se nota resultados que considero com respeito diante da simples iniciativa caipira, recente ainda e em desenvolvimento e construção, que se torna forte ferramenta transmissora de informações focadas nos comportamentos intra e interpessoais.

Há que se considerar também que neste caso trata-se de uma área específica da psicologia; ‘usando’ dos recursos dos gratuitos Facebook com resultados que são gratificantes diante dos objetivos e finalidades expressas na página “Projeto UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”.

Na prática real, que é o outro lado da moeda deste projeto, registra com sobras de valorização e histórias expressiva de credibilidade a marca de mais de 2 milhões e 200 mil mensagens já distribuídas. Esta marca e a experiência observada/absorvida como feedback dos ‘mensageiros’ gerou uma metodologia comportamental passível de implantação em qualquer cenário humano.

O reconhecimento e registro no Ministério da Cultura desde 2013 oferecem também valores de crédito ao projeto “Projeto UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”.

Mas e o MUSEU VIRTUAL o que tem a ver com isto?

Se esta pergunta ocorreu neste momento, lamento não responder por pura falta de competência em argumentar e fundamentar com mais capacidade de esclarecimentos quanto aos cuidados e premissas vinculadas ás iniciativas que envolvam a coletividade. Estimo que entenda que também tenho as minhas limitações.

Ao finalizar, mesmo não tendo nenhuma formação em Museologia, na condição de simples e curioso usuário da net, integrante de alguns fóruns e sites, convido neste momento para uma visita ao MUSEU DA PESSOA que é classificado como MUSEU VIRTUAL ORIGINAL DIGITAL conforme link a seguir:

Com esta visita ao MUSEU DA PESSOA, do qual sou simples colaborador participante aguardo com total liberdade de explanação e eventuais complementações que entendo serem viáveis para defender a causa proposta: MUSEU VIRTUAL.

Amparo, 11 março 2017

Tito, psicólogo CRP 06–1631–3 email fhoo!uol.com.b

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