O ASSUM PRETO E A EXCELÊNCIA

Imagem e ação contaminam a todos nós. Da caipirice paulista que me contamina até a profunda afetividade ligada aos ares juazeirenses, a canção de Luiz Gonzaga serve neste momento para um momento de imaginação. Imagem+ação, sim!

Sob a análise da psicologia organizacional vemos como rotina, costume ou até padrão aceito sem justificativas racionais plausíveis, diversos jeitos humanos de viver. Me refiro a um conjunto de comportamentos de colaboradores e mesmo dirigentes, que lembram o padrão “Assum Preto”: pessoas que vivem soltas, mas não descobriram o poder de ‘avuá’.

Desde garoto de calças curtas adorava ouvir a linda canção de Gonzagão e Teixeira, mas me aproprio da mesma para uma breve análise sobre repertórios comportamentais nas organizações. Um deles é a cegueira presente no dia-a-dia e as falas feitas cantos de dor (aqui entendida como: reclamações generalizadas, passividade, preguiça mental, fofocas, inveja, deturpações, etc..etc).

Tem profissionais que ainda revelam perfil comportamental equivalente ao ‘faz de conta’, outros já adotam a postura da “lei de Gerson” querendo levar vantagem em tudo; outros mais são como pacientes e indolentes ‘bichos preguiças’, temos também os ‘donos do saber’ agindo como que arrogantes doutores de verdades diante de tudo. Como diz Luiz Gonzaga, estas reações tenham como justificativa o paradigma: ‘tarvez por ignorança’.

Assim, por ignorarmos outras realidades, novos potenciais e situações, vamos imaginando e construindo realidades como se fossem reais e finais. Aí se instala ao que chamamos de ‘cegueira de Assum Preto’ ao nível de comportamentos, tanto pessoal, grupal e na organização como um todo.

Como exemplo, interessante observar a ‘cegueira” do serviço público chamado “Educação”. No passado as escolas públicas eram qualificadas como exemplares, com conceitos de alto valor, tanto para alunos, familiares e professores. Já as particulares eram percebidas como instituições para alunos problemáticos e suas imagens eram negativas. Hoje, tudo está totalmente invertido.

Aqui, a ‘cegueira’ governamental instalada há décadas não conseguiu reverter tal quadro que é dramático, mesmo com tantos recursos disponíveis (legais, financeiros, estruturais, funcionais e outros mais). Mas isto só acontece nos serviços públicos, como na educação, saúde, administração?. Claro que não! Vejamos o atendimento oferecido aos consumidores de lojas, bancos e outros serviços.

Tanto na famosa rua São Pedro, do centro comercial juazeirense, como na rua Santa Efigênia, bem no centro de São Paulo, os santos parecem não ajudarem muito no padrão dos atendentes. Muitos tratam o consumidor algo como adversário, inimigo, intruso ou um pacote; tamanha a aberração que frequentemente registramos.

Nas empresas o mesmo acontece com estilos de gerenciamento ainda baseados no padrão do medo, das ameaças, do poder de quem manda, do autoritarismo funcional, do status do cargo.

Para muitos gerentes é ‘mió furá os zoió do subordinado, para não enxergá mió’.

Na outra ponta temos colaboradores que também ‘ por ignorança’ optam por ficarem ‘ciscando’ ao invés de tentarem vôos mais altos, inicialmente a nível intrapessoal. Imaginar mudanças pode ser um primeiro passo, mas a palavra ‘imaginação’ já oferece outra dica importante: ‘a ação’.

Então, tal qual um Assum Preto, se houver a prática do paradigma imagem+ação, mesmo ‘cégo dos óio’, todos nós, podemos descobrir potenciais congelados e ‘cantá mió’ diante da busca desejável da excelência em nossos serviços, produtos, atendimentos, aprendizagem, comunicação, política, nas atividades esportivas; enfim no modo de viver plena e satisfatoriamente; pois tudo ‘tudo em vorta é só beleza’ se você ‘arriscá avuá’.

Tito, psicólogo CRP 06–1631–3 email fhoo@uol.com.br

Autor do Projeto “UMA MENSAGEM PRA VOCÊ”, inédito em todo mundo, registro ao Ministério da Cultura (2013) e Direitos Autorais Reservados. Registro de mais de 2 MILHÕES E 200 MIL MENSAGENS, distribuídas gratuitamente numa calçada de Amparo-SP desde 23/dez/2010, sem vínculos comerciais, institucionais, partidários e/ou religiosos.

Diversas reportagens e documentários comprovam este histórico, além de como premiações como: Troféu da Paz-Divaldo Franco & Ypê, Mãe Símbolo 2011, Documentário Fundação São Pedro, destaque Rádio Bandeirantes-SP “Você é Curioso”.

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