DECISÕES

Vida… por que me torturas tanto?
Será que eu nasci em um momento errado, na hora errada e em eras erradas?
Vida… por que me transformas em um monstro?
Eu tenho que seguir sempre machucando as pessoas internamente?
Vida… por que eu nasci?
Será que vai ser minha eterna sina nascer sozinho, crescer sozinho, viver sozinho… e morrer sozinho?
Vida… o que é o amor?
Tudo neste mundo tem que ser regido apenas de prazer? Aonde ficam os sentimentos? Aonde está o amor?
O amor próprio te fortalece o bastante para não precisar de alguém, a não ser você mesmo?
Por que tudo conspira contra a minha felicidade? Será que a felicidade está na solidão?
Por que o amor dói? Para vivermos de amargura e encher-se de ódio? Para desprezarmos quem nos feriu um dia?
Por que devemos seguir em frente sem nem olhar para trás? As experiências ruins são tão péssimas, a ponto de sentir vergonha da humilhação?
Por que eu não consigo arrancar o que ainda me resta de bom e eu não me transformo em mais um homem comum, onde só se alimentem de sexo e nem queira ter um relacionamento, um namoro, um casamento ou filhos? Será que as crianças são tão detestáveis, a ponto de fazermos lembrar de si mesmos e perceber que já fomos crianças um dia?
Amor… ódio… são duas faces do mesmo destino: VIDA.
Essas decisões estão custando muito caro: viver sozinho, sem amor, sem companhia, mesmo que esteja rodeado de amigos, ainda sente sozinho.
Essa vida não é recomendado para ninguém. Nem mesmo para mim.