Belzebong é atração principal em festival de stoner doom metal

Primeira vez da banda será no recém-criado Doom Nation Fest 2017, uma parceria com a produtora homônima e o selo Abraxas

Por Bell Magalhães

Em um passado não muito distante, as produtoras Abraxas e Doom Nation decidiram abençoar todos os amantes de stoner, doom e sludge com uma parceria e criar o festival de música itinerante, a Doom Nation Fest. A primeira edição será nos dias 29, no Feeling Music Bar, de São Paulo, e 30, no La Esquina, aqui no Rio. E no comando o festival, os poloneses do Belzebong também estreiam em terras tupiniquins.

O quarteto, considerado uma das bandas mais carregadas de lodo do inferno na cena da Europa, chega à terra brasilis trazendo os mais recentes álbuns: Sonic Scapes & Weedy Grooves (2011) e Greenferno (2015). E deles, a fanbase não espera nada menos do que muito fuzz e viagens lisérgicas guiadas pelo riffs das guitarras de Cheese Dude e Alky Dude. Mas as notícias boas não param. 
Quem abrirá o evento para o Belzebong nas duas cidades será a banda Ruínas de Sade, de heavy doom psicodélico e letras em português, de Brusque, em Santa Catarina. Para cada dia, as produtoras convocaram bandas representantes de cada cena local. Em São Paulo, a paulista Saturndust marca presença e divulgará o álbum RLC, lançado recentemente pela Abraxas. Já no Rio de Janeiro, a Baphomaster, com influências do metal carregado dos anos 70 e 80 e característico sludge New-Orleanesco.
Mesmo com pouco tempo de estrada, a Doom Nation já assinou nove produções. Nascida e criada na terra da garoa, hoje a produtora é itinerante, assim como a parceira Abraxas. A um final de semana de distância do show, o Toca a Cena entrevistou Lorraine Scarabelo, uma das produtoras da Doom Nation. Ela contou um pouco de como foi montado todo o esquema para que os poloneses do Belzebong pudessem tocar aqui, no amado BR.

Como que surgiu a ideia de chamar o Belzebong para o Doom Nation Fest? Já era um desejo antigo de vocês? 
Lorraine Scarabel: Belzebong é uma das preferidas e mais esperadas por todos nós, ainda mais depois da “quase tour” ano passado. Na verdade, isso tudo foi arquitetado pela parceira Abraxas, que trouxe os caras e fez o convite para a gente produzir os eventos de SP de RJ. Para nós é uma honra inenarrável sermos escolhidos para dar o nome e produzir um Fest foda assim com apenas 1 ano de idade. É uma responsabilidade que adoramos receber.

A Doom Nation está completando um ano de atividade. Como foi a transição de sair de um festival local, que atuava somente em São Paulo, para um evento itinerante? 
Lorraine: Tornar-se itinerante foi a melhor decisão para a DN, para o crescimento, ganho de experiência e principalmente conseguir alcançar públicos, amigos e bandas que talvez jamais rolaria se não fosse por intermédio da festa. A transição só aconteceu devido a muitos amigos que pegaram no pé para gente sair da zona de conforto e ir nos aventurar em terras desconhecidas. E mais uma vez só tenho a agradecer pela motivação! (risos)

Já que somos um veículo voltado para bandas independentes, não poderia deixar de perguntar. Qual a importância de organizar eventos que apoiam bandas e artistas desse meio? 
Lorraine: O que seria de uma banda sem um palco para se apresentar? Se a gente não apoiar essas bandas, nós por nós, quem vai movimentar essa cena? Prezo essa movimentação de bandas independentes de vários gêneros, o do It yourself. É muito gratificante ver a banda ali dando o seu melhor no palco, e a galera vibrando, não tem preço não. Todo mundo vai feliz para casa, e eu, realizada por fazer parte disso.

Belzebong sem dúvida é uma banda de peso tanto no doom metal quanto para o festival, mas a gente gosta de um spoiler. Planejam chamar alguma outra banda internacional do mesmo naipe para um próximo Doom Nation Fest? 
Lorraine: Olha, adoraria dizer que vamos trazer Windhand, Monolord e Yob, mas infelizmente estamos a um longo caminho disso. Mas quem sabe não fazemos mais uma parceria internacional com Abraxas? Nada é impossível para nós.

E para finalizar: O que você espera desses dois dias de muita lisergia? 
Lorraine: Ah, o tradicional, né? Chapar, curtir som pesado e arrastado em demasia, e tentar sobreviver​ no dia seguinte para poder espalhar a palavra, né? (risos).

GARANTA O INGRESSO EM:
São Paulo
29 de julho, às 18h 
Local: Feeling Music Bar — Rua Domingos de Morais, 1739, Vila Mariana
Ingresso: R$ 50 (promocional, sem taxa de conveniência) pela internet e R$ 70 no local.
Pontos de venda:
- Yoga Punx, na Rua Doutor Cândido Espinheira, 156, Perdizes / (11) 94314–7955
- Volcom, na Rua Augusta, 2490 (apenas em dinheiro) / (11) 3082–0213
- Loja 255 na Galeria do Rock, na Avenida São João, 439 — República / (11) 3361–6951
- Ratus Skate Shop, na Rua Doná Elisa Fláquer, 286, Centro, em Santo André / (11) 4990–5163

Rio de Janeiro
30 de julho, às 18h
Local: La Esquina — Avenida Mem de Sá, 61, Lapa
Ingresso: R$ 40 (promocional, sem taxa de conveniência) pela internet; R$ 60 no local. 
Pontos de venda:
- Rocksession, na Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 — subsolo, na Tijuca / 3168–4934
- Tropicália Discos, na Praça Olavo Bilac, 28 — Sala 207, no Centro
2224–9215
- Hocus Pocus DNA (apenas em dinheiro), na Rua 19 de fevereiro, 186, em Botafogo / 3452–3377