não sou foda
desculpa

Lembro que uma pessoa muito importante me fez uma vez, no fim de 2012, a pergunta:
Você prefere saber tudo sobre uma só coisa ou saber pouco sobre tudo?
Na época eu já era um grande fã de perguntas. Não pelas respostas, mas pelas perguntas mesmo. O que pensa uma pessoa antes de formular uma questão que pode fazer você também se perguntar inúmeras outras coisas?
Algumas pessoas com as quais pouco convivi — professores, líderes, colegas de trabalho, etc — sempre diziam que eu era muito inteligente, talvez até acima da média, e que eu poderia alcançar grandes coisas se soubesse trabalhar essa inteligência. Um professor de matemática certa vez falou à minha mãe que “o Matheus tem um grande potencial, mas é muito preguiçoso. Se ele souber ser mais forte que a preguiça, ele vai se dar muito bem.”
Não superei a preguiça naquela época, e talvez hoje em dia eu ainda seja um escravo desta falta de vontade de fazer. Por isso, ao mesmo tempo em que escrevo, também tento recuperar o tempo que perdi nos últimos quatro anos, desde quando tive de sair da escola para começar a trabalhar.
Não fiz faculdade, não fiz nenhum desses cursos legais, não estudei programação e nem design, nem jornalismo e nem letras. Não tem lugar pra um Matheus sem diploma lá fora. A menos que o Matheus queira ser panfleteiro ou chapeiro. Não é indigno, mas quero usar a cabeça.
À época, respondi que era importante saber muito de uma coisa, mas que era melhor saber um pouco sobre tudo. Eu estava muito errado.
