Rodrigo Hilbert é mesmo um sonho

Está cada dia mais difícil para o homem comum competir com Rodrigo Hilbert. O cara é famoso, gato, rico, cuida das crianças, faz crochê, bom marido, caça a própria comida e cozinha, constrói uma casa da árvore para os filhos, enfim. Todo mundo quer ser a Fernanda Lima, não importa se você é homem ou mulher, apenas para ter o prazer se ser tocado por esse “homão da porra”.
Aliás, esse é um título que ele rejeita. Pois o humilde galã diz que não faz mais do que sua obrigação. Ele é o filho que toda mãe queria, o genro ideal, o marido perfeito. Ou você o inveja, ou o admira. Ele é o homem dos seus sonhos.
(para trilha sonora, clique aqui)
Você mora numa casa afastada da cidade. São quatro horas da tarde e o dia é quente, céu aberto. A luz do sol, iluminando os móveis rústicos feitos à mão por ele, preenche o ambiente acompanhada de uma música suave. Pela janela é possível ver as hortaliças organizadas num canteiro, e o cheiro da hortelã e do alecrim invadem a sala de casa. De repente um par de olhos azuis entra sorrindo pela porta da cozinha, acompanhado de uma criança saltitante.
— Mamãe, mamãe! O papai brigou com o javali! — e, só então, você percebe o peso morto que ele traz sobre os ombros, os arranhões no rosto e a camiseta rasgada. Que susto. Aquilo parece ter sido muito perigoso.
— Não foi nada — diz Rodrigo, num sorriso suado, ao ver a sua cara de espanto.
Claro que foi. Ele era um herói. Você nem sabia que tinha Javalis nessa região. Mas você já não tem certeza do que sabe. Sabe apenas que ele está vivo e seu filho está bem.
Com um baque, ele joga o animal morto sobre a mesa da cozinha. Puxa um facão e começa a retirar o couro com cuidado, para que possa ser apropriadamente curtido mais tarde. Completamente embasbacada, você assiste a cena e, não sabe porquê, mas sente um calor invadir o seu corpo. Quando termina a tarefa, ele estende a pele no parapeito da janela. Volta novamente ao suíno sobre a mesa, suspira, levanta agora um cutelo, olha para você e diz enquanto se prepara para cortar um pernil:
— Amor, traz o sal e a pimenta pra mim.
Se deu uma risadinha, compartilhe esse texto e também clique no coração verde. E para ter certeza de que nada disso é ficção, assista o vídeo abaixo:
