Que toda ansiedade vire mais…

Resumo: eu adoro reclamar de quem reclama. E se mimimi trocado não faz ninguém chorar, bora conversar sobre quanto a ansiedade do torcedor que fica online muda pouco a vida prática do trétis. Sofra comigo:

O atleticano tem vivido dias de ansiedade.

Da campanha surpreendente de 2013, passando pelo “time de sub” em 2014, para um começo de montagem de elenco em 2015 que, em 2017, ainda não acabou, passando por alguns treineiros, pela construção de uma filosofia de jogo, um estádio pronto [porém, inacabado] e um sem número de discussões e sexos dos anjos com partidas, mandos de jogo, cores de cadeiras, confrontos politicos e entre grupos de torcida, 90 minutos fora as dores e alegrias das partidas de futebol…

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… somados à explosão das ferramentas sociais online que aglutinam pessoas com interesses em comum, criando bolhas [explosivas] de assuntos e temas, temos um torcedor médio, online, que adora passar um nervouser

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… movido pelas páginas e perfis de torcedores que utilizam o atlético como um meio de auto-promoção e de capitalização, pelo modelo padrão da imprensa de criação de matérias caça-clique, com titulos de curiosidade exemplar mas recheios de escrita duvidosa e/ou propositadamente rasa ou dúbia, para gerar a constante busca por outras matérias, estes rubro-negros queimam seu tempo livre ou procrastinam loucamente nas redes sociais, alimentando uma espiral negativa de discursos e posturas que, além de serem levadas para o resto do dia a dia [alimentando uma vida meio complicada], são levadas lá pra cinza e concretosa baixada, aumentando o número de pessoas que pagam caro para despejar toda a frustração de dias sem propósito nas centenas de pessoas que estão trabalhando do campo pra dentro, especialmente nos 22 que correm atrás da pelota.

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E tudo isso, pelo que mesmo? Pra cumprir um papel social diante das outras pessoas? Pra dizer que é mais bonito ou mais legal que o outro? Ou uma reação automática a “tudo que está ai, e já que é assim, sigamos o fluxo”?

Some toda a geração que viu o atlético empilhando taça e está envelhecendo [sou dela], começando com o discursinho raso [e tosco] de “que no meu tempo é que era bom”, com a galerinha que só sabe de CAP já com arena encadeirada, em 2/3, e meio vazia, que só tem patrimonio pra se orgulhar, e tá feito o mimimi exageradissimo.

Por que, na vida prática do trétis, cada dia e horas discutindo onde o jogo mais importante dos ultimos anos vai ser, a cor das cadeiras, se o atacante titular não senta no banco ainda e sempre quem está de fora é melhor [se fosse mesmo, não estaria jogando?], resolve o quê? High five aqui se vc respondeu nada.

Trocar opiniões, entender como outros torcedores pensam, conversar sobre uma paixão em comum, não tem absolutamente nada de errado.

Mas será mesmo que toda conversa precisa virar discussão, que todo atleticano é dono de uma verdade, e que a opinião contrária, se não for desmontada na ofensa, vai ser desmontada na zoeira, é um jeito ok pra preencher tempo livre? Ou o amargor das outras coisas da vida é que tem feito você usar demais a internet e as redes sociais pra fugir de algumas “verdades incovenientes” que acabamos lidando no cotidiano, para aprender com tudo isso e depois partir pra próxima?

Noutras palavras: será mesmo que vale todo o gasto de energia que se usa discutindo alguns sexos dos anjos, quando a última coisa que se tem visto na arquibancada é uma torcida que de fato joga junto, ao invés de ficar cagando regra pra como a organizada deveria torcer, cantar e festejar? Será que vale toda tentativa de ofender ou de desmerecer a opinião do outro, quando falta somar ideias para passar mais tempo sofrendo pra valer com o jogo [e jogando junto] e menos tentando a selfie perfeita no instagram e demais redes? Será que vale todo um discurso amargo e azedo de que antes tudo era melhor, quando na verdade você também mudou, e só passou a reclamar de outras coisas [pois já reclamava das coisas que não aconteciam naquela época, e agora acontecem]?

vale não, amiguinho. | https://giphy.com/search/anxiety

Será que vale toda a construção de “semi idolatria” que está sendo dada a torcedores e profissionais de conteúdo [a ponto de mentiras ganharem mais peso que as versões factuais de alguns casos entre profissionais e assuntos do clube], em detrimento de consumir de uma maneira positiva a paixão pelo clube que escolheu para viver? Será que vale [apenas] todo o mimimi na internet, quando mensagens criativas e/ou antagônicas do estádio pra dentro [ou em forma de campanha nas mesmas redes sociais] podem alcançar uma mudança de pensamento [ou um posicionamento menos cinzento], internamente, no clube?

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Não tem jeito certo ou errado pra torcer, viver, etc etc. Mas que, na minha singela [e longe-de-cagar-regra, é apenas mais uma conversa, fique à vontade para questionar / retrucar!] opinião, a ansiedade é disparado o pior jeito de aproveitar a paixão pelo esporte, por um clube, por um 11 que se reveza nos jogos, ahh é.