
A aventura de viver e ser feliz com o que se tem nas mãos.
Como você encara seus desafios?
Como escrever sobre mim sem contar sobre minhas experiências? Sim, é claro que não tem como fazer isso, pelo menos eu vejo dessa forma. Nossas experiências de fato nos determinam, nos moldam, nos transforma em algo.
No início eu era um jovem sem muito futuro (futuro que ainda luto) com pequenas expectativas, em um mundo pequeno, de pequenos pensamentos e pequenos atos. Com poucas oportunidades e destinado a um caminho totalmente averso ao atual. Sempre fui muito dedicado a aprender coisas novas, o novo sempre foi (e é) o que mais me interessa.
Mas quando buscamos coisas demais e sem controle, podemos perder o foco, ou desperdiçamos nosso tempo com coisas fúteis. E isso é um grande problema.
Quando eu era criança li um livro que contava uma história, e essa história começava pelo final e se desenvolvia até terminar no começo. E seu enredo era completamente o inverso dos contos de fadas mais comuns, e começava com um tenebroso “e eles foram infelizes para sempre”. Confuso, não? No começo eu também achei, mas minha história tem algo de semelhante com isso.
Geralmente quando converso com jovens que na luta pela vida, assim como eu, ainda se esforça pelo tão sonhado “canudo da Universidade”. Escuto os mais comuns dos relatos, com frases do tipo “eu não tenho tempo pra nada”, “é tudo muito difícil” e “quase não durmo”. Hora, eu realmente entendo que a vida de muitos é complicada, cada um com seus problemas, sentimentos e contratempos. No entanto, se realizássemos uma pesquisa sobre como um jovem ver a vida “perfeita”, acredito que teríamos como resultado, frases como: “quero fazer tudo o que gosto”, “gostaria de ajudar as pessoas”, “queria uma vida sem mágoas” etc. No fim das contas, seria uma pesquisa com resultados semelhantes a tudo o que pensamos no íntimo para nós mesmos.
Agora se no mesmo sentido, realizássemos a mesma pesquisa adicionando alguns itens como: filhos, uma esposa, clientes, projetos, vida social, universidade, família… ou seja, adicionando alguns itens. E, perguntássemos como seria a melhor forma de viver tendo tudo isso. Eu responderia que tudo isso é o que faz parte da melhor forma de viver. Mas, você deve imaginar que isso faz parte da vida comum, mas não imagina que a ordem na qual eles surgem na sua vida seja o inverso do que eu chamo de “comum”.
Hora, parece confuso, mas eu diria que quando os desafios são grandes demais aos nossos olhos, certamente pensamos negativo sobre eles. Na minha aventura, o que primeiro surgiu para completar minha vida foi minha amada esposa, que do seu jeito, me ensinou muitas coisas, e ainda ensina. Ela é a responsável pelo meu sucesso (nunca pelo fracasso, porque o fracasso são consequências de minhas escolhas), assim como tudo que consequentemente surgiu em minha vida.
No dia que me matriculei na universidade, o desafio que se iniciou não era só o comum, pois no mesmo dia, fiquei sabendo que minha esposa (naquele momento, namorada) estava grávida do Levih. Logo o meu desafio se multiplicou, afinal todo o resto (trabalho principalmente) estava por vir, querendo eu ou não. Os demais produtos da minha jornada ainda estão surgindo, e tenho ciência que aparecerão muitos mais.
Hoje, minha “singela” e adorável jornada conta com muitas responsabilidades, algumas jamais teria enfrentado por livre e espontânea vontade, a essas , devo a minha esposa a persistência e por acreditar que em mim, existia a força para superar todas as dificuldades e vencer todos os desafios. As demais, eu mesmo escolhi. Me lembro como hoje, dos “tapas” que levei em longas e desnecessárias conversas, onde minha esposa, tentava me empurar goela abaixo inúmeras verdades. Chamo de desnecessárias, pois era algo simples, mas para mim, naquele momento, impossíveis de se compreender.
Não posso afirmar que sou diferente, mas posso de certeza mostrar com minha própria vida que os desafios são feitos para serem enfrentados. E que a vida não para de nos bater, e é claro, tudo depende de quanto podemos suportar e aprendemos a lidar com isso. Por isso, aos jovens que afirmam não ter tempo para nada, eu vos digo: O tempo é uma dádiva; a vida é uma grande luta; a felicidade é um momento que vale por si só, e esse momentoé o devemos buscar de fato; Ou aprendemos a lidar com os desafios e a pressão, ou eles nos dobram.
Eu entendo que você não tenha tanto tempo quanto gostaria, mas me diga se você já parou pra pensar o quanto de tempo você dedica ao que é fútil, ou, o quanto de tempo você não dedica ao que de fato lhe faz aprender como lidar com a vida e seus desafios…