Muitas vezes, diante dos obstáculos diários que, à vida coloca-se, inspiramos fundo e num ato tão intenso como um abraço apertado cheio de saudade, o ente amado fazendo-nos pulsar todo o corpo, o sangue correndo mais e mais rápido, sentido-se como se o sol estivesse assentado sob nossas cabeças, perseguimos um foco à frente, atrás, ao lado. Então, percebemos uma barreira.

Embora ele possa perceptivelmente ser físico, táctil, palatável, o obstáculo não é algo ou alguém esbarrado, algum tropeço ou queda e, sim, o impacto gerado por esses sucessivos pequenos fracassos de “normalidade” civilizatória, encerrando-nos em nossas bolhas, claustrofobicamente seguras…

Tiago Padilha

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