Constelações
Se você ligar todas as pintinhas que tenho pelo meu corpo, provavelmente vai conseguir montar constelações inteiras pela minha pele.
Talvez não seja uma coincidência, já que dentro de mim eu sinto o infinito e o universo mais bonito que já senti.
Talvez o meu corpo entenda que desde sempre a ursa maior não era nada perto de todas as constelações que eu carrego no peito, e a melhor forma de mostrar isso para todo mundo, foi colocando diversos pontos pela imensidão de carne que me protege.
Se quando você olha no fundo dos meus olhos, consegue ver explosões, com certeza são todos os sóis que eu carrego, de todas as estrelas que continuam morrendo e nascendo e com elas os planetas que eu consigo habitar com as coisas que aprendo no meu dia a dia.
Talvez seja o amor que eu sinto por todas as coisas vivas, talvez seja uma forma de mostrar que meu universo pode sim preencher todo meu peito, onde eu não espero nunca alguém que me explore, mas sim alguém que me admire e dê nome para toda rede de coisas que eu sinto. Nomes que provavelmente eu mesma não saberia pronunciar.
Hoje, finalmente, eu tenho constelações que criariam mapas astrais bonitos demais para só guardar para mim. E consiga de alguma forma, convidar os astronautas que me rodeiam a explorar e usar telescópios para chegar ao meu coração.
Eu sou infinito dentro de mim, e finalmente quando as sardinhas do meu rosto se apertam em um sorriso sincero, eu posso dizer que é sim um convite para que você possa me explorar, descobrir e sentir o calor de todos os meus sóis. Meus planetas. Minhas constelações. Minha alma.
