Foto: Reprodução Facebook

Barbarella Bakery: estilo retrô e empoderamento feminino

Localizada no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, espaço homenageia uma das primeiras heroínas das HQs

Por: Ellen Renner

Quando eu entrei pela primeira vez no feed das redes sociais do Barbarella Bakery logo pensei: “eu preciso conhecer esse lugar”. Garanto que se você acessar terá uma reação semelhante.

Mas a grande questão era saber o porque de uma padaria ter como nome e referência uma personagem de HQ: a sensual e viajante espacial Barbarella.

Poder feminino 💪👩

Para quem não conhece — assim como eu não conhecia — , a Barbarella é uma personagem de uma série de histórias em quadrinhos, criada em 1962, pelo ilustrador e escritor francês Jean-Claude Forest.

Interpretada no cinema pela atriz Jane Fonda, em 1968, a personagem é uma aventureira espacial do século XL. Suas histórias contém um misto de erotismo com ficção científica e foi fonte de inspiração para novas heroínas francesas.

Por utilizar sua sensualidade para derrotar seus oponentes, a Barbarella tornou-se ícone do movimento feminista dos anos 1960.

Cenas dos quadrinhos fazem parte da decoração no segundo andar do espaço. Fotos: Ellen Renner

Dos quadrinhos ao Moinhos de Vento

Da fachada na rua é possível perceber que o local não é uma padaria comum. Com decoração retrô, as paredes, ao invés de receberem tintas em tons pastéis, como estamos acostumados a ver, receberam como cor o universo. Sim, uma galáxia nas paredes. Em uma delas a Barbarella é representada em uma pintura que deixa claro o poder da personagem.

No segundo andar cenas de alguns quadrinhos preenchem as paredes. Até mesmo a identificação do banheiro ganhou uma arte especial.

Sob comando da engenheira de alimentos por profissão e padeira por paixão, Ana Zita Fernandes, a padaria foi criada em 2002 e desde lá vem se tornando referência em termos de pão. Entre as tantas opções no cardápio, estão disponíveis baguette, pain au levain, pain au chocolat, tartine, quiche, kouglouf, baguel, danish, cookie e tantos outros com recheios variados.

Na visão da empreendedora, a figura da mulher guerreira, sensual e futurista da heroína Barbarella simboliza o mix moderno-contemporâneo-retrô do local.

Além dos pães e sanduíches, o espaço tem opções de sopas, cremes, saladas, doces, cafés, chás, sucos, cervejas e vinhos.

Entre as opções disponíveis no cardápio para um fim de tarde de domingo a escolha foi por um Pensilvânia (baguette tradicional, gruyère gratinado, scalopes de filé e cebolas na chapa), um Queijo Quente Colonial (torrada pão de , queijo tipo colonial e manteiga) um guaraná e um chá gelado — que veio trocado por um suco de laranja. A ideia seria comer um Mata Hari (baguette viennoise, carne de panela à italiana, queijo brie e um toque de cebolas carameladas), mas por conta do movimento durante o fim de semana alguns ingredientes estavam em falta, informou um dos atendentes. Ainda assim o prato pedido surpreendeu e mesmo com fome não consegui vencê-lo por completo, pois ele vem bem recheado. A torrada de pão de aipim também estava uma delícia.

Foto: Ellen Renner

Avaliação

Para essa experiência gastronômica — e também de conhecimento de um dos marcos dá cultura pop — escolhi avaliar com quatro estrelas.

Minha nota teve como base os sabores dos sanduíches escolhidos , o atendimento, valores, as opções disponíveis no cardápio e a pequena falha no pedido. E sim, vale uma segunda, terceira, quarta … visita. 😝

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