Qual o momento certo para trocar os aparelhos da sua academia

O mercado fitness está em constante atualização, inclusive com o surgimento de novos segmentos e modalidades de treinos. Por isso, não é nada fácil decidir qual o melhor momento para trocar os equipamentos de academia.

Se você já atua há anos com a mesma estrutura, precisa ter cuidado para não fazer um investimento errado. Neste texto nós vamos ajudá-lo a entender como funciona o ciclo de vida dos seus aparelhos.

O ciclo de vida dos equipamentos de academia

Geralmente, novos equipamentos são lançados a cada 4 ou 5 anos pelos grandes fabricantes. Talvez essa seja uma boa margem para você considerar no seu negócio. Os equipamentos que você tem podem estar em boas condições de funcionamento, mas talvez estejam defasados — principalmente por conta das novas tecnologias que podem surgir no período.

1ª etapa: compra

A primeira etapa do ciclo de vida dos equipamentos de academia é a compra. É neste momento que você deve escolher seus fornecedores, definir prazos, analisar a qualidade e também os valores.

Qual será o melhor caminho? Adquirir todos os aparelhos com uma única empresa ou fracionar a compra? Lembre-se que qualidade é fundamental, já que os equipamentos serão submetidos ao uso contínuo e prolongado.

O investimento é alto, principalmente em aparelhos como esteiras (que beiram os R$ 40 mil) ou as bicicletas ergométricas (cerca de R$ 20 mil cada). Até um simples bebedouro (item essencial para a academia) chega a custar R$ 800, segundo estimativa do Sebrae.

2ª etapa: manutenção

A segunda fase é a manutenção do equipamento. Engana-se quem pensa que ela deve ser feita só quando o produto quebra. Na verdade, a manutenção deve ser diária, com checagens no início e final do dia na academia.

Uma dica é manter um estoque de peças que podem ser trocadas de forma emergencial. Além de prevenir estragos, essa prática reduz a depreciação dos equipamentos, fazendo com que não desvalorizem tão rápido. Aliás, essa valorização vai refletir na próxima etapa do ciclo de vida dos equipamentos.

3ª etapa: revenda

O Brasil está em segundo lugar no mundo em números de academias (perdemos apenas para o EUA). São cerca de 32 mil estabelecimentos, segundo pesquisa da IHRSA citada por reportagem da revista Exame em maio do ano passado.

Em dado momento, com tantos centros de treinamento sendo abertos no país, os aparelhos comprados novos começarão a circular. Dessa forma, os recursos para investir em novos equipamentos de academia podem vir da revenda dos atuais.

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Os questionamentos necessários

Agora que você conheceu o ciclo dos aparelhos, precisa analisar se realmente existe a necessidade de troca dos equipamentos da sua academia. Para isso, considere três questionamentos importantes:

● Quais equipamentos são utilizados por seus concorrentes? 
● O que os seus clientes acham dos equipamentos da sua academia? 
● Você tem recursos suficientes para renovar a sua aparelhagem?

Obter resposta para a primeira questão é bastante simples. Afinal, todo mundo sabe o que acontece na outra academia. Basta um amigo ou frequentador verificar alguns pontos pra você. Vale dizer que é preciso saber, além dos aparelhos, quais modalidades de treino estão fazendo sucesso no seu concorrente.

A segunda pode ser respondida através de um questionário (Google Forms é uma ferramenta gratuita para isso). As perguntas podem ser enviadas por e-mail a todos os alunos matriculados ou ainda disponibilizadas no ambiente de treino. Pergunte se eles estão satisfeitos, se sentem falta de algum equipamento etc.

No último ponto você deve considerar todas as fontes de recursos disponíveis. Coloque na ponta do lápis a estimativa de revenda dos aparelhos e as taxas de juros de possíveis empréstimos. Contabilize quanto tempo será necessário para recuperar o investimento.

Academia é muito mais do que aparelho

Que os aparelhos são importantes para esse negócio, ninguém duvida. Porém, muitos outros fatores fazem com que o cliente escolha a sua academia e não aquela no quarteirão vizinho. Por isso, lembre-se de estudar o que o mercado está oferecendo, quais diferenciais você pode aplicar e, acima de tudo, valorizar o atendimento e relacionamento com os alunos.

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