Pindorama

  1. Um dia, uma vida, um sonho de um menino sonhador.
  2. Um ponto de vista, da alegria a tristeza, da tristeza a alegria em fervor.
  3. Um olho observador, entro na história, saiu da história, mas parte da história sou.
  4. Quem eu sou? deixando contos fadados? de paz? ou histórias de dor e amor?

1) Velho sonho

Acordando simplesmente desnorteado pelo próprio sofrimento
desacreditado até mesmo do próprio senhor do tempo
buscando a sabedoria em seus próprios passos
com controle de seus pensamentos, mesmo depois de perder os próprios sapatos
controlando os seus pés, um fato sem viés
orgulho na ponta do nariz, de sua própria história se faz infeliz
Diante do medo de se perder, diante da grande estrada de medo e prazer
diante da plenitude estupenda, diante dos guardas que vos aguarda próximo as pedras, uma fenda
é a imagem que esta a guardar na mente para inspirar seu caminho
diante de espinhos, ruas, e poças estreitas, uma vida sem carinho

Os pássaros voam aos montes e cantam, cantos lindos
são de cores azul, amarelo, branco, e verde
os olhos ao sol, o suor e a sede
o caminho que tanto conteve e assim se manteve
sua jornada sem malas, lembretes, quartos sem paredes 
a carência do amor, a dor, aos prantos
alimentando desejos, enrolado em mantos
talante insaciável com desejo de compartilhar
de escrever, de prosperar, de sentir, de namorar.

2 ) E parado em um universo paralelo, se fez em um ato singelo, de no chão se ajoelhar

Não o vejo em nenhum lugar, sou o observador e não paro de procurar 
me pergunto se ele existe, se é real ou se são só palavras de alto astral 
motivadoras, inspiradas por um ser? algo sobrenatural?
não, não estou débil mental
isso não é de meu ensino fraternal 
da minha ética educacional, moral, social.
Todo os meus sentidos dos quais não compreendo mais, fogem de mim como um feche de luz tirando a minha paz 
não posso sentir, não posso entender, se estou imaginando ou se estou a viver
se estou vivendo? sobrevivendo? ou se estou fingindo ser natural para ter algo que possa crer?

3) Epílogo

A humanidade agora se desintegra diante da maldade de ódio e rancor
poucos acreditam em algo superior, e quem diria que eu mesmo viria a tomar a estrada em busca do amor
É o fim? E o fim? Há um fim?
suponho que todos além de mim buscam subitamente em meio a uma cornucópia de perguntas sem nó e sem fim
falam sobre de uma forma, a forma que esquecem, nos esquecem, como já me esquecem
diante dos reais problemas, de seus problemas e grandes sistemas rodeados de teoremas 
seus esquemas que me enojam de forma extrema
somos capazes de supera-los, de vencê-los e assim contê-los
mesmo sobre essa estrada, esse caminho de terra amarela, pedras e areias, camelôs 
há um riacho que me anseia e um árdil desejo de vitória e alegria, que minha alma receia, sangue corre na veia, até mesmo o príncipe rei se traíra na ceia
fujo, já fujo, a pobreza da nossa pobreza ao nosso nordeste ao nosso sul
ou do velho oeste a zona leste sigo, sigo o azul
olhando céu, claro céu, brilho me conduz
os meninos jogadores, as crianças e seus fazedores
meninos sonhadores, imaginários somos todos atores
cantores, rock stars, e até dubladores
de mundo a mundo, Star Trek a Star Wars
de todas as cores, classes, etnias, modos de falar, inferno em chamas há cinzas no ar 
inferno que nós fazemos, o fazemos, fazendo, farei perder
para entrar e sair fora dessa sociedade motivada por soberba, ganancia, intolerância, ambições e poder

Diante do senhor do tempo que me fazia saber, dos dias, horas, dos momentos a te ver
hoje sento em um canto a brisa da árvore, após te contar essas palavras e envelhecer
que os próprios dias em letras me fez conhecer
que um simples momento não se pode perder
uma singela palavra não se pode esquecer
e dentre da hora certa deverás dizer
para que não lhe falte memorias do que devia fazer
nem até fique ranzinza com caminho a escolher
que de suas próprias escolhas pode sofrer
e dentro de sua própria história pode vir a se esquecer
e outro observador ao passar pela estrada da vida que te fez perecer
termine sua história da qual se conteve, com medo de viver.

4) Do frio da estrada ao calor de uma lareira, um filme se passa, um ensaio, uma vida inteira

Velho ao deleito de sua morte sentado em frente a sua lareira se vai
deixa uma carta, a minha carta, a nossa carta, a nossa conversa
e nela confessa, não tenha pressa ao caminho a escolher
vai escolher, viras a saber, a partir do momento que vir a compreender
nos aconselha, me aconselha, vos aconselha, outrora nos aconselha
mostra o velho o mundo, o novo o mundo, o mundo que ele queria viver
o mundo que ele vê ao fechar os olhos e nunca quis esquecer
e assim me pede, nos pede, pra fechar os olhos e ler como se estivéssemos juntos, todos juntos, a conversar de nossos assuntos
pergunta-me o que vejo, toca uma bela música
é como um filme de horas intermináveis e na minha imaginação me perco em viagens
maravilhoso, belo, magnifico, surreal é o que eu vejo
estupefato, inca-abismado, pela sua magia e com medo de acordar e vir a me prender em fantasias
me tranco nos meus sonhos, jogo as chaves em um riacho
mais que profundo, nem se escuta o som do fim
do qual nem os olhos mais seletos podem enxergar os confins
escuro e assustador, fujo, vou para as montanhas
do topo vejo o novo mundo tão surpreendente que me façanha
surreal, estupendo, fico maravilhado, dou um sorriso sutil
alegre, meu coração bate descontrolado, vai a mil
vejo fogos de artificio e começo a chorar
temo acordar, a imaginar, que aquilo tudo pode acabar
que não podemos alcançar, que poucos podem sonhar
a ponto de tais idéias maravilhosas poderem criar
que não conseguem se concentrar, que perderam a essência de amar
de se comunicar, de se entregar e na alegria se deleitar
de vivenciar, momentos, amigos, a paz
choro por aqueles, aquela senhora, aquele senhor, aquele rapaz
aquela mulher, aquele homem, aquele menino, as crianças e o velho que aqui se jaz
à partir na morte infeliz, por chegar a dormir, eternamente dormir
que sonhava que no mundo de seus olhos fechados era melhor estar
do que viver nesse velho mundo a sorrir e acordar a chorar.

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