
Ao que me lembre, desde pequeno, e até hoje, ouço falar em: “Educação.” Uma espécie de filme mudo com todas as falhas de uma trilha antiga. Quem não o assistiu, de tanto ouvir falar, já conhece cenas e falas dos personagens.
Os anos passam, trocam-se os atores e a história continua inerte.
Há quem ouse falar em mudanças, mas o agir não teve espaço. Qualquer discurso gira em torno da educação utópica, qualquer ser, sem esforço algum, consegue diagnosticar essa doença.
Poucos são aqueles que, qualitativamente, buscam um novo filme, uma nova história.
A educação é trazer à tona os princípios e valores de cada ser, é dar luz, fornecer mecanismos intrínsecos que o farão um cidadão virtuoso, mas, infelizmente, o investimento que temos é meramente materialista e quantitativo.

Pergunto: que presente estamos fornecendo aos nossos jovens? Estamos realmente lutando para dar à luz a estes? Todo ser tem dentro de si algo grandioso, mas os valores contemporâneos estão fadados ao erro.
É preciso acreditar e agir para um futuro sonhador.
A educação tornará nossas crianças aptas à alcançar a virtude, e, ainda, adquirir o poder de retirar os excessos de egoísmo, imbecilidade e outras mazelas que assombram o progresso. O investimento correto é aprimorar os valores, aumentar as esperanças.
Que fique claro, esse problema também é seu, essa questão é nossa. Este perfil surge com imensuráveis desejos de contribuição, mas desejo na prática.
Devemos nos tornar os verdadeiros personagens desse filme.
Queremos um filme de cores vivas e não aquele jogo de empurra-empurra, uma briga de quem educa e quem não educa.
O mundo melhor que queremos amanhã começa hoje.
VITOR MORAES