Neu-semiótica

Olhei para trás
 E me vi chegando

Em todas as vezes
 Que me machuquei

Não era sonho,
 não era medo

Ouvi a Canção desconhecida
 E ela me chamava!

De dentro do Abismo
 Me encarava!

Como a luz te encontra
 No meio da noite

Pois tudo sendo entidade
 Você respira tão antigo!

Você respeita Árvore
 Mas não teme! Nunca!

Corri para não morrer
 Caí para parar

Nascer para o sofrimento
 Morrer para acabar?

Não! Viver para viver!
 Ir longe só por ir!

Porque ela te chama
 E enfeitiça!

Musa maravilhosa!
 Não és branca ou virginal!

Colorida e intensa! Psicodélica!
 Me carrega enquanto choro

Colhe as ondas do meu desespero
 E me lança!

Mergulho no sem fim,
 rios de sangue, mar de lágrimas

Mergulho medonho e profundo
 Pela deriva!

No caminho encontro monstros, eles queimam
 Ateus, budistas

Encontro deusas e capitães Niilistas!
 Vejo os peixe-humanos nadando comigo

Aventura brilha e os olhos doem
 Tudo dói

Mas foi pela dor que eu vim!
 Pelo brilho! Pela profundidade!

E foi aqui que a água fez-se papel
 Me refletindo

Caindo no caminho, me encontro novamente
 Atrás de mim, na minha frente, eu de novo

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