É rir pra não chorar: Renovação no congresso, esquerda bolsonarista e os fisiológicos de sempre

A gente ri, mas um dos grandes problemas do país é a total falta de responsabilidade do eleitor. Elegeram um bandido. Não é suspeita, é fato, o cara dorme na cadeia.

O maior problema da política brasileira é que o eleitor é irresponsável. Vota sem se preocupar com absolutamente nada. O voto não significa coisa alguma, é ir na urna e lavar as mãos — alguns ainda esperam algum benefício. Se perguntar na rua a maioria não lembra em quem votou.

Claro, os políticos contribuem (muito) para isso, não querem que o povo efetivamente fiscalize nada, só querem o povo na hora de votar. São milhões e milhões gastos em propagandas falsas e campanha suja. É um círculo vicioso, enfim…

Alguém realmente acha que sem toda a máquina de propaganda e de desinformação alguém iria chegar na urna e pensar “nossa, vou votar no Fufuca porque confio nessas bochechas rosadas e na cara de paspalho”? Ou “vou de Renan porque esse é honesto!”? Tiririca é o outro lado, a vitória da galhofa.

De um lado temos o uso pesado da máquina, a formação de dinastias, a verba virtualmente ilimitada, a certeza de impunidade e o companheirismo de políticos defendendo os seus (e seus interesses) — e juízes sempre prontos a sustentar toda a bandalheira -, do outro a irresponsabilidade, a galhofa, a desmemória e o total desinteresse em assumir a responsabilidade pelos atos e votos.

Enfim, não acredito que nada vá melhorar no futuro próximo. Assumo total o lado do desânimo. O Congresso teve imensa renovação, no fim é mais do mesmo.

A gente vê que “renovação” é uma palavra bonita, mas completamente vazia. O Senado, por exemplo, teve a maior renovação da sua história e está pior do que nunca. Se a qualidade da renovação foi nível “eleger gente do PSL” e velhos políticos fisiológicos…. Serviu pra que?

Pra termos o PT e o PSeudoB, que sempre pagam de esquerda, de oposição, se transformando oficialmente na Esquerda Bolsonarista? Missão cumprida.

Fica a certeza de que se é verdade que o eleitor médio pouco se importa com o valor de seu voto, no fim faz pouca diferença tentar renovação, porque o que está lá é ruim, o que vem de novo é péssimo.