A Espanha deu mais um passo para se tornar uma ditadura

Os líderes soberanistas Jordi Sànchez y Jordi Cuixart, da ANC e Omnium respectivamente, foram mandados à prisão pela “justiça” espanhola pelo crime de “usar as redes sociais e grupos de difusão da ANC e Omnium para a mobilização de pessoas contra ordens judiciais”, ou seja, convocar pessoas a se manifestar pelo referendo catalão e a votar.

Sim, a Espanha deu passos definitivos para se tornar uma ditadura hoje. Dois líderes de movimentos da sociedade civil presos por PROTESTAR e CONVOCAR para protestos e para VOTAR democraticamente em um referendo acordado pela maioria dos parlamentares eleitos pelo povo catalão.

A mesma juíza decidiu não prender, mas impor medidas restritivas ao CHEFE DA POLÍCIA catalã, o Major Trapero. O crime? Sedição. Sim, Franco não morreu, sequer voltou, apenas nunca foi a lugar algum.

Hoje Puigdemont respondeu à Rajoy sem responder nada. Tergiversou e reafirmou sua vontade de negociar, dando um prazo de 2 meses para diálogos e esperando que o governo espanhol aceite sentar-se com o catalão. O PP, por meio de seu representante na Catalunha, o asqueroso García Albiol, já respondeu no melhor estilo nazi-fascista (não, não exagero): “García Albiol aboga por el artículo 155 para “descontaminar” la Generalitat”.

Descontaminar.

E colocar no lugar dois partidos minoritários e (neo)fascistas, um deles que tem tanta penetração na Catalunha (Ciudadanos/Ciutadans) que tem o incrível número de ZERO prefeitos eleitos.

Os que hoje formam o PP são herdeiros diretos dos que firmaram acordos com os nazistas para “descontaminar” a Espanha de esquerdistas, os mesmos que bombardearam Gernika, Durango, dentre outras.

Tanto Sànchez quando Cuixart, prevendo que seriam presos pela ditadura Espanhola, gravaram vídeos em que reafirmam a certeza da luta pela independência e que não irão recuar.

O método de prender lideranças políticas não é novo para a Espanha, inúmeras lideranças bascas, dentre elas Arnaldo Otegi, permaneceram presos meramente por buscar a independência do País Basco ou negociar a paz (e o fim do conflito do Estado com a ETA). Presos políticos contam-se às dúzias na Espanha, onde até mesmo jornais são fechados e seus diretores são presos e torturados (vide os casos do Egin, Egunkaria ou as torturas sofridas por Matxelo Otamendi).

A Espanha tanto tentou que conseguiu virar a Turquia da Europa.

Diante da escalada repressiva e da certeza de que a Espanha não irá negociar, mas periga seguir prendendo lideranças políticas catalãs, só resta um caminho: A hora de declarar a independência é agora.